quinta-feira, 19 de junho de 2014

Puebla, Oaxaca, Monte Alban e Mitla: choque entre culturas

No estupendo sítio histórico de Monte Alban


É inevitável, quando estamos viajando por outros países que tem algumas similaridades com o Brasil, que comparemos as estratégias de desenvolvimento da sociedade, principalmente na área da cultura e do turismo. Os dois países passaram por colonizações ibéricas, tiveram suas culturas originais sufocadas e até exterminadas pelos conquistadores europeus, mas ostentam em muitas cidades os nomes indígenas que marcaram suas tradições.
Em minha opinião, o México esta se preparando melhor para receber o turismo internacional. Suas cidades, pelo menos na área mais turísticas, são limpas e bem cuidadas. Nossa guia, Silvia, tem um conhecimento vasto do seu país, dá ótimas sugestões e ainda nos diverte e ensina com vídeos, mapas e comentários. Gostaria que o Brasil amadurecesse nessa área tal vital para a economia, pois abre espaço para uma grande e diversificada mão de obra. E praticasse preços mais atraentes, pois o turismo interno é caro.
Viajamos por duas das mais charmosas cidades coloniais mexicanas: Puebla e Oaxaca. Enquanto a primeira é considerada uma cidade espanhola, pois foi edificada pelos conquistadores para exibir seu poder, a segunda guarda tradições indígenas. Em ambas as cores das casas e o piso das ruas chamam a atenção pela beleza. As igrejas, conventos e palácios são suntuosos. Em especial, aquelas administradas pela ordem dominicana. Tanto em Puebla quanto Oaxaca, as igrejas e capelas dedicadas a Santo Domingo e a Virgem do Rosário são escandalosamente douradas, com entalhes e decorações magníficos.
Cafés, lojas, restaurantes, museus, mercados e galerias de arte comprovam a diversidade cultural e comercial dos municípios, que tem grande peso na economia do México.
Outras atrações são os sítios arqueológicos, pois o país possui 35 mil áreas de preservação construídas pelos povos pré-colombianos. Chamou-me especial atenção o sítio de Monte Albán, nas proximidades de Oaxaca. O lugar é de uma beleza extraordinária, com vários templos, um observatório astronômico e um bem restaurado campo de pelotas, jogo muito disputados pelos povos antigos - neste caso, dos zapotecas. Outro sítio, bem menor, é o de Mitla. Ao contrário de Monte Albán, que foi abandonado em cerca de 800 D.C. e coberto por vegetação florestal (o que garantiu sua preservação ate ser redescoberto no século 20), Mitla foi parcialmente destruído pelos espanhóis, que ainda construíram uma igreja católica em cima das ruínas. Por incrível que pareça, os povos antigos estavam mais bem preparados para os terremotos comuns nessa região e edificaram construções sólidas, que pouco se alteraram com os abalos sísmicos de anos e anos.
Essa parte da viagem também nos permitiu adentrar pelo interior mexicano, ficar mais próximos do povo e conhecer seus costumes. Vimos também as belas montanhas do sul do país, com relevante destaque para Sierra Madre.
Entramos na região tropical do México, mas isso e assunto para as próximas postagens.

Adelante!


Puebla

Detalhe da arquitetura de Puebla

Puebla

Crianças e adultos brincam na praça principal de Puebla

Altar da igreja matriz de Puebla

Religiosos conversam no adro da matriz de Puebla

Wagner posa para foto em rua de Puebla

Arquitetura de Puebla

Capela do Rosário, em Puebla

Thelmo Lins e Wagner Cosse na capela do Rosário, em Puebla

Nossa Senhora do Rosário, em Puebla

Detalhe da capela do Rosário

Criança de Puebla

Oaxaca

Estudantes de Oaxaca

Igreja de Santo Domingo, em Oaxaca

Interior da Igreja de Santo Domingo

Forro da Igreja de Santo Domingo

Detalhe da igreja de Santo Domingo

Rua de Oaxaca

Antigo convento transformado em hotel de luxo, em Oaxaca

Praça principal de Oaxaca

Estudantes universitário de Oaxaca

Músicos em Oaxaca

Bonecas em banca do mercado de Oaxaca

Rua de Oaxaca

Camisas da seleção mexicana em rua de Oaxaca

Monte Albán

Vista geral de Monte Albán




Detalhe de rosto esculpido no templo de Monte Albán

Estudantes visitam o sítio arqueológico

Blanca, Angela, Nieves, Marimar, Giorgio, Silvia e Conceição: integrantes do tour pelo México

O mesmo grupo, com suas sombrinhas coloridas

Estela com representação de uma mulher dando à luz uma criança

No campo de pelotas de Monte Albán

Vista geral do sítio, com o observatório em primeiro plano
Mitla

Sierra Madre

Igreja construída nas ruinas do sítio arqueológico de Mitla

Desenhos dos templos

Colunas de Mitla

Jardim de cactus em Mitla


quarta-feira, 18 de junho de 2014

O Zócalo e a herança de Teotihuacán no México

Thelmo Lins em Teotihuacán, cidade sagrada dos aztecas


No terceiro dia de nossa viagem ao México, conhecemos o grupo com o qual compartilharíamos as próximas aventuras e a guia Silvia. Formamos um grupo multinacional, com brasileiros, espanhóis, colombianos e italianos, num total de 14 pessoas. Do Brasil, havia seis pessoas, contando comigo e com o Wagner.
Assim, partimos para o centro histórico da cidade do México e sua praça principal, popularmente conhecida como Zócalo. Ali estão a gigantesca e imponente catedral, o palácio do governo, alguns prédios públicos e hotéis, que formam um conjunto arquitetônico coeso e suntuoso. Conhecemos a catedral, com sua monumentalidade, e me chamou a atenção principalmente os belíssimos órgãos barrocos, a imagem do Cristo Negro e a fachada, toda em arabescos. Uma curiosidade é que, devido a cidade ter sido construída em terreno pantanoso, onde havia ate um lago no passado, e ser erigida numa região de grandes abalos sísmicos, pesadas construções como a catedral correm o risco de afundar. Logo na entrada do templo religioso, pode-se observar que o piso já esteve a dois metros abaixo da atual estrutura, retificada durante os anos, para facilitar o acesso aos visitantes e fieis.
Houve, ainda, o sempre relembrado terremoto de 1985, que destruiu parte da cidade, levando consigo muitas construções antigas. Numa tentativa de reconstrução, arqueólogos se depararam com muitos templos aztecas que estavam encobertos por edificações coloniais espanholas. Algumas dessas ruínas podem ser visitadas e uma delas está localizada na parte de trás da catedral.
A visita prosseguiu para uma das alas do Palácio Nacional, escritório oficial do presidente da republica. A razão está no impressionante mural de Diego Rivera, obra prima da arte mexicana. A pintura conta a história do país, com mais de mil personagens marcantes, como o padre Hidalgo, Benito Juarez e Porfírio Dias. O pintor se retratou no painel como um frade católico seduzido por uma prostituta. Sua mulher, Frida Khalo, também esta lá, na sessão que narra as lutas populares por um regime socialista.
Outras obras, criadas pelos discípulos de Rivera, adornam as varandas do palácio, sem o mesmo impacto do primeiro mural, mas de grande beleza plástica.

Apos a visita ao Zócalo, rumamos para o sítio arqueológico de Teotihuacán, a 47 quilômetros da capital. O centro religioso dos aztecas é um dos mais importantes monumentos do mundo antigo. Ali estão as imponentes pirâmides do sol e da lua, além de palácios e centros cerimoniais. Apesar de ter sido habitada principalmente por nobres e sacerdotes, agregou uma população de mais de 125 mil habitantes no sexto século depois de Cristo – na época, uma das maiores cidades do planeta. As construções que sobreviveram aos nossos dias atestam a riqueza e a capacidade empreendedora desse povo pré-colombiano.
O dia 14 de junho também marcou o aniversário de Wagner. E, para sua surpresa, preparamos um bolo, com direito a velinhas e um grupo de mariachis cantando uma canção alusiva à data. Meu companheiro de viagem não resistiu e deixou que a emoção tomasse conta e as lagrimas caíram à vontade.

Por falar em emoção, a visita ao santuário da Virgem de Guadalupe, foi outro ponto marcante da viagem. Ver tão acesa e cheia de energia a fé do povo mexicano nessa imagem que apareceu a um índio nos idos do século 16, nos faz repensar na vida e, simplesmente, acreditar em milagres.

Voltando à cidade, aproveitamos a noite de sábado, com direito à lua cheia, para jantarmos no agradabilíssimo Café de Tacuba, um antigo convento que se transformou em restaurante no final do século 19 e até hoje brinda seus frequentadores com uma comida saborosa e boa música.

Seguimos em frente. Arriba!


Cidade do México - Zócalo











Teotihuacán





Wagner comemora aniversário com coro de mariachis

Virgem de Guadalupe


Imagem da virgem estampada no tecido

Missa celebrada na igreja de Guadalupe

Igreja nova de Guadalupe

Fachada da igreja nova

Igreja construída no século 19

Primeira capela, construída no século 16

Representação da Virgem de Guadalupe

Jornal mexicano estampa vitória brasileira na estreia do Mundial
Wagner e Thelmo no charmoso Café de Tacuba

Café de Tacuba


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