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Em frente ao Complexo Franciscano, em Marechal Deodoro (AL) (foto de Wagner Cosse) |
Fotos de Thelmo Lins e Wagner Cosse
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Saímos de Penedo em direção de Maceió. À
medida que a gente vai se direcionando para a capital alagoana, a estrada vai
revelando as paisagens típicas do litoral nordestino. Longas faixas de areia, a
maioria despovoada, com extensos coqueirais, e muitas lagoas, que deram o nome
ao Estado.
Pegamos o caminho do Pontal da Barra, que
fica na praia de Peba (citada na postagem anterior), próxima à Foz do Rio São
Francisco. Nessa localidade, andam-se quilômetros à beira mar pela areia (não
há rodovias nem ruas definidas), o que é um transtorno quando a maré está
cheia. A ideia era alcançar a foz pela praia, mas não conseguimos,
infelizmente.
Resolvemos, então, retomar a rodovia para
Maceió, passando por Feliz Deserto, Coruripe, Barra de São Miguel até chegar à
Praia do Francês, já no município de Marechal Deodoro, antiga capital do
Estado. Como estávamos no auge do verão e logo após o período de Reveillon, as
praias mais badaladas estavam lotadas. Na do Francês, por exemplo, nem
conseguimos encontrar um local para estacionar o carro. Desistimos, pois a meta
era curtirmos as praias mais tranquilas do litoral norte do Estado. Mas isso é
assunto para outra postagem.
O alvo dessa etapa da viagem era conhecer
Marechal Deodoro, antiga capital de Alagoas, fundada em 1520 e com vários
monumentos tombados. Infelizmente a cidade histórica, com cerca de 50 mil
habitantes, não está em seus melhores dias. Podem ser observados uma ou outra
iniciativa de embelezamento do casario, inclusive da praça da Matriz, que passa
por uma completa reforma, mas o conjunto está bastante deteriorado, precisando
de cuidados.
A boa notícia é o Complexo Franciscano, de
1660. Fazem parte da estrutura a Igreja de Santa Maria Madalena, a Igreja de
São Benedito, o convento e o museu de artes sacras. Nele, fomos muito bem
recepcionados. A construção está bem preservada e ocupa uma bela praça da
cidade.
A casa do primeiro presidente da República,
Deodoro da Fonseca (1827-1892), que nasceu na cidade, também é um museu aberto
ao público. Tanto ele quanto boa parte de seus irmãos foram militares
proeminentes e são muito reconhecidos na cidade, inclusive a sua mãe, Dona Rosa
da Fonseca. Há poucos pertences pessoais do marechal, mas a casa abriga um bom
acervo de móveis e objetos da região.
O convento das Carmelitas, a Matriz de Nossa
Senhora da Conceição, o Palácio Provincial são outros monumentos que valem a
visita, que pode ser feita em uma tarde. Visitamos também o centro de
artesanato, onde encontramos muitas peças de filé, um tipo de bordado bastante
típico, com preços excelentes.
Outra atração de Marechal Deodoro é a Lagoa
Manguaba, localizada na área central. Ela é a maior do Estado, com 34 km2 de
extensão. Lá, existe um calçadão com barracas e áreas de lazer. Um refresco
numa cidade com temperaturas tão altas. Chamou a atenção uma árvore de Natal
com notas musicais e claves de sol. Trata-se de uma homenagem ao grande número
de músicos e corporações musicais do município.
O dia estava terminando e era hora de pegar o
carro e partir para Maceió, 27 km dali. Na próxima postagem, vamos conhecer a
capital e algumas das praias mais deslumbrantes do Nordeste brasileiro.
Rodovia entre Penedo e Maceió
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Foto de Wagner Cosse |
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Foto de Wagner Cosse |
Marechal Deodoro
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Lagoa Manguaba |
Complexo Franciscano
Museu Casa de Deodoro da Fonseca
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Foto de Wagner Cosse |
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Foto de Wagner Cosse |
Centro Histórico de Marechal Deodoro
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Igreja da Matriz |
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Vista da Lagoa Manguaba |
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Casario |
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Paço Municipal |
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Ruas tranquilas |
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Largo do Carmo |
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Lagoa Manguaba |
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Árvore de Natal |