terça-feira, 3 de setembro de 2019

Europa 1: Vamos começar o tour de 21 dias por cinco países da Europa

No sentido horário, Vinicius, Thelmo, Wagner e Conceição

Fotos de Wagner Cosse, Thelmo Lins e parceiros
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Vinte e um dias pela Europa, atravessando cinco países e várias cidades, entre capitais e interior. No trajeto, Lisboa e arredores (Portugal), Madri, Toledo e Barcelona (Espanha), Paris e Versalhes (França), Innsbruck, Salzburg e Viena (Áustria), Veneza, Florença, Roma (Itália) e Vaticano. Uma viagem de descobertas e de emoções.
Tudo surgiu da vontade de realizar o grande sonho de dois amigos de conhecer a Europa: Conceição e Vinicius, mãe e irmão do meu companheiro Wagner Cosse. O roteiro, estudado em conjunto, tinha o objetivo de agradar a todos os viajantes, entre lugares já conhecidos e outros que eu fui pela primeira vez (Toledo, Versalhes, Innsbruck, Salzburg, cidades italianas e Vaticano).
Com dificuldades de caminhar, levamos Conceição em uma cadeira de rodas, o que facilitaria a sua circulação. Infelizmente nem mesmo a Europa está adaptada a essas condições, provocando algumas dificuldades. A cidade mais acessível foi Barcelona. A mais difícil, Veneza.
Quanto mais antiga a área histórica, mais complexa era a acessibilidade. Até mesmo na Igreja de São Pedro, no Vaticano, a entrada de cadeirantes foi dificultada por falta de elevadores e rampas.
Enfrentamos também o calor do verão (29 de julho a 20 de agosto de 2019), que chegou a 33 graus em algumas cidades. E o enorme fluxo de turistas que se direciona a esses grandes destinos turísticos nessa época do ano. Para se ter uma ideia, cerca de 40 mil pessoas visitam o Museu do Vaticano diariamente.
Compramos muitos serviços ainda no Brasil, para facilitar o acesso. E o fato de termos uma cadeirante no grupo também ajudou muito em várias situações.
A partir de agora, vamos mergulhar nessa viagem em postagens que mostrarão novos lugares que não foram abordados neste blog e minhas observações de cada local visitado.
Venham conosco, pois há muitas aventuras nesse trajeto!


Na loja das Sardinhas Portuguesas, em Lisboa

Com o amigo Antônio (Tó) Coelho, em Lisboa

Passeando de charrete em Óbidos, Portugal

Com Conceição, tomando um chope no fim de tarde de Lisboa

Brindando na confeitaria Pasteis de Belém, em Lisboa

Na frente do Mosteiro de São Jerônimo, em Lisboa

Conceição e o elevador para cadeirantes, em Lisboa

Vinicius, Wagner e Conceição em frente à Torre de Belém, em Lisboa

Na Plaza Mayor, em Madri

Brincando na casa de Tapas, em Madri

Com Vinicius e Conceição, nos jardins reais em Madri

Com Conceição, em frente à Catedral de la Almuneda, em Madri

Na frente do Palácio Real de Madri, ouvindo música

Wagner e a cidade de Toledo, na Espanha

No lobby do hotel de Barcelona

No ônibus turístico de Barcelona

Nas ramblas de Barcelona

Vinicius, Wagner e Conceição no Moulin Rouge, em Paris



sábado, 4 de maio de 2019

Um dia no Santuário do Caraça

Complexo do Caraça, com destaque para a Igreja de N.Sra. Mãe dos Homens

Fotos de Thelmo Lins
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O Santuário do Caraça, localizado entre Catas Altas e Santa Bárbara (MG), a 127 km de Belo Horizonte (pela BR-262), é um dos mais encantadores recantos de Minas Gerais. Estive lá várias vezes, mas retornei no dia 01 de maio de 2019, com uma turma de amigos e colegas da academia Água Viva.
            O complexo do santuário inclui o colégio, fundado em 1820, e o parque natural, que preserva
11.233 hectares de matas nativas, cachoeiras, montanhas e animais típicos da Mata Atlântica e do Cerrado. O ponto mais elevado é o Pico do Sol, com 2.070 m de altitude. Há uma enorme diversidade vegetal, com destaque para mais de 200 espécies de orquídeas, além de ipês, macaúbas, candeias, dentre outras. Mais de 270 espécies de aves vivem no local, como tucanos, siriemas e beija-flores. E 65 espécies de animais, com destaque para o lobo-guará, tamanduá, suçuarana, raposas, antas e pacas. O Instituto Butantã catalogou ali mais de 50 espécies de aranhas e 500 tipos de besouros.
            O santuário também oferece uma pousada, para quem quiser se hospedar, restaurante, lanchonete e lojinha para os visitantes de um dia (como foi o meu caso). A comida é deliciosa, com pratos típicos da rica culinária mineira e, de sobremesa, doces de frutas como mexerica (ou tangerina), mamão, banana, dentre outros.
            Há programas para todos os tipos de gostos, idades e preparos físicos. Na sede, por exemplo, pode ser visitada a Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens (1883), em estilo neogótico, com vitrais franceses e um órgão de 700 tubos. Nela pode ser apreciada a tela A Ceia do Senhor, de 1828, obra-prima do mestre Manoel da Costa Athayde, grande pintor do período Barroco Mineiro. Os prédios que abrigam a pousada e o restaurante são oriundos de uma antiga hospedaria para os tropeiros da Estrada Real, que datam de 1774 e 1775.
            Outra atração são as ruínas do antigo seminário e colégio do Caraça, que foi quase totalmente destruído por um incêndio em 1968. Hoje, elas abrigam um museu e a biblioteca do santuário, que contam um pouco da rica história da escola, por onde passaram grandes nomes da política brasileira, como Afonso Pena e Artur Bernardes. No acervo de 40 mil livros, que sobreviveram ao incêndio (antes havia mais de 100 mil exemplares), há edições raríssimas, como a História Natural, de Plínio, o Velho (23 ? – 79), impressa em 1489. E uma biografia do Conselheiro Francisco José Furtado, escrita por Tito Franco Almeida, em 1867. A raridade está nas anotações feitas, no livro, por Dom Pedro II, quando esteve no local em 1881. Como curiosidade, o imperador levou um tombo numa das pedras do calçamento. O ponto se transformou em uma atração turística.
            No museu encontram-se objetos diversos, como móveis, imagens, batinas, obras de arte, dentre outros.
            Para quem gosta de apreciar a natureza, o Caraça oferece vários programas, dependendo do tempo e da disposição. O passeio mais longo é a trilha da Bocaina, com 5,5km. Nas proximidades, é possível banhar-se no Tanque Grande (1 km). Entre 1,5 e 2,5km, visitam-se a Prainha, o Banho do Belchior e a Cascatinha. Eu fiz este último passeio, com uma turma da Água Viva. Na trilha, é possível ter uma ideia da pujança da natureza naquela região. Os lugares são bem sinalizados e conservados.
            Para entrar no Santuário do Caraça é necessário atender a normas de segurança ambiental. É proibido acampar, acender fogo e levar animais domésticos. A fiscalização também é rígida com a limpeza, a poluição sonora e a utilização de qualquer tipo de arma. Para entrar no parque é obrigatória a imunização contra a febre amarela. Há um programa super especial para quem pernoita no Caraça. Todas as noites, os hóspedes recebem a visita de um lobo-guará, símbolo do santuário, que se alimenta com as comidas oferecidas pelos religiosos. Eu nunca vivenciei esta experiência, mas já ouvi relatos emocionantes de pessoas tiverem esta oportunidade.
            O horário de visitação acontece de 8 às 15h30, sendo que a permanência, para quem opta por passar o dia no local, não pode ultrapassar 17h. Mais informações sobre podem ser obtidas no site oficial: www.santuariodocaraca.com.br
            Boa viagem!


Parque Natural e Jardins







Na trilha para a Cascatinha (foto de Wagner Cosse)

Wagner na trilha

Cascatinha




Wagner na cachoeira. A água é gelada





Relaxando na Cascatinha

Igreja e Hospedagem








Famosa tela do Mestre Athayde, de 1828





Pedra que o imperador escorregou

Museu (antigo seminário e escola)






Foto mostra danos provocados pelo incêndio de 1968

História Natural, de 1498

Livro com anotações do imperador Pedro II


A amiga Regina Paulino

Regina, Wagner e eu, no ônibus

Turma da Água Viva


Turnê Atacama/Uyuni Parte IV: Salar de Uyuni

  No bosque das bandeiras, atração do Salar de Uyuni Veja as fotos no final do texto Clique nas fotos para ampliá-las      Chegamos à última...