Estamos chegando ao
Camboja nesta parte da viagem ao Sudeste Asiático, realizada em abril de 2026.
Todo o percurso, envolvendo também o Vietnã e a Tailândia, foi preparado pela
agência Mundo Ásia, que tem como diferencial o atendimento com guias em português
e espanhol.
Camboja
era um sonho que eu acalentava havia anos, principalmente por causa de Angkor
Wat, um dos santuários mais belos criados pelo ser humano. Via as fotos em
revistas especializadas, assistia a vídeos sobre o assunto e cheguei a comprar
um livro exclusivamente sobre o complexo, que esmiúça essa grandiosa obra,
tamanha a minha admiração por esse destino.
Por
isso, havia muita expectativa. Conhecer Angkor Wat e os outros templos que
fazem parte do complexo estava entranhado em minhas artérias de viajante.
Conheci
o Camboja ao lado de meus companheiros de viagem, Wagner, Elisa e Sônia.
Vivenciamos ali experiências maravilhosas e emocionantes, que contarei a
seguir.
De
tuk-tuk, saímos do hotel, na cidade de Siem Reap, em direção a Angkor
Thom. Fazia muito calor, como em quase todo o percurso da viagem. A temporada
era de seca; portanto, o cuidado com a hidratação era maior e mais urgente. As
monções (período chuvoso) começam em maio e vão até outubro.
Angkor
Thom (construído no século XII) ficou famoso internacionalmente por causa
do filme “Lara Croft: Tomb Raider”, de 2001, estrelado por Angelina Jolie, devido
à espetacular mistura de construções criadas pelo ser humano com as árvores
da floresta, que dominaram aquele templo por quase 500 anos.
Não
se sabe exatamente por que Angkor foi abandonado. Relatos atestam que a região
chegou a ter mais de um milhão de habitantes no auge do Império Khmer,
que durou entre 802 e 1432. Seja por guerras, catástrofes ambientais ou outras
situações análogas, a população retirou-se daquela região e deixou que a
natureza tomasse conta de tudo.
No
século XIX, quando o Camboja foi colonizado pela França e se tornou
parte da Indochina, exploradores europeus encontraram os templos abandonados e
ficaram fascinados com o que viram. Afinal, o complexo abrange cerca de 180
km² de área, com milhares de obras de arte, esculturas, edifícios, jardins
e lagos.
Em
Angkor Thom, em vez de limparem tudo o que a floresta havia conquistado,
mantiveram as árvores mais frondosas, que espalharam seus troncos, caules e
raízes pelos edifícios, num impressionante amálgama entre pedra e planta. Uma
incrível simbiose entre a natureza e as construções humanas.
No
princípio, a religião predominante era o Hinduísmo, e vários vestígios
demonstram essa influência, inclusive temas referentes ao Bhagavad Gita, uma
espécie de bíblia dos indianos, escrita no século IV a.C. Posteriormente foi
adotada a filosofia budista.
A
visita seguinte foi ao inacreditável templo Bayon, construído entre 1175
e 1240. Ele integra a última fase da arquitetura Khmer e é considerado uma
síntese dos templos do complexo de Angkor. Suas 54 torres decoradas com
esculturas de quase 200 rostos sorridentes são simplesmente acachapantes. A Porta
Sul é uma das esculturas mais belas da região, assim como a ponte (ou
calçada) que permite o acesso do público ao templo, ladeada por esculturas de
deuses e demônios.
Angkor Wat
ficou para o final do dia, pois é famoso o pôr do sol naquele local,
principalmente pelas tonalidades alaranjadas com que colore as pedras do
templo.
Para
se ter acesso ao sítio, atravessa-se uma ponte sobre um lago que, no passado,
funcionava como fonte de abastecimento de água para a população local.
Atualmente, ele é um belíssimo espelho d’água que cria uma moldura
fantástica para o complexo.
Nada
do que vemos em vídeos ou fotografias se compara a estar naquele local ao vivo
e em cores. Durante um bom tempo, mesmo com o calor abrasador e o cansaço
proveniente de um dia inteiro de visitas, custamos a crer que aquilo pudesse
existir, especialmente no Camboja atual, um dos países mais pobres daquela
parte do mundo.
Quanto
requinte, quanta suntuosidade! Obras de altíssimo grau de sofisticação,
realizadas pelos antepassados dos cambojanos, revelando seus extraordinários
dons para a arte, em especial para aquela ligada à religiosidade. Edifícios que
atravessam os tempos e que se tornaram Patrimônio Mundial da Humanidade pela
Unesco.
Construído
entre 1113 e 1150, durante o reinado de Suryavarman II, o projeto de Angkor Wat
baseia-se em uma mandala do cosmo hindu. Além de cinco grandes torres em
formato de flor de lótus, que representam a montanha sagrada dos deuses, há
vários painéis com entalhes, inclusive um deles com mais de 600 metros,
onde se encontram cenas de guerra, figuras de dançarinas (apsaras) e outras
criaturas, totalizando mais de 2.000 entalhes.
Mas
o tour não terminou em Angkor Wat. No dia seguinte, percorremos também os complexos
de Banteay Samre e Banteay Srei. Eles são menores, mas não menos
requintados. Neles, podemos observar a arte escultórica dos antepassados dos
cambojanos. Em especial, os sofisticados entalhes em pedra, que criam
verdadeiros arabescos nas construções.
Alguns
desses locais são dominados por macaquinhos espertos e engraçados. Eles
são uma espécie de guardiões das construções e, ao longo dos anos, graças à
convivência com milhares de turistas, adquiriram a habilidade de se comunicar e
até mesmo de pedir água aos transeuntes. Alguns aprenderam até a abrir garrafas
de água. É preciso ter cuidado, pois podem pegar bolsas e outros objetos que,
por acaso, algum visitante distraído não teve a prudência de guardar.
A
passagem pelo Camboja ainda trouxe duas surpresas. A primeira delas foi a
visita a um templo, onde participamos de uma cerimônia budista. As
orações, feitas por um jovem monge, foram direcionadas somente a nós quatro,
com uma exclusividade quase divina. Foi um momento de extrema emoção, que levou
alguns de nós às lágrimas. Houve ali uma verdadeira limpeza espiritual, com
direito a bênção com água e pétalas de flores de lótus. Ao final, cada um de
nós recebeu do monge uma singela pulseira, da cor de seu traje, que simboliza,
entre tantas coisas, paz, amor e harmonia.
E,
finalmente, à noite, fomos a um espetáculo de danças folclóricas
cambojanas, com direito a um farto jantar de iguarias locais. As exóticas
coreografias mostraram um pouco da diversidade artística daquele país e de seu
potencial como nação.
Despedimo-nos
do Camboja nesta postagem. Na próxima parada, começaremos a relatar a turnê
pela Tailândia, que nos revelará lugares fabulosos.
English Version
We are now arriving in
Cambodia during this stage of our Southeast Asian journey, undertaken in April
2026. The entire itinerary, which also included Vietnam and Thailand, was
organized by Mundo Ásia, a travel agency whose distinguishing feature is the
availability of guides fluent in Portuguese and Spanish.
Cambodia
had been a dream of mine for many years, mainly because of Angkor Wat, one of
the most beautiful sanctuaries ever created by humankind. I had admired
photographs in specialized magazines, watched countless videos about the site,
and even purchased a book dedicated entirely to the complex, which examines
this magnificent achievement in great detail. Such was my admiration for this
destination.
For
that reason, my expectations were high. Visiting Angkor Wat and the other
temples within the complex had long been etched into the very arteries of my
traveler’s soul.
I
explored Cambodia alongside my travel companions Wagner, Elisa, and Sônia.
Together, we experienced wonderful and deeply moving moments, which I will
recount below.
By
tuk-tuk, we left our hotel in the city of Siem Reap and headed
toward Angkor Thom. The weather was extremely hot, as it had been throughout
most of our journey. It was the dry season, so staying hydrated required extra
attention. The monsoon season begins in May and lasts until October.
Angkor Thom,
built in the 12th century, became internationally famous because of the 2001
film “Lara Croft: Tomb Raider,” thanks to its spectacular blend of human-made
structures and giant jungle trees that had dominated the temple for nearly 500
years.
No
one knows exactly why Angkor was abandoned. Historical records indicate
that the region may have been home to more than one million inhabitants at the
height of the Khmer Empire, which lasted from 802 to 1432. Whether due to wars,
environmental disasters, or other circumstances, the population left the area
and allowed nature to reclaim everything.
In
the 19th century, when Cambodia was colonized by France and became part
of Indochina, European explorers rediscovered the abandoned temples and were
fascinated by what they found. After all, the complex covers approximately 180
square kilometers and contains thousands of works of art, sculptures,
buildings, gardens, and reservoirs.
At
Angkor Thom, rather than removing everything the jungle had conquered,
preservationists chose to keep the largest trees, whose trunks, branches, and
roots spread across the ancient structures, creating an astonishing fusion of
stone and vegetation—an extraordinary symbiosis between nature and human
architecture.
Originally,
Hinduism was the dominant religion, and many remains still reflect that
influence, including themes from the Bhagavad Gita, a sacred Hindu text written
in the 4th century BC. Later, Buddhist philosophy became predominant.
Our
next stop was the incredible Bayon Temple, built between 1175 and 1240.
It belongs to the final phase of Khmer architecture and is considered a
synthesis of the temples of Angkor. Its 54 towers, decorated with nearly 200
smiling faces, are simply breathtaking. The South Gate is one of the
region’s most beautiful monuments, as is the bridge (or causeway) leading to
the temple, lined with sculptures of gods and demons.
We
arrived in Angkor Wat for the end of the day, as the sunset there is
famous, especially for the orange hues that illuminate the temple’s stones.
To
reach the site, visitors cross a bridge spanning a lake that once served as a
water reservoir for the local population. Today, it forms a magnificent
reflective pool that provides a stunning frame for the complex.
Nothing
seen in photographs or videos compares to experiencing the site in person.
For quite some time, despite the intense heat and the exhaustion from a full
day of exploration, we found it difficult to believe that such a place could
exist—especially in modern-day Cambodia, one of the poorest countries in that part
of the world.
What
refinement, what grandeur! These highly sophisticated monuments, created by
the ancestors of the Cambodian people, reveal extraordinary artistic talent,
particularly in works connected to spirituality. These structures have endured
through the centuries and have been recognized as a UNESCO World Heritage Site.
Constructed
between 1113 and 1150 during the reign of Suryavarman II, Angkor Wat was
designed according to a mandala representing the Hindu cosmos. In addition to
its five great lotus-shaped towers symbolizing the sacred mountain of the gods,
the temple features numerous carved panels, including one extending for more
than 600 meters. These reliefs depict battle scenes, celestial dancers
known as apsaras, and many other figures, totaling more than 2,000 carvings.
But
our tour did not end at Angkor Wat. The following day, we also visited the
complexes of Banteay Samre and Banteay Srei. Though smaller, they are no
less exquisite. There, one can admire the sculptural artistry of Cambodia’s
ancestors, especially the intricate stone carvings that create true arabesques
throughout the structures.
Some
of these sites are inhabited by clever and amusing monkeys. They seem to
act as guardians of the temples and, over the years, thanks to constant
interaction with thousands of tourists, have learned how to communicate and
even ask passersby for water. Some have even mastered the art of opening water
bottles. Visitors should remain attentive, however, as the monkeys may seize
bags or other belongings left unattended.
Cambodia
still had two surprises in store for us. The first was a visit to a temple
where we took part in a Buddhist ceremony. The prayers, led by a young
monk, were offered exclusively to the four of us, creating an almost divine
sense of intimacy. It was an intensely emotional moment that brought some of us
to tears. It felt like a genuine spiritual cleansing, complete with a blessing
involving water and lotus petals. At the end of the ceremony, each of us
received a simple bracelet matching the color of the monk’s robe, symbolizing,
among many things, peace, love, and harmony.
Finally,
that evening, we attended a performance of traditional Cambodian dances,
accompanied by a generous dinner featuring local delicacies. The exotic
choreography offered a glimpse into the country’s artistic diversity and its
cultural richness.
We
bid farewell to Cambodia in this chapter of our journey. In the next
installment, we will begin recounting our travels through Thailand, a country
that will reveal many more extraordinary places.
Versión en Español
Llegamos a Camboya en
esta etapa de nuestro viaje por el Sudeste Asiático, realizado en abril de
2026. Todo el recorrido, que también incluyó Vietnam y Tailandia, fue
organizado por la agencia Mundo Ásia, cuyo principal diferencial es la atención
con guías en portugués y español.
Camboya
era un sueño que había atesorado durante años, principalmente por Angkor Wat,
uno de los santuarios más bellos creados por el ser humano. Veía fotografías en
revistas especializadas, observaba videos sobre el lugar e incluso llegué a
comprar un libro dedicado exclusivamente al complejo, que analiza en detalle
esta grandiosa obra, tal era mi admiración por este destino.
Por
eso, mis expectativas eran muy altas. Conocer Angkor Wat y los demás
templos que forman parte del complejo estaba profundamente arraigado en mi
espíritu viajero.
Conocí
Camboya junto a mis compañeros de viaje, Wagner, Elisa y Sônia. Allí vivimos
experiencias maravillosas y emocionantes que relataré a continuación.
En
tuk-tuk salimos de nuestro hotel, en la ciudad de Siem Reap,
rumbo a Angkor Thom. Hacía mucho calor, como durante gran parte del viaje. Era
la temporada seca; por lo tanto, el cuidado con la hidratación era aún más
importante. Los monzones (la temporada de lluvias) comienzan en mayo y se
extienden hasta octubre.
Angkor
Thom, construido en el siglo XII, alcanzó fama internacional gracias a la
película “Lara Croft: Tomb Raider”, estrenada en 2001, debido a la espectacular
combinación de construcciones humanas con los árboles de la selva, que
dominaron el templo durante casi 500 años.
No
se sabe con certeza por qué Angkor fue abandonado. Diversos registros
indican que la región llegó a albergar más de un millón de habitantes durante
el apogeo del Imperio Jemer, que se extendió entre los años 802 y 1432. Ya
fuera por guerras, catástrofes ambientales u otras circunstancias similares, la
población abandonó la zona y permitió que la naturaleza se apoderara de todo.
En
el siglo XIX, cuando Camboya fue colonizada por Francia y pasó a formar
parte de Indochina, exploradores europeos encontraron los templos abandonados y
quedaron fascinados por lo que vieron. Después de todo, el complejo abarca
aproximadamente 180 kilómetros cuadrados y contiene miles de obras de
arte, esculturas, edificios, jardines y lagos.
En
Angkor Thom, en lugar de eliminar todo lo que la selva había conquistado, se
conservaron los árboles más frondosos, cuyos troncos, ramas y raíces se
extendieron por las construcciones, creando una impresionante amalgama entre
piedra y vegetación. Una extraordinaria simbiosis entre la naturaleza y la
arquitectura humana.
En
sus orígenes, la religión predominante era el hinduismo, y numerosos vestigios
reflejan esa influencia, incluidos temas relacionados con el Bhagavad Gita,
una especie de biblia de los hindúes, escrita en el siglo IV a. C.
Posteriormente, la filosofía budista pasó a ser predominante.
La siguiente visita
fue al increíble templo Bayon, construido entre 1175 y 1240. Forma parte
de la última etapa de la arquitectura jemer y es considerado una síntesis de
los templos del complejo de Angkor. Sus 54 torres decoradas con casi 200
rostros sonrientes son simplemente impresionantes. La Puerta Sur es una de
las esculturas más bellas de la región, al igual que el puente o calzada que
conduce al templo, flanqueado por esculturas de dioses y demonios.
Dejamos
Angkor Wat para el final del día, ya que el atardecer en ese lugar es
famoso, especialmente por los tonos anaranjados que iluminan las piedras del
templo.
Para
acceder al sitio, es necesario cruzar un puente sobre un lago que antiguamente
funcionaba como fuente de abastecimiento de agua para la población local. Hoy
en día, se ha convertido en un hermoso espejo de agua que crea un marco
espectacular para el complejo.
Nada
de lo que vemos en fotografías o videos se compara con la experiencia de estar
allí en persona. Durante bastante tiempo, incluso bajo un calor abrasador y con
el cansancio acumulado después de un día entero de visitas, nos costó creer
que algo así pudiera existir, especialmente en la Camboya actual, uno de
los países más pobres de esa región del mundo.
¡Cuánta
elegancia, cuánta magnificencia! Monumentos de un altísimo nivel de
sofisticación, construidos por los antepasados de los camboyanos, que revelan
un extraordinario talento artístico, especialmente en las obras vinculadas a la
espiritualidad. Edificaciones que han resistido el paso del tiempo y que fueron
declaradas Patrimonio Mundial de la Humanidad por la Unesco.
Construido
entre 1113 y 1150, durante el reinado de Suryavarman II, Angkor Wat fue
diseñado a partir de una mandala que representa el cosmos hindú. Además de sus
cinco grandes torres en forma de flor de loto, que simbolizan la montaña
sagrada de los dioses, el templo cuenta con numerosos paneles esculpidos, entre
ellos uno de más de 600 metros de longitud. Allí pueden observarse escenas de
guerra, figuras de bailarinas celestiales conocidas como apsaras y otras
criaturas, sumando más de 2.000 relieves tallados.
Pero
el recorrido no terminó en Angkor Wat. Al día siguiente también visitamos los
complejos de Banteay Samre y Banteay Srei. Son más pequeños, aunque no
menos refinados. En ellos es posible admirar el arte escultórico de los
antepasados camboyanos, especialmente los delicados grabados en piedra
que forman auténticos arabescos en las construcciones.
Algunos
de estos lugares están habitados por pequeños monos traviesos y simpáticos.
Son una especie de guardianes de los templos y, a lo largo de los años, gracias
a la convivencia con miles de turistas, han desarrollado la capacidad de
comunicarse e incluso de pedir agua a los visitantes. Algunos han aprendido
hasta a abrir botellas de agua. Sin embargo, es necesario estar atento, ya que
pueden tomar bolsos u otros objetos que algún turista distraído haya dejado sin
vigilancia.
Nuestro
paso por Camboya aún nos reservaba dos sorpresas. La primera fue la visita a un
templo donde participamos en una ceremonia budista. Las oraciones,
realizadas por un joven monje, fueron dirigidas exclusivamente a nosotros
cuatro, con una intimidad casi divina. Fue un momento de profunda emoción que
llevó a algunos de nosotros hasta las lágrimas. Allí vivimos una auténtica
limpieza espiritual, acompañada de una bendición con agua y pétalos de flor de
loto. Al finalizar la ceremonia, cada uno recibió una sencilla pulsera del
mismo color que la vestimenta del monje, símbolo, entre muchas otras cosas, de
paz, amor y armonía.
Finalmente,
por la noche, asistimos a un espectáculo de danzas folclóricas
camboyanas, acompañado de una abundante cena con especialidades locales. Las
exóticas coreografías nos permitieron conocer un poco de la diversidad
artística del país y de su enorme riqueza cultural.
Nos
despedimos de Camboya en esta publicación. En la próxima etapa comenzaremos a
relatar nuestro recorrido por Tailandia, un país que nos revelará lugares
verdaderamente fascinantes.