sábado, 4 de julho de 2026

Sudeste Asiático Parte XIX: As praias paradisíacas

 

Maya Bay, do filme "A praia": só para olhar

Textos em português, inglês e espanhol
No final dos textos, confira as fotos da viagem
Clique nas fotos para ampliá-las

Pesquisei no Google para saber quais são as principais razões pelas quais os turistas se interessam pela Tailândia. Surgiram respostas como a variedade de experiências, os bons preços, a isenção de visto para longas estadias, a localização estratégica e as altas temperaturas durante todo o ano.

Outra pergunta importante: quantas pessoas visitaram a Tailândia em 2025? Espantem-se: 32,9 milhões de turistas internacionais. Esse número foi menor do que o registrado em 2024, quando o país recebeu 35,5 milhões de visitantes. Isso se deve ao fato de que a Tailândia vem buscando atrair turistas com maior poder aquisitivo. Para se ter uma ideia, o Brasil recebeu 9.287.196 turistas estrangeiros no mesmo período, embora tenha uma área territorial 16 vezes maior que a do país asiático.

Visitei a Tailândia em abril de 2026, em um tour operacionalizado pela agência Mundo Ásia. Estou viajando ao lado de Wagner Cosse e de outros companheiros que conhecemos ao longo do percurso. No 17º e no 18º dias da viagem, fomos conhecer a principal atração do país, ou seja, os lugares que mais encantam visitantes do mundo inteiro: as praias paradisíacas. E dá-lhe turistas! Eles chegam em grupos enormes da Índia, da China, da Coreia do Sul e de muitos outros países, lotando tudo o que encontram pela frente.

Estivemos em Phuket (lê-se Puquê), região que concentra algumas das praias mais bonitas da Tailândia, muitas delas cenário de filmes de James Bond e de Leonardo DiCaprio. Foi principalmente por meio do cinema que essas paisagens ganharam fama mundial. Passamos também pela famosa ilha Phi Phi (lê-se Pi Pi).

O principal passeio é feito de barco e dura quase o dia inteiro, com direito a almoço. A maioria das embarcações transporta aproximadamente 20 pessoas. Para chegar às principais atrações, é preciso navegar cerca de uma hora, enfrentando muitos solavancos, já que o mar estava bastante agitado.

A região lembra um pouco a Baía de Halong, no Vietnã, por suas formações rochosas e pelo mar cristalino, em tons verde-azulados. Diferentemente de Halong, na Tailândia o sol apareceu vibrante.

Não me lembro exatamente dos nomes de todos os lugares que visitamos. O que posso destacar é a beleza da paisagem, realmente deslumbrante. Em muitos casos, porém, ela está ali apenas para ser contemplada. Algumas praias são preservadas como patrimônio ambiental e não podem ser utilizadas pelos visitantes. Um lugar que me chamou especialmente a atenção foi a Ilha Bamboo, que recebeu esse nome em razão da abundância da árvore típica. Nela, é permitido tomar banho de mar.

Houve, no entanto, alguns pontos negativos. O primeiro deles foi o excesso de visitantes. E olhe que não estivemos lá na alta temporada! Também não gostei da forma como alguns destinos são explorados, como a ilha dos macacos. O que vi foram animais assustados com a presença de tantos turistas, cercados por copos e garrafinhas plásticas deixados pelo chão. Achei a cena bastante melancólica. Fiquei com pena dos bichinhos.

Também considerei desrespeitosa a atuação da equipe da embarcação que nos levou aos locais de visitação, principalmente quando paramos para apreciar os corais e fazer snorkeling. Tudo transcorria bem até que a corda do barco, presa de maneira inadequada a um dos corais, arrancou um pedaço considerável desse tesouro marinho, deixando a mim e aos demais visitantes perplexos e indignados. Se continuarem agindo dessa forma, daqui a pouco não haverá mais corais para sustentar o turismo local.

Em Phuket ficamos hospedados no Orchidacea Resort Kata Beach, fundado em 1987. O hotel possui uma estrutura fantástica. Nosso quarto tinha uma vista esplêndida para a praia. De lá também contemplamos um crepúsculo de tirar o fôlego.

Como o hotel foi construído em uma área montanhosa, as acomodações localizadas na parte mais alta são acessadas por uma espécie de transporte interno, semelhante a carrinhos de golfe. Eles funcionam em horários previamente estabelecidos. Caso o hóspede perca o transporte ou não queira esperar o próximo, terá de enfrentar uma boa subida. No caso do nosso apartamento, contei espantosos 188 degraus!

Tivemos um dia livre em Phuket, que aproveitamos para passear pela cidade. Perto do hotel havia um bom conjunto de lojas e restaurantes, além da bela e arborizada praia de Kata, acessível a pé em poucos minutos. Chamou-nos a atenção a grande quantidade de lojas que vendiam cannabis.

Aproveitamos também para experimentar as famosas massagens tailandesas. É preciso ter certo discernimento na escolha do estabelecimento, pois há muitos locais que funcionam apenas como fachada para a prostituição. Tivemos sorte e recebemos massagens excelentes. Há inúmeras opções, com preços bastante variados.

Merece ainda destaque o restaurante Hottabych Chaihana, especializado em culinária uzbeque e russa. Além de um cardápio muito interessante, o restaurante propunha uma divertida interação aos clientes. Em todas as mesas havia caixas de lápis de cor, e a ideia era que, enquanto aguardávamos os pedidos, coloríssemos os desenhos impressos nos papéis-toalha que cobriam as mesas. O que, originalmente, parecia ser uma atração voltada ao público infantil acabava despertando também o lado lúdico dos clientes adultos.

Pedi, nesse restaurante, um prato típico que lembra um pastel. Quando ele chegou, constatei que era o maior pastel que já havia comido em toda a minha vida.

Encerrando essa etapa da viagem, pegamos um voo de Phuket para a capital tailandesa, Bangkok, última parada do nosso roteiro pelo Sudeste Asiático. Contarei os detalhes dessa experiência na próxima postagem.

Ilha de Bamboo

English version

I searched Google to find out the main reasons why tourists are drawn to Thailand. The answers included its wide variety of experiences, affordable prices, visa exemptions for extended stays, strategic location, and warm weather throughout the year.

Another important question was: how many people visited Thailand in 2025? The answer is astonishing: 32.9 million international tourists. Although impressive, this figure was lower than in 2024, when the country welcomed 35.5 million visitors. This decline reflects Thailand's current strategy of attracting travelers with higher purchasing power. To put this into perspective, Brazil received 9,287,196 international tourists during the same period, despite having a land area sixteen times larger than that of the Southeast Asian nation.

I visited Thailand in April 2026 on a tour organized by Mundo Ásia Travel Agency. I was traveling alongside Wagner Cosse and several companions whom we met along the journey. On the 17th and 18th days of our trip, we explored the country's greatest attraction—the places that captivate visitors from all over the world: its paradise-like beaches. And what a crowd! Tourists arrived in massive groups from India, China, South Korea, and many other countries, filling every destination they visited.

We stayed in Phuket (pronounced "Poo-ket"), home to some of Thailand's most spectacular beaches, many of which have served as filming locations for James Bond movies and The Beach, starring Leonardo DiCaprio. It was largely through cinema that these breathtaking landscapes gained worldwide fame. We also visited the famous Phi Phi Islands (pronounced "Pee Pee").

The main excursion is a full-day boat trip that includes lunch. Most boats carry around twenty passengers. Reaching the main attractions requires about an hour of sailing, with plenty of bouncing along the way, as the sea was quite rough.

The scenery reminded me somewhat of Ha Long Bay in Vietnam, thanks to its dramatic limestone formations and crystal-clear waters in shades of turquoise and emerald green. Unlike Ha Long Bay, however, we were fortunate to enjoy brilliant sunshine throughout the day.

I cannot remember the names of every place we visited, but what stands out most is the breathtaking beauty of the scenery. In many locations, however, the landscapes are meant only to be admired. Several beaches are protected environmental areas and are closed to visitors. One place that particularly impressed me was Bamboo Island, named after the abundance of bamboo growing there. Swimming is permitted on this beautiful island.

There were, however, a few downsides. The first was the overwhelming number of visitors—and keep in mind that we were not there during the peak tourist season. I was also disappointed by the way some attractions are managed, particularly Monkey Beach. The monkeys appeared frightened by the constant flow of tourists and were surrounded by plastic cups and bottles scattered across the ground. It was a rather sad and disheartening sight. I truly felt sorry for the animals.

Another disappointing moment involved the crew of the boat that took us from one attraction to another. Everything was going well until we stopped to admire the coral reefs and go snorkeling. Unfortunately, the boat's rope had been carelessly secured to a coral formation, and when it was released, it tore away a significant portion of this precious marine ecosystem. The incident left both me and the other visitors shocked and outraged. If such practices continue, there may soon be no coral reefs left to sustain the region's tourism.

In Phuket, we stayed at the Orchidacea Resort Kata Beach, established in 1987. The hotel boasts outstanding facilities, and our room offered a magnificent view of the beach. We also enjoyed an unforgettable sunset from our balcony.

Because the hotel was built on a hillside, the rooms located at the highest elevations are reached by an internal shuttle service using vehicles similar to golf carts. These operate according to a fixed schedule. Guests who miss the shuttle—or simply do not wish to wait for the next one—must climb quite a steep hill. In the case of our room, I counted an astonishing 188 steps!

We also had a free day in Phuket, which we spent exploring the city. Near the hotel we found an excellent selection of shops and restaurants, as well as the beautiful, tree-lined Kata Beach, just a short walk away. One thing that caught our attention was the remarkable number of stores selling cannabis.

We also took the opportunity to experience Thailand's famous traditional massages. It is important to choose the establishment carefully, as many massage parlors serve merely as fronts for prostitution. Fortunately, we found an excellent place and enjoyed outstanding massages. There are countless options available, with prices to suit every budget.

Another highlight was Hottabych Chaihana, a restaurant specializing in Uzbek and Russian cuisine. Besides offering a fascinating menu, the restaurant encouraged a fun interaction with its customers. Every table had a box of colored pencils, inviting diners to color the illustrations printed on the paper table covers while waiting for their meals. What initially appeared to be an activity designed for children ended up bringing out the playful side of many adult customers as well.

At this restaurant, I ordered a traditional pastry that resembles an empanada. When it arrived, I realized it was the largest pastry I had ever eaten in my entire life.

Bringing this stage of our journey to a close, we flew from Phuket to Thailand's capital, Bangkok, the final destination on our Southeast Asia itinerary. I'll share the details of that experience in my next post.

Com Wagner, em Phi Phi

Versión en español

Busqué en Google para conocer cuáles son las principales razones por las que los turistas se interesan por Tailandia. Entre las respuestas aparecieron la variedad de experiencias, los buenos precios, la exención de visado para estancias prolongadas, la ubicación estratégica y las altas temperaturas durante todo el año.

Otra pregunta importante: ¿cuántas personas visitaron Tailandia en 2025? ¡Sorpréndanse!: 32,9 millones de turistas internacionales. Esa cifra fue inferior a la registrada en 2024, cuando el país recibió 35,5 millones de visitantes. Esto se debe a que Tailandia ha venido buscando atraer a turistas con un mayor poder adquisitivo. Para hacerse una idea, Brasil recibió 9.287.196 turistas extranjeros durante el mismo período, aunque posee un territorio 16 veces mayor que el del país asiático.

Visité Tailandia en abril de 2026, durante un tour organizado por la agencia Mundo Ásia. Estoy viajando junto a Wagner Cosse y a otros compañeros que conocimos a lo largo del recorrido. En los días 17 y 18 del viaje fuimos a conocer el principal atractivo del país, es decir, los lugares que más fascinan a visitantes de todo el mundo: sus playas paradisíacas. ¡Y vaya cantidad de turistas! Llegan en enormes grupos procedentes de la India, China, Corea del Sur y muchos otros países, llenando todos los lugares por donde pasan.

Estuvimos en Phuket (se pronuncia «Puqué»), una región que concentra algunas de las playas más hermosas de Tailandia, muchas de ellas escenario de películas de James Bond y de Leonardo DiCaprio. Fue principalmente gracias al cine que estos paisajes alcanzaron fama mundial. También visitamos la famosa isla Phi Phi (se pronuncia «Pi Pi»).

La excursión principal se realiza en barco y dura casi todo el día, con almuerzo incluido. La mayoría de las embarcaciones transporta aproximadamente a 20 personas. Para llegar a los principales atractivos es necesario navegar durante cerca de una hora, soportando numerosos sacudones, ya que el mar estaba bastante agitado.

La región recuerda un poco a la Bahía de Halong, en Vietnam, por sus formaciones rocosas y por el mar cristalino de tonalidades verde azuladas. A diferencia de Halong, en Tailandia el sol brilló con toda su intensidad.

No recuerdo exactamente los nombres de todos los lugares que visitamos. Lo que sí puedo destacar es la belleza del paisaje, realmente deslumbrante. Sin embargo, en muchos casos esos lugares están allí únicamente para ser contemplados. Algunas playas se preservan como patrimonio ambiental y no pueden ser utilizadas por los visitantes. Un sitio que me llamó especialmente la atención fue la isla Bamboo, que recibió ese nombre por la abundancia de esta especie de árbol. Allí sí está permitido bañarse en el mar.

Hubo, sin embargo, algunos aspectos negativos. El primero fue el exceso de visitantes. ¡Y eso que no estuvimos allí en temporada alta! Tampoco me gustó la forma en que se explotan algunos destinos, como la isla de los monos. Lo que vi fueron animales asustados por la presencia de tantos turistas, rodeados de vasos y botellas de plástico abandonados en el suelo. Me pareció una escena bastante melancólica. Sentí mucha pena por esos animalitos.

También consideré irrespetuosa la actuación del equipo de la embarcación que nos llevó a los lugares de visita, especialmente cuando nos detuvimos para admirar los corales y practicar snorkel. Todo transcurría con normalidad hasta que la cuerda del barco, mal sujetada a uno de los corales, arrancó un fragmento considerable de ese tesoro marino, dejando a todos los visitantes, incluido yo, perplejos e indignados. Si continúan actuando de esa manera, dentro de poco ya no quedarán corales para sostener el turismo local.

En Phuket nos alojamos en el Orchidacea Resort Kata Beach, fundado en 1987. El hotel cuenta con una infraestructura fantástica. Nuestra habitación tenía una vista espléndida de la playa. Desde allí también contemplamos un atardecer verdaderamente impresionante.

Como el hotel fue construido en una zona montañosa, las habitaciones situadas en la parte más alta se alcanzan mediante una especie de transporte interno, similar a los carritos de golf. Estos funcionan en horarios previamente establecidos. Si el huésped pierde el transporte o no desea esperar el siguiente, tendrá que afrontar una buena subida. En el caso de nuestro apartamento, conté la asombrosa cantidad de 188 escalones.

Tuvimos un día libre en Phuket, que aprovechamos para recorrer la ciudad. Cerca del hotel había un buen conjunto de tiendas y restaurantes, además de la hermosa y arbolada playa de Kata, accesible a pie en pocos minutos. Nos llamó la atención la gran cantidad de tiendas que vendían cannabis.

También aprovechamos para probar los famosos masajes tailandeses. Es necesario tener cierto criterio al elegir el establecimiento, ya que existen muchos lugares que funcionan únicamente como fachada para la prostitución. Tuvimos suerte y recibimos excelentes masajes. Hay innumerables opciones, con precios muy variados.

También merece una mención especial el restaurante Hottabych Chaihana, especializado en cocina uzbeka y rusa. Además de ofrecer un menú muy interesante, el restaurante proponía una divertida interacción con los clientes. En todas las mesas había cajas de lápices de colores, y la idea era que, mientras esperábamos los platos, coloreáramos los dibujos impresos en los manteles individuales de papel que cubrían las mesas. Lo que, en principio, parecía ser una actividad destinada al público infantil terminaba despertando también el lado lúdico de los clientes adultos.

En ese restaurante pedí un plato típico que recuerda a una empanada. Cuando llegó a la mesa, comprobé que era la empanada más grande que había comido en toda mi vida.

Para concluir esta etapa del viaje, tomamos un vuelo de Phuket hacia la capital tailandesa, Bangkok, última parada de nuestro itinerario por el Sudeste Asiático. Los detalles de esa experiencia los compartiré en la próxima publicación.

Fotos



Passeio de barco pelas ilhas

Tentando registrar os tons da água








Ilha dos macacos: melancolia

Phi Phi: deslumbre



Wagner no snorkel

Hotel





Wagner e alguns dos 188 degraus

Praia de Kata

Por do sol

Escadaria

Quarto do hotel: vista maravilhosa

Wagner na piscina do hotel

Fachada principal do hotel

Casa de Cannabis

Restaurante uzbeque




Wagner colorindo o papel-toalha

Pastel gigantesco


No aeroporto de Phuket

Esperando o avião para Bangkok

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