segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Brasil Profundo 2 – Pirenópolis

Em Pirenópolis (GO), com a estátua do Mascarado vestido de Papai Noel (foto de Wagner Cosse)
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Fotos de Thelmo Lins

A viagem Brasil Profundo começou em Belo Horizonte, pela BR 040, que liga a capital mineira ao Distrito Federal. A primeira parada aconteceu em Paracatu (MG), depois de atravessarmos regiões bonitas que integram o circuito Guimarães Rosa, onde é possível avistar ainda muitas veredas. E a represa de Três Marias, feita com as águas do Rio São Francisco.
            Paracatu foi apenas um pernoite, mas é uma cidade que vale a pena visitar (veja uma postagem que fiz neste blog sobre o local no link: http://descobertasdothelmo.blogspot.com.br/2012/09/paracatu-renascendo-para-o-turismo.html). A nota triste foi que a Pousada da Vila, hotel delicioso criado na parte histórica da cidade não existe mais. Ele deu lugar a uma espécie de pensão, onde não há mais hóspedes, e sem moradores que fazem contratos mais longos. Acabamos nos hospedando um hotel bem ruinzinho, uma vez que as outras opções na cidade estavam lotadas por causa de uma formatura da faculdade de Medicina.
            De manhãzinha saímos para Pirenópolis (GO), passando por algumas cidades-satélites de Brasília, via BR 040, BR 050, BR 060 e BR 414. A cidade fica a 182 km de distância da capital federal e a 929 km de Belo Horizonte. Não tivemos muita sorte na escolha da pousada, feita através do Booking. Ao chegarmos ao local, era muito pior do que estava nas fotos, apesar da boa nota dos clientes. O quarto era muito apertado e, por ter moradores na casa onde ficava a hospedagem, houve barulho o tempo todo de entra-e-sai. Para piorar, o ventilador não estava dando conta do recado e o calor imperava. No dia seguinte (ficamos em Pirenópolis dois dias), mudamos para outro hotel, mais confortável e silencioso. Veja, no final desta postagem, algumas dicas.
            Pirenópolis é um presepinho. Além dos prédios históricos bem conservados (a cidade é tombada pelo IPHAN), chamava a nossa atenção (minha e de meu companheiro de viagem, Wagner Cosse), a beleza do céu. Havia recantos muito agradáveis, além de locais bons para comer e fazer compras. Como era período pré-natalino, as ruas estavam enfeitadas para a festa.
            A bela cidade respira à Cavalhada, que acontece no mês de junho. Mas os seus principais personagens estão pelas ruas durante todo o ano, como os mascarados. Os mais conhecidos têm chifres enormes e podem ser encontrados em praças e ruas, em forma de estátuas ou bonecos. Em alguns estabelecimentos comerciais e lojas de artesanato, é possível comprar as máscaras também.
            No Museu das Cavalhadas, administrado por Dona Célia, conhecemos um pouco mais desta interessante festa. A mãe dela iniciou o museu com roupas e utensílios usados pela própria família e juntou um expressivo acervo. Com o seu falecimento, ela passou a ser a guardiã do espaço, que funciona em sua própria casa, mediante visitas agendadas.
            Em Pirenópolis visitamos as igrejas, museus, pontes e edifícios, quase todos na região central, que pode ser feita a pé. A Matriz do Rosário é a que chama mais atenção. Apesar de sua fantástica reconstrução, ela foi vítima de um incêndio de repercussão nacional, em 2012, que destruiu quase todo o prédio. Os altares foram perdidos para sempre e substituídos por nichos e altares de outras igrejas da cidade que foram vítimas do abandono nos anos passados.
Há muitas cachoeiras na região, mas não tivemos tempo para usufruir, pois tínhamos um cronograma de viagem.

Algumas dicas:
1)  Comer o prato principal da cidade: o empadão goiano, encontrado em vários sabores.
2)  Andar a pé, principalmente no início da manhã ou no cair da tarde, quando a temperatura é mais amena (na hora do almoço, muitas lojas fecham para a sesta).
3)   Visitar o Museu das Cavalhadas. Mas ligue antes para agendar (062) 3331-1166.
            4) Voltar à Pirenópolis em junho para assistir à Cavalhada, a maior e mais importante do Brasil. Reserve o hotel com antecedência, pois a cidade fica muito cheia na ocasião.
5) Outra sugestão, que nós não fizemos por causa do tempo, foi a visita à Fazenda Tambapuã dos Pireneus, que oferece várias atrações e um delicioso café colonial. Consulte as empresas locais de turismo.

Matriz de Nossa Senhora do Rosário: reconstruída após o incêndio


Cinema e arquitetura Art Decó








Museu do Divino



Teatro Municipal

Interior do teatro







Wagner e o Mascarado no Museu do Divino

Mascarado (acervo do Museu do Divino)

Acervo do Museu do Divino

Dona Célia, administradora do Museu das Cavalhadas

Máscaras do Museu das Cavalhadas

Acervo do Museu das Cavalhadas
Igreja do Bom Jesus

Interior da Igreja do Bom Jesus




Wagner e o monumento da Cavalhada


domingo, 29 de janeiro de 2017

Brasil Profundo 1 – Preparativos para a Viagem

Estrada entre Carolina (MA) e Bragança (PA)

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Fotos de Thelmo Lins e Wagner Cosse

Há muito eu ambicionava realizar uma viagem pelo Brasil de carro. Destas em que você cruza o país. E surgiu uma oportunidade. Entre 15 de dezembro de 2016 e 20 de janeiro de 2017, eu e meu companheiro de viagem, Wagner Cosse, concretizamos o sonho, apelidado de “Brasil Profundo”.
            O mote principal era a festa da Marujada, em Bragança (PA), situada a cerca de 200 km de Belém, que acontece em dezembro, sendo que seu auge acontece nos dias 25 e 26. Para tal, era necessário preparar um esquema que nos proporcionasse estar na cidade no dia 23, antes do Natal, para podermos conhecer e participar dos festejos. Wagner também tinha a intenção de conversar e entrevistar os principais organizadores do evento, como pesquisa para o Grupo Aruanda, do qual é o diretor artístico.
            A turnê Brasil Profundo começou no dia 15 de dezembro, como já foi mencionado, e saiu de Belo Horizonte rumo a Bragança. No caminho, conhecemos um pouco do interior de Minas, Goiás, Tocantins, Maranhão, Pará, Piauí, Pernambuco e Bahia. Foram, ao todo, 8.657 km que atravessaram cidades históricas, parques nacionais, patrimônio da Unesco, capitais, praias e rincões. Deste total, cerca de 100 km foram feitos em estradas de terra, considerando as estradas de acesso aos parques. No mais, em rodovias asfaltadas, grande parte em ótima conservação.
            Utilizamos um Renault Duster para fazer a viagem e o carro correspondeu plenamente à expectativa. Apesar de seu tamanho, consumiu uma média de 10,7 km por litro de combustível. E este variou de preço de R$ 3,54 a R$ 4,17 (gasolina). Outra necessidade básica foi o ar condicionado, pois em alguns lugares a temperatura que chegou 44 graus. E olhe que essa época do ano, período das chuvas, é considerada o Inverno no Norte/Nordeste do Brasil.

            Portanto, vamos começar a viagem. Espero que curtam os nossos caminhos e consigam viver, conosco, a grande aventura de adentrar esse lindo país abençoado pela natureza.

As principais cidades visitadas pela turnê




Em Pirenópolis (foto de Wagner Cosse)

Wagner descansa no Rio Tocantins, em Palmas

Na estrada, perto de Carolina (MA) (Foto de Nanda Ecotrilhas)

Procissão de S. Benedito na Marujada de Bragança (PA)


Praia de Ajuruteua (PA)

Recebendo o banho de cheiro, no Ver-O-Peso, em Belém (PA) (Foto de Wagner Cosse)

Estrada entre Codó (MA) e Parnaíba (PI) 
Na Praia de Macapá, em Luís Correia (PI) (Foto de Wagner Cosse)

No mirante do Parque das Sete Cidades (PI) (Foto de Wagner Cosse)

No Parque da Serra da Capivara (PI)

Em Oeiras (PI)

Entre Juazeiro e Petrolina, divididas pelo rio São Francisco (foto de Wagner Cosse)

O Duster e a pousada de Oeiras (PI)

Em Rio de Contas (BA)

Turnê Atacama/Uyuni Parte IV: Salar de Uyuni

  No bosque das bandeiras, atração do Salar de Uyuni Veja as fotos no final do texto Clique nas fotos para ampliá-las      Chegamos à última...