terça-feira, 10 de abril de 2012

Tropeçando em obras primas

Na fila para entrar no Museu do Prado

              
Estou agora sentado em um trem, que parte de Madri para Sevilha. Aqui, relembro algumas passagens do terceiro e quarto dias de viagem, ainda na capital espanhola.
            Como havia escrito anteriormente, Madri é uma cidade de prédios belíssimos, pelo menos na parte histórica (não tive a oportunidade de conhecer a parte moderna nesta viagem). Um palacete atrás do outro, com um estilo arquitetônico às vezes rebuscado, que denota certo esplendor. No alto dos edifícios, anjos, corcéis, carruagens, homens sobre bigas, cúpulas.
            Nas calles (ruas) ou passeios (paseos), verdejantes bulevares, flores amarelas, rosas, lilazes evocando a chegada da primavera. Embora nos pareça que essas plantas estão ali bem cuidadas durante o ano inteiro, deslumbrando o enorme contingente de turistas que visita a cidade durante o ano inteiro. Vendo essas ruas floridas e arborizadas, tenho vergonha de chamar de bulevar aquelas aberrações de Belo Horizonte.
            O primeiro destino é o Museu do Prado, um lugar que eu sempre quis visitar. Ao lado do Louvre, o Prado é considerado uma das maiores e mais impressionantes pinacotecas do mundo. É a pátria de Velázquez, Goya, El Greco, Murillo, grandes mestres espanhóis, e de outros artistas que fizeram a história da arte, como Rafael, Rubens, Ticiano, Rembrandt, Caravaggio, Bosch. Lembrei-me de uma história, enquanto aguardava na longa fila para adquirir os ingressos para o museu. É sobre um crítico inglês que planejou uma ida a este museu, com requintes de uma epopeia. Com o auxílio de um assessor, vendou seus olhos, rumou ao aeroporto, chegando a Madri e, já dentro do museu, tirou a venda para admirar, como se fosse o primeiro e mais virgem olhar do dia, “As meninas”, de Velázquez, considerada por muitos críticos a mais impressionante obra prima da arte ocidental. Para nós, simples mortais, é difícil repetir a façanha, pois se espera uma hora na fila, além de sermos confrontados com um museu inflado por milhares de visitantes. Mesmo sem este vislumbre, pasmei-me defronte desse maravilhoso quadro de Velázquez. Admirei cada detalhe, com uma voracidade e atenção redobradas. Lembrei-me de todas as linhas que li sobre o assunto, focando cada detalhe. Ri ao rememorar a inveja que Carlota Joaquina nutria da infanta Margarida, que se tornou um ícone da arte, ao lado da Monalisa.
            Mas ali do lado também havia Goya. Deus do céu, que maravilha! As telas da família real espanhola, a Maja desnuda, as pinturas negras. Cada quadro ressuscitava uma série de emoções e fatos marcantes da história da humanidade.
            São tantas e tão impressionantes as obras expostas no Prado, que me vem a expressão “tropeçar em obras primas”. Cada fato ali retratado, a mitologia, as guerras, as personalidades, as cenas bíblicas compõem um acervo fenomenal. Cada autor, com suas pinceladas, nos revela o estilo da época, os maneirismos, as vestimentas. Tudo está marcado por uma fonte inesgotável de vida e força.
            Resta-nos, depois dessa impressionante visita, adquirir o Guia do Prado, para ler e apreciar com mais vagar essas maravilhas.
            Faço aqui também uma referência ao Café do Prado, onde almocei. Local agradável, comida deliciosa.
            Embora pareça que vai sobrar mais energia para realizar outra atividade, uma vez que se pode ficar no museu durante cinco ou seis horas seguidas, lá fora Madri continua a se oferecer aos olhos e ao paladar. Deparamo-nos – eu e o meu companheiro de viagem, Wagner Cosse – com um belo restaurante na parte central da cidade, ao lado da Praça do Sol, o Café La Catedral. Trata-se de um local agradável, onde nos sentimos dentro de um museu. Paella, bacalhau, vinho, salada de frutas e uma deliciosa sobremesa compuseram o cardápio do jantar, já quase beirando onze da noite.
            Quando tudo parecia amansar, pedindo mais uma boa noite de sono, caiu uma pequena chuva em Madri, deixando tudo dourado. Parafraseando Woody Allen, no filme “Meia Noite em Paris”, Madri fica também mais bela quando chove.

A bunda de Botero

            Outra observação a respeito desse terceiro dia de viagem a Madri é que ele começou com a bunda. Desculpe, mas não tem nada de sexual nessa revelação. Trata-se de uma estátua de Botero, que ornamenta uma praça próxima ao nosso hotel, a Praça Colombo (ou Colón). A rechonchuda mocinha de bronze oferta seu bumbum a todos os transeuntes, que acabam, com o Wagner, se atirando nas formas generosas da estátua.
            Aliás, em todas as viagens que faço, sempre surgem personagens engraçados, que ganham sabor e vida ao longo dos dias. Vou criando elementos que conferem a eles personalidades próprias. Quando estive na Europa, em 2010, surgiram várias dessas figuras em Budapeste, Lisboa e Praga. Rolávamos de rir com as histórias que, acredito, não teriam graça se contadas aqui, sem as devidas ligações. Penso que, talvez, quem sabe, isso possa se transformar em um roteiro de teatro. Será? Uma comédia, com certeza, com sabor de um viajante observador pelo mundo afora.

Guernica e o leitão assado

            Voltando a Madri, estamos no nosso quarto e último dia de viagem nessa belíssima cidade. O dia amanheceu chuvoso e isso limitou nossas caminhadas. Optamos pelo metrô, que oferta 22 linhas e centenas de estações que percorrem toda a cidade. Facílimo de usar e muito prático.
            Rumamos diretamente para o Museu Reina Sofia, que combina com o dia de chuva. Na entrada, me lembrei um pouco das edificações da nossa Praça da Liberdade. As alterações arquitetônicas feitas no prédio antigo para se adaptar a um museu de arte moderna são parecidas com o que se fez em Belo Horizonte. Será inspiração ou coincidência?
            Fomos ao Reina Sofia para ver o “Guernica”, de Picasso, obra extraordinária de um gênio da arte mundial. O quadro é acachapante. É denso, emotivo, raivoso, panfletário. As cores, em tons de preto, branco e cinza, saltam da tela, em forma de figuras doloridas, marcadas pela guerra civil de 1936, onde morreram muitas pessoas, principalmente mulheres e crianças. Tudo na tela é angústia e depressão. A curadoria do museu cercou o quadro de filmes, publicações e outros elementos informativos sobre este momento na história espanhola, fornecendo-nos uma base para poder assimilar melhor as cenas dramáticas ali retratadas por Picasso.
            O Reina Sofia não é só o “Guernica”, embora esta tela enorme seja suficiente para garantir a nossa visita. Ali também tropeçamos em obras primas de Salvador Dali, Miró e outros expoentes da arte moderna espanhola e ocidental. É inevitável fazer o contraponto entre a arte renascentista/barroca/romântica do Museu do Prado e as propostas desses artistas do início do século 20.
            Com a alma alimentada, tratamos de alimentar o corpo. E a atração do dia seria o jantar no famoso restaurante Sobrino de Botin, de 1725, considerado pelo Guinness Book o mais antigo restaurante em atividade do mundo. A mesa para o jantar foi previamente reservada, pois o restaurante também é muito concorrido por sua excelente gastronomia, O cardápio principal não agradaria aos vegetarianos nem aos dietéticos. O carro chefe é um leitão assado, precedido por uma sopa bem calórica. Degustamos aqueles deliciosos petiscos, regados a um vinho tinto de qualidade. O restaurante ainda nos surpreende com um grupo de cantores vestidos à moda antiga, cantando cantigas que parecem medievais. Um regalo, como dizem os espanhóis!

Este é um bulevar madrilenho
Museu do Prado

Velázquez e eu

Prédio da região central de Madri

Loja de paráguas

Um Cristo bem impressionante da Praça do Sol

Delicioso restaurante de Madri

A decoração é rebuscadíssima

Wagner e a estátua de Botero

Wagner e o quadro de Dali

Obra do Museu Reina Sofia

Dali no Reina Sofia: não é magnífico?

Adorei este quadro


No Sobrino de Botin, o mais antigo restaurante do mundo em atividade

Cantantes do Botin

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Revisitando a história no Palácio Real





            A sensação ao acordar nesse segundo dia de viagem é de que não se dormiu quase nada, apesar de se ter passado praticamente oito horas na cama. O fuso horário, de cinco horas de diferença (para mais, em relação ao Brasil), nos dá a sensação de ter despertado no meio da madrugada. Mas não podemos ceder à tentação do sono, senão o nosso organismo se transforma numa bagunça várias vezes maior do que aquela provocada pela virada do horário de verão. Afinal, estamos em Madri. Hoje é dia 02 de abril de 2012. Mesmo sem o dia deslumbrante e ensolarado de ontem (amanheceu nublado, com aproximadamente 15ºC), a cidade se mostra bela.
O rumo é o Palácio Real, grandioso edifício que começou a ser construído no início do século 18, para exibir ao mundo o quanto a Espanha era um potência econômica. Depois de enfrentar uma fila gigantesca, adentramos nos salões decorados com toda a pompa e circunstância. A decoração percorre vários estilos e épocas, ao gosto dos reis que habitaram aquela morada, como Carlos III e até o irmão de Napoleão Bonaparte (durante o domínio francês, no início do século 19). A “nossa” Carlota Joaquina nasceu ali em 1775 e nesse local viveu até completar 10 anos, quando se casou com D. João VI, de Portugal e, mais tarde, do Brasil. Para quem não está em dia com a história, eles são os pais de D. Pedro I, que proclamou a nossa independência, em 1822, e avô de D. Pedro II, nosso último monarca.
            Aliás, nada mais inspira uma lição de história do que esses salões. São telas, adornos, objetos de decoração, utensílios e documentos que evocam o passado espanhol, e que se entrelaça com a história da humanidade. É mais fácil entender os hábitos e costumes daqueles nobres e, consequentemente, da história da Espanha, observando os locais onde comiam, definiam os destinos da nação e das colônias, dormiam e maquinavam suas estratégias políticas e militares. Um jovem, por menos interessado em história, não conseguiria sair desse edifício sem se sentir tocado, em algum momento, com a importância dessa disciplina para a compreensão do desenvolvimento humano. Para mim, é ver in loco tudo que li nos livros.
            Não pudemos fazer registros fotográficos nos salões internos do Palácio Real. Resta-nos a parte externa, os jardins, a praça e a catedral de Madri que o circundam. É uma região muito bonita e tranquila, apesar dos inúmeros turistas e transeuntes. É um lugar para passear. Mais uma vez foi inevitável pensar que temos poucos lugares assim em Belo Horizonte, uma capital que está crescendo sem se preocupar muito com a qualidade de vida de sua população. Na capital mineira, o local de passeio preferido da população é o shopping center. É uma pena!
            Em frente ao Palácio Real, encontram-se alguns restaurantes muito agradáveis. Wagner Cosse, meu companheiro de viagem, e eu fomos a um que parece ter saído daquela época das carruagens. A comida é deslumbrante, com direito a sopa ou salada, prato principal e sobremesa ou café – o menu básico de alguns países europeus – regados a vinho ou água. Wagner pediu a sopa castelhana que, segundo ele, que é um “sopólogo” (admirador de sopas), foi a melhor sopa que ele tomou nos últimos anos. Vale lembrar que a Espanha se tornou uma das mecas da alta gastronomia internacional. Aos poucos, tentarei repassar alguns nomes e locais que julgar interessantes.

Flamenco

            Bem, depois do almoço, fizemos uma boa caminhada pelas ruas de Madri para “fazer o quilo”. Prática extremamente saudável e agradabilíssima, considerando que aqui as ruas são muito planas e rodeadas de belas construções e parques. Pois andamos do Palácio Real até o nosso hotel, num trajeto de aproximadamente quatro quilômetros. No hotel, um descanso antes do próximo compromisso: assistir a um espetáculo de flamenco.
            Ir à Espanha e não frequentar uma casa de flamenco, ou um tablado, é como ir a Roma e não ver o papa? Resisti a princípio, pois não gosto de lugares ostensivamente turísticos. Ou seja, feito para agradar o turismo. Nessa situação, a casa foi recomendada pelos recepcionistas do hotel como um local também frequentado pelos espanhóis. Sem dúvida, o lugar é lindo. O objetivo é imitar a decoração do Alhambra (que ainda visitarei nesta viagem), castelo localizado na cidade de Granada. No palco, ótimos artistas. Na plateia, uma turba extremamente indelicada – os tais turistas! Eles não se incomodam em levantar a todo e qualquer momento para fotografar, falar alto e, na maioria das vezes, nem se dar ao trabalho de olhar o palco, tanta é a ansiedade para consumir o jantar que é servido (no nosso caso, dispensamos o jantar, para podermos aproveitar melhor a dança). Ou seja, nada muito diferente do que se transformou o ato de assistir a um show no Brasil, mas como irrita! Para piorar a situação, os garçons não interromperam o serviço durante o espetáculo e também falavam, davam ordens e instruções a todo pulmão. Depois de uma hora, eu já estava louco para fugir dali. Mas valeu a experiência!


Wagner e um artista de rua

A catedral de Madri

A longa fila para entrar no palácio



 

Praça em frente ao Palácio Real

Jardins do palácio

Restaurante do tempo das carruagens

A deliciosa sopa castelhana

A casa do flamenco: olé!

Decoração imita o Alhambra

Wagner em um dos cantos da casa

Grupo artístico do Tablao Torres Bermejas



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Passando por Lisboa e chegando a Madri



            Olá, hoje é dia 04 de abril e eu estou no Grand Hotel Versalles, em Madri. É um hotel agradável, bem localizado, a poucos metros da estação de metrô Alonso Martinez e a cerca de um quilômetro da Gran Via, a avenida mais pulsante da capital espanhola. Estou rememorando o início desta viagem, que propõe visitar, em 30 dias, a Espanha e a Turquia. Dez dias são dedicados a Madri, Sevilha, Córdoba e Granada. Nos outros, estaremos em terras turcas, começando por Istambul, passando pelo interior daquele país até chegar à Capadócia.
            Acabei de organizar as fotos que tiramos – eu e meu companheiro de jornada, Wagner Cosse – desde o início da nossa viagem, que começou no dia 30 de março, de Belo Horizonte. Fizemos uma pequena parada de algumas horas em Lisboa, já no dia 31, antes de pousarmos em terras madrilenhas. Em Lisboa, almoçamos na Confeitaria Nacional, próxima à Praça do Rossio. Lá fora, a capital portuguesa estava em polvorosa por causa de uma grande passeata, que iria reunir milhares de pessoas. Diferentemente do Brasil, muitos portugueses fazem suas reivindicações políticas e sociais vestidos em trajes típicos e fantasias que mais lembram um desfile de carnaval. Mas o assunto é sério: a situação econômica do país, que se encontra em retração nos últimos meses. Basta pegar um táxi em Lisboa para notar o quanto os motoristas são politizados, chegando mesmo à braveza perante os assuntos mais corriqueiros da temporada: corrupção, desvio de verbas públicas, apertos financeiros da população e aumento de impostos.
            As poucas horas em Lisboa, além do delicioso almoço, proporcionaram uma visita à Baixa e à Praça do Comércio. E, é claro, uma vista relaxante às margens do Tejo. Já no avião, embarcando para Madri, foi possível avistar do alto a bela ponte estaiada (uma das maiores da Europa), localizada na região mais moderna da capital.
            Madri
            Chegamos à noite em Madri. Experimentei a maravilhosa sensação de descer no aeroporto e pagar somente 2,50 euros (por pessoa) para viajar de metrô até o centro da cidade, onde já aportamos na estação próxima ao hotel. Claro que vem a comparação com nosso caótico e deficiente transporte público brasileiro. Na noite madrilenha, mesmo sem ainda conhecer com mais profundidade o seu dia a dia, é possível notar o burburinho das pessoas nas ruas (jovens, muitos jovens), o respeito aos sinais de trânsito, a beleza dos prédios históricos. Mas, agora, é hora de dormir, depois de quase um dia inteiro de viagem (contando as paradas, é claro). Deitar a cabeça no travesseiro e sonhar com a programação do primeiro dia em Madri.
           
            Domingo, dia 01 de abril, parece mentira, mas não é: estamos em Madri. Para o bem e para o mal. Digo mal, brincando é claro, porque café da manhã na Europa não é bem aquele café que tomamos nos bons hotéis e pousadas brasileiras. Nessas horas, também é difícil não comparar a qualidade de nossas frutas, sempre frescas e deliciosas, e a variedade do cardápio. O desjejum é bom, mas parece ter sido comprado em caixas, no supermercado mais próximo, e distribuído nas mesas e travessas. As frutas, então, são todas em caldas. Mas o café propriamente dito é bom (não é aquele chafé que servem nos EUA!).
            Manhã de domingo ensolarada em Madri. É possível até mesmo andar sem agasalho. A temperatura nesse início de primavera é agradável. O programa começa com um passeio pelo centro histórico, a parte das cidades que eu particularmente mais aprecio. E o de Madri é estupendo! Praça do Sol, Plaza Mayor (onde paramos para o almoço), Gran Via, Praça de Espanha, Palácio Real... ruas lindas, edifícios maravilhosos, atestando várias épocas vividas pelos madrilenhos. Há uma enorme quantidade de edifícios no estilo art deco, com cores fortes e reluzentes. Causou-nos uma especial atenção o Mercado de São Miguel, de 1915, todo em madeira e vidro. Lá dentro, uma orgia gastronômica de encher os olhos e dar água na boca. 
          O dia se estendeu a quase onze da noite, quando vimos as luzes da cidade se acenderem. E Madri se mostra outra dama à noite, cheia de suas joias iluminadas e sedutoras. O cansaço não permitiu uma estendida maior, afinal eram horas e horas de caminhadas, emoções arrebatadoras e um encantamento que quase se transforma num bálsamo para as dores que já dificultam os movimentos. Mas vamos dormir, para amanhã prosseguirmos a viagem!

Na Rua Augusta, em Lisboa

Portugueses fantasiados na passeata em Lisboa

A Confeitaria Nacional, patrimônio da capital portuguesa

A ponte Vasco da Gama, em Lisboa, do avião

Praça do Sol, centro de Madri

Na Plaza Mayor

Brindando com Wagner, na Plaza Mayor

Edifícios Art Deco, no centro histórico de Madri

Mercado São Miguel, de 1915
No interior do mercado

Outro do mercado: ponto de encontro gastronômico

Wagner na "casa do Gepetto"

Nos jardins do Palácio Real

Em frente à fachada principal do Palácio Real

Wagner e dois símbolos da cultura espanhola: Dom Quixote e Sancho Pança

Praça de Espanha

Na Gran Via

No belíssimo Edifício Metropolis

Wagner admira as luzes noturnas de Madri

Wagner e o "Bolo de Noiva", antigo edifício dos correios, hoje um centro cultural

No café do "Bolo de Noiva", apreciando os "tapas"

Turnê Atacama/Uyuni Parte IV: Salar de Uyuni

  No bosque das bandeiras, atração do Salar de Uyuni Veja as fotos no final do texto Clique nas fotos para ampliá-las      Chegamos à última...