domingo, 13 de julho de 2014

Havana, a magnífica capital de Cuba

Na Praça da Revolução, em frente à icônica imagem de Che Guevara

            Cuba sempre esteve em meus sonhos de viagem. E, com certeza, havia muito expectativa em relação a conhecer o país, por seu estilo de governo e pela resistência na luta contra o gigante norte-americano. E recebi muitas notícias antes da viagem. Boas e más. Algumas pessoas que falaram horrores do regime comunista e ditatorial da ilha de Fidel Castro; outras que enalteciam a alternativa de sobrevivência, com grandes avanços nas áreas de educação, esporte e saúde. Mas nada se compara a ver com os próprios olhos.
            A chegada a Havana, depois de alguns dias de Cancun, não foi muito auspiciosa. O voo faz uma conexão na Cidade do Panamá, aumentando a viagem em várias horas. No entanto, o pior estava por vir. A nossa bagagem (minha e do meu companheiro de viagem, Wagner Cosse) foi extraviada. Nessa hora, mesmo sabendo que a situação poderia se resolver, senti um calafrio. Uma conhecida me contou que havia passado vários dias de uma viagem a Cuba sem suas malas, obrigando-a a vestir as mesmas e suadas peças de roupa que tinha no corpo, pois não encontrou nada decente para comprar na ilha (mais tarde, vi que não é bem assim). Depois das devidas reclamações, fomos avisados que a bagagem poderia vir no próximo voo, mas só seria entregue no dia seguinte. E, finalmente, foi enviada ao nosso hotel, para nosso alívio.
            Outra notícia quase abalou a tranquilidade da viagem. O cartão de débito que utilizamos na viagem, por ser da bandeira Visa, e estar carregado de dólares americanos, foi recusado no país. Devido ao embargo, todos os cartões dos EUA foram suspensos, a não ser em situações bem particulares. E não foi o meu caso, a princípio. Wagner, enfim, conseguiu sacar um dinheiro com seu cartão de crédito, resolvendo parcialmente a questão. Ou seja, é preciso ter cuidado com esse tipo de situação em Cuba ou a viagem pode se tornar um inferno. Mas, mesmo assim, saberíamos que dali para diante, teríamos restrições financeiras, o que nos causou algum constrangimento e menor poder de compra.
            Aproveito para falar do dinheiro usado no país. Parece uma história fantástica. Nas compras cotidianas, por incrível que parece, são bem aceitos o dólar americano e os “pesos convertibles”, que valem US$0,87. Além disso, existem os pesos cubanos, cuja equiparação é de um dólar para 25 pesos. Este é somente possível aos nativos. Os turistas têm acesso aos pesos convertidos. E tudo é comercializado, para nós, nessa moeda, que é mais “poderosa” que o dólar. Ou seja, haja calculadora para toda hora fazer a comparação com o nosso real, para saber quando estamos pagando pelos diversos serviços ou objetos, desde uma simples gorjeta (propina, na língua espanhola) a uma corrida de táxi. Ou seja, passamos o primeiro dia em Havana nos adaptando à realidade financeira e econômica do país.
            Conhecemos o nosso guia em Havana, Mario, que nos levou para conhecer vários pontos turísticos da capital. Desta vez, ao contrário do México, a viagem seria exclusiva para mim e para o Wagner. Começamos pela Praça da Revolução, onde ficam os principais prédios do governo cubano. Ali está o mítico edifício com a face de Che Guevara ao lado da bandeira do país; o Memorial José Marti, o maior obelisco da cidade; o Teatro Nacional; ministérios e palácios federais. Ali que Fidel Castro fazia seus discursos de sete horas de duração, nos áureos tempos em que havia energia física e disposição para isso. E o povo ficava horas a fio sob o sol abrasador da capital ouvindo o comandante.
            Conhecemos o cemitério Colón, um dos mais belos e maiores do mundo. Confesso que foi uma visita impressionante, pois os túmulos são belíssimos. Dois dos mais marcantes, para mim, foram a homenagem que o povo cubano fez ao Corpo de Bombeiros e a morada final de La Milagrosa. Trata-se de uma jovem, Amélia, que morreu no parto junto com seu filho recém-nascido, no início do século 20. Anos mais tarde, dizem que , ao abrir o túmulo, seu corpo estava praticamente intacto – e o bebê, no seu colo. Seu marido a velou por mais de 40 anos, transformando o túmulo em um local de peregrinação, principalmente das mães que perderam seus filhos ou que pedem um milagre à mulher ali enterrada. O jazigo de Amélia fica constantemente coberto de flores e foram instaladas várias placas de pessoas que acreditaram ter recebido uma graça pelas orações dedicadas a ela.
            Visitamos, ainda, a região do Capitólio, que está em restauração, como muitos edifícios na área central de Havana, a Praça da Catedral, a Praça das Armas e o Paseo del Prado. Fizemos uma parada na turística La Bodeguida del Medio, o lendário restaurante frequentado e popularizado pelo escritor Ernest Hemingway, que viveu em Cuba, e por centenas de celebridades. E, é claro, experimentamos o famoso mojito, bebida preparada com rum, limão, açúcar, água e gelo. Delicioso! Vi, lá, fotos de vários astros globais, como Gloria Pires e Claudia Abreu. A novela Avenida Brasil está em cartaz atualmente na televisão local e faz um grande sucesso.
            Como havíamos previsto, por fotos e até por leituras, muitos prédios do centro da cidade estão caindo aos pedaços. Falta manutenção e, principalmente, recursos para a sua restauração. Há vários prédios, como disse, em fase de reforma. Mas Havana é quase toda composta de belíssimos edifícios, de várias épocas e estilos. Restaurar tudo isso seria uma fortuna, o que não dispõe o país e sua enfraquecida economia. Pode-se, na verdade, perceber que, mesmo com vários escombros, os edifícios são de uma beleza ímpar. O que torna Havana, com certeza, numa das cidades mais belas do mundo. E os cubanos ainda têm o mar, belíssimas praças, o Malecón e, ainda, pores-do-sol de tirar o fôlego.
            Para completar a estadia em Havana, fomos conferir o super espetáculo do cabaré Tropicana, um dos mais famosos do mundo. Famoso por seus números de dança e shows artísticos, embalados pela excelente música cubana. Bailarinos com corpos esculturais e uma infraestrutura de primeiríssimo mundo. Além de centenas de figurinos e uma orquestra ao vivo.

            E partimos para Santiago de Cuba! Até mais.

Fotos de Thelmo Lins e Wagner Cosse.

Túmulo dos bombeiros no cemitério de Havana

Capela principal do cemitério

Wagner junto ao túmulo de Amélia

Loja de bebidas

Charutos cubanos em exposição

Café em Havana

Wagner e eu com alguns dos símbolos do país

Vestido à maneira cubana

Wagner posa junto ao belíssimos carros antigos do centro de Havana

Transporte local

Capitólio: em restauração

Admirando um Chevrolet 1957

A fortaleza De La Punta

Centro de Havana

Havana, vista da fortaleza

Praça das Armas

Exposição de livros permanente na Praça das Armas

Cubanas profissionais (com crachá e tudo): vivem de fazer fotos com os turistas

Banho para combater o calor de 35 graus

Calçamento de madeira na Praça das Armas

Prédios coloniais e neoclássicos na área central

Interior de restaurante

Cerveja local

Com Wagner, o guia Mário e o grupo musical Madera Buena

Catedral de Havana: dedicada a São Cristóvão

Santeria: leitura do futuro

Rua Empedrado, onde fica a tradicional La Bodeguita del Médio
La Bodeguida del Medio, tomando um mojito

Praça da Catedral

Interior da Catedral de São Cristóvão

Na torre da catedral

Estátua do Cristo, em Havana

Vista da fortaleza/castelo

Wagner na torre da catedral

Barman prepara mojito em La Bodeguita

Mojito

Centro de Havana

Luminárias

Vedado, visto da janela do hotel

No cabaré Tropicana

Fazendo pose de cubano no Tropicana

Cena do show

Cena do show

Bailarinos do Tropicana

Um das cantoras do espetáculo

Bailarina 

Bailarinas do Tropicana

Bailarinos do Tropicana

Mulheres-lutre, no show do Tropicana

Gran finale do show

No Coco Taxi, em Havana

Teatro Nacional e Hotel Inglaterra, no centro histórico

Paseo del Prado

Paseo del Prado

Paseo del Prado

Parque Central

Estátua de José Marti no Parque Central

Entrada do suntuoso Museu de Belas Artes

Café do Museu de Belas Artes

Centro da cidade

Hotel Sevilha, em estilo mourisco

Museu da Revolução

Museu da Revolução

Museu da Revolução: estátuas de Cienfuegos e Che Guevara

Museu da Revolução: fotografias

Museu da Revolução: imagens

Malecón

Malecón
Malecón

Centro da cidade

Venda popular

Centro da cidade

Centro da cidade

Centro da cidade

Centro da cidade

Crianças cubanas

Engarrafamento de carros antigos

Museu de Belas Artes

Estacionamento

Restaurante paladar

Entrada do bairro chinês

Prédios da área central

Varandas

Cartaz com imagem de Fidel Castro

Obra de Alejandro Gomez, em exposição na galeria do hotel

sábado, 12 de julho de 2014

Chateado em uma Cancun ensolarada e cheia de atrativos

Uma das praias de Cancun, vista do hotel onde me hospedei


Estar em Cancún é um sonho de muitas pessoas, principalmente famílias e casais em lua de mel. Para mim, confesso, poderia ser uma parte eliminada no roteiro da viagem. Foi uma parada obrigatória, entre o final de nosso tour pelo México e o início da viagem a Cuba. Ou seja, cinco dias na Riviera Maia.
Para não parecer tão antipático da minha parte, vou logo explicando as minhas razões. Não é que o local seja feio. Muito pelo contrário, na frente do hotel onde me hospedei, havia uma belíssima praia, com águas que iam do azulado ao verde escuro, como é típico do Caribe. O hotel, por sua vez, tem uma ótima estrutura, com uma bela decoração. Duas piscinas compõem o cenário tropical e idílico. Os dias estão lindos, ensolarados, muito quentes. À noite, há muita movimentação nas ruas, bares e restaurantes, principalmente de jovens.
Por que, então, um chato como eu acharia Cancún ruim? Como uma minoria, confesso, tenho muita preguiça desse ambiente que lembra Miami e a Flórida, com uma atmosfera nitidamente norte-americana. Não sou anti-americano, mas tudo em Cancún parece ser artificial, produzido pelo homem, com pouca ou nenhuma identidade com o passado ou com a cultura mexicana. E isso está impregnado na comida, no estilo de atendimento dos hotéis, no público que frequenta os locais. Fazer compra é mais importante do que a beleza do mar. Shoppings gigantescos, com inúmeras lojas, suplantam a tradição e a naturalidade.
Além disso, aqui os preços subiram. Suvenires que comprávamos a 30 ou 40 pesos no interior do México, ali valiam 120 ou 150 pesos. E tudo, para minha maior antipatia, é cobrado em dólar, como se não estivéssemos em território mexicano. Muitos hotéis são administrados por grandes redes norte-americanas, que assim impõem o seu estilo econômico e administrativo. Ou seja, não me sinto no México. Pelo menos, não naquele México lindo e admirável que vivi durante os primeiros 12 dias de viagem.
Enfim, aproveitei os dias para descansar e renovar minhas energias antes de iniciar a nova etapa da viagem, em Cuba. Ou seja, zerar o cronômetro para entrar em outra contagem.
Dos dias em Cancún, além da presença dos amigos brasileiros que fizemos na viagem (Conceição, Roberto, Rosa e Luciana), ficou o delicioso passeio no parque de XCaret. Um local que realmente vale a pena visitar, pela quantidade de atrações, numa mistura de zoológico, sítio arqueológico e parque de diversões. Das atrações, a principal foi o show noturno, com duas horas de duração, contando a história e representando as principais manifestações artísticas e folclóricas do México. Uma produção de tirar o fôlego, que valeu essa permanência na região.
Foi também uma boa surpresa o mercado de artesanato na área central de Cancún, menos turística, com artigos produzidos pela população local. Não resisti e comprei algumas camisas numa loja fantásticas de guayameras, típicas camisas cubanas.


Agora, vamos nos preparar para Cuba! Olé!

Com os amigos brasileiros Roberto, Luciana, Rosa, Wagner e Conceição

Mapa do México, em XCaret

Reprodução de ambiente de um fazenda colonial mexicana, em XCaret

Voladores se preparando para o voo

Voladores em XCaret

Músicos voladores

Com os voladores, em XCaret

Cor do mar em Cancún

Bailarino reproduz ritual maia, em XCaret

Show de XCaret

Superprodução conta a história do México

Gran finale do show

Lojinha no mercado central de Cancún

Vista de uma ala do mercado em Cancún

Turnê Atacama/Uyuni Parte IV: Salar de Uyuni

  No bosque das bandeiras, atração do Salar de Uyuni Veja as fotos no final do texto Clique nas fotos para ampliá-las      Chegamos à última...