segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Europa 9 – Salzburgo

Na região rural de Salzburgo, no lago que foi cenário do filme "A noviça rebelde"
(foto de Wagner Cosse editada por Thelmo Lins) 

Fotos de Thelmo Lins e Wagner Cosse
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            Entramos no 13º dia de viagem, realizada em agosto de 2019. Salzburgo, na Áustria, foi a sexta parada da turnê que fizemos pela Europa (Conceição, Vinicius, Wagner e eu).
            Primeiramente, a impressão não foi boa, confesso. Depois da beleza e do colorido intenso de Innsbruck, Salzburgo parecia sem graça, muito bege e desbotada. Para piorar, o primeiro dia na cidade estava nublado.
            Salzburgo, no entanto, recebe muito mais turistas do que Innsbruck, pelo menos é o que notei visto o burburinho nas ruas. A cidade é a terra natal de Mozart, um dos maiores compositores de todos os tempos, e abriga o festival de música mais importante da Europa (segundo especialistas). Quando estivemos lá, estava acontecendo um festival de teatro.
            Ruazinhas estreitas, exclusivas para pedestres e carruagens. Praças amplas, imponentes, igrejas luxuosas e jardins esplendorosos. As vitrines são uma atração à parte. Lá, em pleno agosto, já era Natal no comércio. Muitos enfeites decorativos, alguns feitos à mão, chamavam a atenção pela beleza e capricho. Os preços, no entanto, eram salgados. Também tinham muitas lojas de chocolates, cuja embalagem estampa o rosto do grande compositor local.
            Por falar em Mozart, é possível visitar em Salzburgo dois museus dedicados a ele. A casa onde ele nasceu e outra, onde ele morou. Estive na casa natal, que fica bem no centro histórico. A visita foi lastimável. Mal aguentei ficar lá dentro, pois não havia nenhuma ventilação. As salas estavam abafadas e com grande número de visitantes. Poucos ventiladores faziam o ar (mal) circular, espalhando um cheiro forte de suor, pois, embora o tempo estivesse nublado, fazia calor na cidade.  Perguntei por que não colocavam um sistema de condicionamento de ar. Segundo a recepcionista, o frio afetava a conservação das obras. Achei estranho, pois a maioria dos museus do mundo utiliza este tipo de equipamento. Bem, se um dia eu tiver a oportunidade de voltar lá, vou preferir ir numa estação mais amena.
            O segundo dia da viagem foi dedicado ao passeio às locações do filme “A noviça rebelde (The sound of music)”, de 1965. Isto era um desejo antigo de Conceição, que é apaixonada pelo longa-metragem. Protagonizado por Julie Andrews, o musical detém a façanha de ter sido uma das maiores bilheterias do cinema no século 20, tornando Salzburgo internacionalmente conhecida. A história se passa na cidade, durante o período que antecede à Segunda Guerra Mundial, e mostra com glamour os principais pontos turísticos.
            O ônibus da excursão, devidamente caracterizado, abrigava pessoas de diversas partes do mundo. Para melhorar o passeio, as nuvens deram uma trégua e o sol saiu radiante. Tivemos que adentrar a zona rural da cidade, que é uma área muito bonita.
            Conhecemos o lago onde Maria (personagem de Julie Andrews) e os filhos do capitão passearam de barco e o gazebo onde foram realizadas duas cenas românticas. Identificamos o convento onde a personagem vivia e entramos na igreja onde ela se casou. As paisagens que aparecem no filme foram devidamente identificadas, inclusive a mansão que serviu como a casa do capitão (por ser uma casa particular, a entrada é proibida). São lugares incríveis, em meio a montanhas, lagoas, jardins e colinas verdejantes. Tudo embalado por canções e cenas eternizadas pelo filme, que eram exibidas na TV do ônibus. A excursão terminou nos jardins do Scholl Mirabell, já em Salzburg, um lugar de cair o queixo. As flores fazem bordados nos gramados, criando grandes arabescos. Além disso, havia um jardim de rosas de cores variadas e muitas estátuas. Vale ressaltar que o guia falava somente inglês e alemão.
            Infelizmente a estadia em Salzburgo não terminou muito bem. Por causa de informações incorretas do lugar onde estávamos hospedados, quase perdemos o trem para Viena, próxima parada da nossa turnê. Foi uma dificuldade conseguir um táxi, mesmo o pedido tendo sido feito diretamente na recepção do hotel (eles não costumam cumprir com o combinado e mudam sem sequer avisar os passageiros). O tratamento na hospedagem também deixou a desejar. Em alguns momentos, eles chegaram a ser rudes conosco. Como, em viagem, a gente acaba relevando alguns fatos, pois o que vale é o resultado final, deixamos para lá e continuamos a jornada. Faço aqui este registro, como também fiz no Booking, site onde fizemos a reserva. Caso se interessem o hotel se chama Hotel Turnerwirt  Linzer. Não recomendo.
            Próxima parada: Viena! Bis später (até logo)!


Rio Salzach

Centro Histórico








Estátua de Mozart na praça principal



Ovos natalinos adornam as vitrines

Detalhe de uma vitrine

Ovos decorados para o Natal

Propaganda do chocolate Mozart


Igreja de São Francisco









Museu Casa Natal de Mozart




A Rota da "Noviça Rebelde" 

Ônibus decorado da excursão

Paisagens dos arredores de Salzburgo



Vinicius e Conceição em frente ao lago que foi cenário do filme

Guia (terceiro da esq. para dir.) conta os detalhes do filme para turistas do mundo inteiro


Gazebo onde aconteceram cenas românticas do filme


Wagner e o jardim nos arredores de Salzburgo


Torre do convento onde vivia a noviça


Wagner e o ônibus da excursão

Lugarejo onde fica a igreja do casamento da noviça com capitão Von Trapp

Igreja do casamento

Vinicius, Conceição e Wagner em frente ao templo

Interior da igreja




Outra do lugarejo onde fica a igreja, nos arredores de Salzburgo


 Jardins Mirabell






 Vistas da cidade a partir do rio Salzach




Ponte dos cadeados



Muçulmanas se encontram na ponte

Mozart sempre presente em todos os cantos da cidade

 Mais vitrines







Recanto romântico de Salzburgo


Veja mais sobre o filme "A Noviça Rebelde" em:

 https://www.youtube.com/watch?v=R3BQaD7dZ-w


domingo, 17 de novembro de 2019

Europa 8 - Innsbruck, uma grata surpresa

A cidade é marcada pelas praças bem cuidadas e as montanhas arrebatadoras (foto de Wagner Cosse)
Fotos de Thelmo Lins e Wagner Cosse
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Innsbruck, localizada no Tirol austríaco, talvez tenha sido a maior surpresa da viagem. A princípio, faríamos dela apenas um ponto de apoio para visitarmos os castelos do sul da Alemanha. Mas, ao chegarmos lá (e devido ao curto tempo), decidimos conhecer a bela cidade.
            Vale ressaltar que o caminho de trem entre Paris e Innsbruck já tinha sido um deslumbre. Cruzamos praticamente toda a Suíça, tendo como visual as paisagens marcadas por inacreditáveis lagos e montanhas.
            Chegamos à noite em Innsbruck e, antes de irmos diretamente para o hotel, jantamos em um restaurante próximo à estação ferroviária. Tudo ia razoavelmente bem, exceto o tratamento frio e, penso, preconceituoso, conosco, turistas que não têm o padrão germânico. Mas, como se trata de uma localidade turística, que recebe pessoas do mundo inteiro, acredito que foi somente um sentimento, não uma constatação. Não deixamos que isso afetasse o nosso humor, mas fica o registro.
            O hotel, Leipziger Hof, muito confortável e bem localizado, foi o primeiro ponto positivo de Innsbruck. O café da manhã foi o melhor da viagem, com uma grande variedade de pães, queijos, frutas e jeitos de se servir os ovos. O quarto em que me hospedei tinha banheira e uma vista magnífica das montanhas que fizerem, do local, um disputado destino para a prática de esportes de inverno (Innsbruck já sediou duas olimpíadas de inverno).
            Logo à frente do hotel, uma praça verdejante, coberta de flores, com lago e passarelas. Um rio muito límpido passava ali perto. Muitas pessoas se divertiam, praticando esportes ou simplesmente passeando, como nós. E sempre as montanhas circundando todos os lugares. A mais alta delas tem 2.400 m.
            Sendo a capital do Tirol, Innsbruck (que significa “a ponte do rio Inn) é um centro urbano bem equipado, com bom transporte público e muitas opções de restaurantes e hotéis. Com quase 130 mil habitantes, é a quinta maior cidade da Áustria, com uma famosa universidade e forte entreposto comercial.
Caminhando um pouco mais, chegava-se a um shopping com ótimas opções de lojas e, um pouco mais adiante, avistamos o centro histórico. Nesta área pode-se ver as influências do tempo em que o Império Austro-Húngaro tinha uma forte presença na economia mundial. Tanto que existe uma “filial” do palácio Hofburg na cidade, onde antigamente os imperadores e sua corte passavam o inverno. Infelizmente o palácio já estava fechado à visitação na hora em que estive lá.
A catedral é de cair o queixo pelo seu estilo rococó repleto de ouro e ornamentos. O órgão, em tom azulado, e os afrescos a transformam em um verdadeiro museu. Perto dela, na rua Herzog-Friederich, está a torre Stadtturm, com 56 m de altura. Do alto, ao custo de alguns euros, os visitantes podem ter uma vista sensacional das redondezas.
Perto da torre, está o símbolo de Innsbruck: o telhado dourado Ele está sobre a sacada de um palacete construído ainda na Idade Média. Para quem gosta de números, ele é composto por 2.657 telhas de cobre com cobertura de ouro. A residência pertencia ao arquiduque Maximiliano I, também imperador da Alemanha. Segundo a história (ou a lenda, dizem alguns), ele foi construído em 1500 para comemorar o segundo casamento do monarca, com Bianca Maria Sforza, de Milão. Ainda no mesmo quarteirão, há prédios elegantes, construídos em épocas variadas, como o Helblinghaus, de 1725.
Cem metros adiante está o rio Inn, que pode ser atravessado por uma ponte que não chamaria nenhuma atenção especial, não fossem os jarros floridos que adornam seus postes. E o fato de ser um mirante tanto para as montanhas como para o conjunto de casas coloridas na outra margem. Flores, aliás, estão em todos os lugares: praças, ruas e sacadas. Ah, e o rio é impressionantemente limpo.
Fechando o rol das surpresas, Innsbruck abriga o museu da joalheria Swarovski, com esculturas, enfeites, adornos, dentre outras peças. Alguns objetos são formados por mais de 2.880 cristais. Criado em 1995, já recebeu mais de 14 milhões de turistas. Não tive tempo de conhecê-lo na íntegra, mas apreciei várias de suas obras logo na entrada do edifício.
Assim resumo um dia e meio em Innsbruck, recanto austríaco que merece a visita. Imaginei como seria a cidade no inverno, com aquela cordilheira toda branca pela neve. Seria, com certeza, como conhecer outra cidade.
Agora é hora de pegar o trem. A próxima parada é Salzburgo.

Com Conceição e Vinicius no jantar, na chegada à cidade (foto de Wagner Cosse)
O quarto do hotel

Visual da janela do hotel

Fachada do hotel

 Praça (ou parque) em frente ao hotel


 


Um dos rios que corta a cidade: limpidez

Praça na área central da cidade

Detalhe da decoração de um edifício

As montanhas sempre cercando a área urbana

Sacada de um edifício com uma instalação de pombos

Casario colorido

O telhado dourado

Wagner na principal rua do centro histórico

Mais uma da sacada com o telhado dourado, no palacete que pertenceu ao arquiduque Maximiliano I

Prédio do século XVIII, com decoração rebuscada

Novo ângulo da sacada do telhado dourado

Aspectos decorativos de um edifício do centro histórico

A torre da cidade, de onde se tem uma bela vista de Innsbruck



A ponte sobre o rio Inn e o casario preservado

Flores decoram os postes da ponte

Vista do alto da torre

Outra vista do alto da torre (ao fundo, as pistas de esqui)

Wagner observa a vista da cidade do alto da torre

Flores colorem e enfeitam os edifícios

 Catedral de Innsbruck





Belíssimo órgão em tons azulados e dourados





Quarteto formado por jovens músicos toca no centro histórico

 Museu da Joalheria Swarovisk



Bustiê feito de cristais Swarovski


Shopping centrer

Paisagem da área central

Novamente, na praça em frente ao nosso hotel




Turnê Atacama/Uyuni Parte IV: Salar de Uyuni

  No bosque das bandeiras, atração do Salar de Uyuni Veja as fotos no final do texto Clique nas fotos para ampliá-las      Chegamos à última...