quarta-feira, 6 de maio de 2026

Sudeste Asiático Parte I: a viagem vai começar

 

Recepção em Hanói: mimos para os viajantes

(Confira as versões em inglês e espanhol e as fotos no final do texto)

Estamos iniciando, nesta postagem, uma nova viagem, desta vez ao Sudeste Asiático, envolvendo os países Vietnã, Camboja e Tailândia. A turnê aconteceu entre 28 de março e 23 de abril de 2026.


Até instantes do embarque, a empreitada esteve ameaçada por notícias referentes à guerra de Israel e dos EUA contra o Irã, pois uma das etapas envolvia uma parada de dois dias em Doha, no Catar. Já no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, soubemos do cancelamento do voo e de que seria necessário um remanejamento do trajeto. Caso contrário, poderíamos perder o pacote de visitas que havíamos contratado por meio da agência Mundo Ásia, que se iniciaria no dia 31 de março.

 

Na nova configuração, a descida em Doha foi eliminada, restando apenas uma parada técnica no aeroporto para troca de aeronave. Em vez de seguirmos diretamente para Hanói, capital do Vietnã, como previsto inicialmente, Wagner e eu pegamos um voo direto para Bangkok, capital da Tailândia. De lá, tivemos que embarcar em outro avião até Hanói. Isso aumentou a duração da viagem em várias horas. No entanto, ganhamos dois dias extras no Vietnã, compensando a perda da passagem pelo Catar.

 

Superado o transtorno, e após uma viagem de mais de 20 horas, chegamos trôpegos a Hanói, necessitando de um bom descanso. O fuso horário é de 10 horas a menos em relação do Brasil. O cansaço da viagem foi amenizado pelo excelente atendimento da empresa Qatar Airlines, que já foi eleita a melhor companhia aérea do mundo. O serviço é muito bom, considerando que viajamos na classe econômica.

 

Tivemos uma recepção magnífica em Hanói, com a presença de um guia local, que nos ofereceu vários presentes, dentre eles um buquê de flores de lótus, que nos encantou. Ganhamos também belo adorno, feito da casca de um coco.

 

Nos dias seguintes, Wagner e eu vivemos momentos intensos em uma viagem que aguçou todos os nossos sentidos. Visitamos templos, cidades históricas, sítios arqueológicos, santuários, praias, restaurantes, teatros, palácios e metrópoles que nos confrontaram com outra realidade: a Ásia emergente, que se apresenta com sua cultura ancestral, seu estilo de vida e seus costumes.

 

Foram três semanas fantásticas, que também tiveram seus perrengues, mas que nos proporcionaram conhecer pessoas de várias nacionalidades (inclusive brasileiros), que já estão em nosso caderninho de pessoas queridas.

 

Um novo mundo que aguça nossa imaginação e nos remete a tempos passados e futuros, como um certeiro choque cultural, social e temporal.

 

Na próxima postagem, vamos conhecer um pouco da capital do Vietnã, Hanói. Até lá!



Mais de 20 horas de viagem

Qatar: tratamento especial


Equipe da Mundo Ásia, no Vietnã

Novos amigos brasileiros

Tuk tuk: transporte turístico

Buquê de flores de lótus

Adorno feito com casca do coco

Em um jardim de Hanói

Encontro com crianças em Hanói

No aeroporto para o Camboja

Thelmo, Elisa, Sônia e Wagner no Camboja

Aeroporto do Camboja

Comemoração do ano novo no Camboja

Recepção no Camboja

No templo budista

Bênção do monje budista

Macacos bebem água no Camboja

Em Ankor Wat, sonho realizado de conhecer este santuário

No templo do Amanhecer, em Bangkok

No Palácio Real de Bangkok

O gigantesco buda deitado da Tailândia

Praia em Phuket

Ko Phi Phi, na Tailândia

No aeroporto de Bangkok

Mais aeroporto...

Chapéus-leque 

Passeio de barco na Tailândia

Cenário do filme "A praia", na Tailândia

Despedida no aeroporto de Bangkok

Tchau, Tailândia!

We are beginning, in this post, a new journey — this time to Southeast Asia, involving the countries of Vietnam, Cambodia, and Thailand. The tour took place between March 28 and April 23, 2026.

Until moments before boarding, the trip was threatened by news regarding the war involving Israel, the United States, and Iran, since one stage of the journey included a two-day stopover in Doha, Qatar. Already at Guarulhos Airport, in the Greater São Paulo area, we learned that the flight had been canceled and that it would be necessary to rearrange the itinerary. Otherwise, we could lose the tour package we had booked through the Mundo Ásia agency, which was scheduled to begin on March 31.

In the new arrangement, the stop in Doha was eliminated, leaving only a technical stop at the airport for an aircraft change. Instead of flying directly to Hanoi, the capital of Vietnam, as originally planned, Wagner and I took a direct flight to Bangkok, the capital of Thailand. From there, we had to board another plane to Hanoi. This increased the travel time by several hours. However, we gained two extra days in Vietnam, compensating for the loss of the passage through Qatar.

After overcoming the setback, and following a journey of more than 20 hours, we arrived in Hanoi exhausted and in need of a good rest. The time difference is 10 hours ahead compared to Brazil. The fatigue from the trip was eased by the excellent service provided by Qatar Airways, which has already been elected the best airline in the world. The service was outstanding, especially considering that we traveled in economy class.

We received a magnificent welcome in Hanoi, with the presence of a local guide who offered us several gifts, among them a bouquet of lotus flowers, which enchanted us. We also received a beautiful ornament made from coconut shell.

In the following days, Wagner and I experienced intense moments on a journey that awakened all our senses. We visited temples, historic cities, archaeological sites, sanctuaries, beaches, restaurants, theaters, palaces, and metropolises that confronted us with another reality: emerging Asia, presenting itself through its ancestral culture, lifestyle, and customs.

They were three fantastic weeks, which also had their share of challenges, but allowed us to meet people from various nationalities (including Brazilians), who are now part of our little notebook of cherished friends.

A new world that stimulates our imagination and takes us to both past and future times, like a powerful cultural, social, and temporal shock.

In the next post, we will get to know a little more about Hanoi, the capital of Vietnam. See you then!



Estamos iniciando, en esta publicación, un nuevo viaje, esta vez al Sudeste Asiático, que incluye los países Vietnam, Camboya y Tailandia. La gira tuvo lugar entre el 28 de marzo y el 23 de abril de 2026.

Hasta instantes antes del embarque, la travesía estuvo amenazada por noticias relacionadas con la guerra entre Israel, Estados Unidos e Irán, ya que una de las etapas incluía una escala de dos días en Doha, Catar. Ya en el aeropuerto de Guarulhos, en el Gran São Paulo, supimos de la cancelación del vuelo y de que sería necesario reorganizar el itinerario. De lo contrario, podríamos perder el paquete de visitas que habíamos contratado a través de la agencia Mundo Ásia, que comenzaría el 31 de marzo.

En la nueva configuración, la parada en Doha fue eliminada, quedando solo una escala técnica en el aeropuerto para cambiar de aeronave. En lugar de seguir directamente hacia Hanói, capital de Vietnam, como estaba previsto inicialmente, Wagner y yo tomamos un vuelo directo a Bangkok, capital de Tailandia. Desde allí, tuvimos que embarcar en otro avión hasta Hanói. Esto aumentó la duración del viaje en varias horas. Sin embargo, ganamos dos días extra en Vietnam, compensando la pérdida del paso por Catar.

Superado el contratiempo, y después de un viaje de más de 20 horas, llegamos tambaleándonos a Hanói, necesitando un buen descanso. La diferencia horaria es de 10 horas más en relación con Brasil. El cansancio del viaje fue aliviado por la excelente atención de Qatar Airways, que ya fue elegida la mejor aerolínea del mundo. El servicio fue muy bueno, considerando que viajamos en clase económica.

Tuvimos una recepción magnífica en Hanói, con la presencia de un guía local que nos ofreció varios regalos, entre ellos un ramo de flores de loto, que nos encantó. También recibimos un hermoso adorno hecho con cáscara de coco.

En los días siguientes, Wagner y yo vivimos momentos intensos en un viaje que agudizó todos nuestros sentidos. Visitamos templos, ciudades históricas, sitios arqueológicos, santuarios, playas, restaurantes, teatros, palacios y metrópolis que nos confrontaron con otra realidad: la Asia emergente, que se presenta con su cultura ancestral, su estilo de vida y sus costumbres.

Fueron tres semanas fantásticas, que también tuvieron sus contratiempos, pero que nos permitieron conocer personas de varias nacionalidades (incluso brasileños), que ya forman parte de nuestro cuaderno de personas queridas.

Un nuevo mundo que despierta nuestra imaginación y nos remite a tiempos pasados y futuros, como un certero choque cultural, social y temporal.

En la próxima publicación, conoceremos un poco más de Hanói, la capital de Vietnam. ¡Hasta entonces!

domingo, 23 de novembro de 2025

Viagem à Colômbia – Parte VII – Cartagena

 

No balcão de nosso hotel, no centro histórico de Cartagena,
com Regina, Simone e Wagner

Clique nas fotos para ampliá-las
Veja mais fotos no final do texto


Esta postagem é a última etapa de uma viagem à Colômbia, realizada no período de 4 a 19 de outubro de 2025. Ela foi feita por mim, na companhia dos amigos Regina, Simone e Wagner.

Planejada com muitos meses de antecedência, iniciamos nossa jornada em Belo Horizonte (Brasil) e, depois de uma breve parada na Cidade do Panamá, descemos em Bogotá, capital do país. De lá, alugamos um carro e rumamos para Zipaquirá, onde conhecemos a Catedral de Sal, e depois para Ráquira, Villa de Leyva, Barichara, Medellín e Guatapé. Devolvemos o carro no aeroporto de Medellín, de onde pegamos um voo de aproximadamente uma hora para Cartagena.


Cartagena

Cartagena é uma das joias da coroa do turismo colombiano. Fundada em 1533, a cidade antiga — toda amuralhada — foi um dos principais portos para o transporte dos minerais encontrados na América do Sul para a Espanha, como a prata de Potosí, por exemplo.

Por isso, foi muito atacada por navios de outras nações e por piratas. Era também uma zona de tráfico de escravos provenientes da África. Devido aos ataques constantes, ali foi construída a maior fortaleza espanhola fora da Espanha e os 11 km de muralhas que circundam a cidade antiga.

Houve muitos confrontos, mas Cartagena sobreviveu a todos eles e, por isso, carrega o título de “Ciudad Heroica”.


Procurando Gabo

Por outro lado, é também o local onde o grande escritor colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014), Gabo, viveu durante um período de sua vida e manteve uma residência. Nessa cidade, ele escreveu algumas de suas obras mais importantes, como “O amor nos tempos do cólera” (1985). O autor ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1982.

Procuramos o rastro de GGM em Cartagena, mas não fomos bem-sucedidos. Havia, em alguns roteiros, o denominado “Circuito Gabriel García Márquez”, mas não o encontramos na prática. A casa onde ele vivia, atualmente administrada por sua família, estava fechada ao público. Pelo que entendemos, ali havia um acervo aberto à visitação. Além disso, nos indicaram outro local onde a cidade mantinha um acervo do escritor que, para nossa tristeza, estava em reforma. Ou seja, ficamos sem conhecer essa parte importante de Cartagena.


História e mar do Caribe

A maioria dos turistas que visita a cidade está interessada em sua parte histórica, tombada pela Unesco e bem conservada, ou nas praias, que se estendem pela parte mais contemporânea, com altos edifícios que lembram uma pequena Dubai. As ilhas, por sua vez, são muito procuradas, uma vez que Cartagena se encontra às margens do Mar do Caribe, com suas águas belíssimas.

Como tínhamos somente três dias, preferimos focar nas atrações históricas de Cartagena. Até porque os passeios para as ilhas estavam com preços absurdos e nos tomariam um dia completo da viagem. As praias da cidade não são recomendadas, pois a água não é tão límpida quanto nas ilhas e há muita extorsão nos preços cobrados pelos vendedores ambulantes. Lembro que Cartagena ainda é um porto importante da Colômbia. E cidades portuárias geralmente não têm praias limpas.

Hospedamo-nos bem no centro histórico, de onde poderíamos ir a pé aos principais pontos turísticos. Cartagena é um show de cores. As ruas estreitas, ladeadas por construções de dois ou três andares, têm belíssimos balcões de madeira carregados de flores, como buganvílias, que enfeitam a cidade.

Os prédios icônicos, como a matriz e a universidade, com suas torres imponentes, têm colorações amareladas e avermelhadas e chamam a atenção de qualquer região da cidade. Mesmo com algumas exceções, é proibido construir prédios altos nessa parte antiga, o que preserva os contornos de como ela foi erguida ao longo dos séculos.

Por isso, a melhor atração de Cartagena é caminhar por essas ruelas, observando as fachadas das casas e as vitrines das lojas. Há muitos restaurantes, hotéis, pousadas, lojas de artesanato, museus, conventos e igrejas. Na Praça dos Coches, talvez a mais popular da cidade, está a torre do relógio, que funciona como entrada oficial da cidade histórica. A praça tem esse nome por ter sido o estacionamento das carruagens, que hoje se transformaram em atrações turísticas. É possível alugá-las e transitar pelas ruas, como antigamente.

A maior fortaleza

O Castelo de San Felipe de Barajas é outra atração imperdível. Ao preço de um ingresso, é possível visitá-lo em toda a sua extensão. Construído entre 1639 e 1657, ele é a maior fortaleza espanhola fora da Espanha, citada no início deste texto. Dependendo da época do ano, é bom fazer a visita no início da manhã ou no fim da tarde, porque Cartagena é uma cidade muito quente, com um calor abafado.


Getsemaní

Getsemaní é outro ponto atrativo de Cartagena. É também um bairro histórico, mas localizado fora da cidade amuralhada, a poucos metros da torre do relógio. Antigamente, era considerado o bairro pobre da cidade, onde viviam pessoas de menos posses e ex-escravizados. Com o desenvolvimento do turismo, acabou sendo alçado e transformado em um ponto de grande visitação, principalmente pelos mais jovens.

O bairro é marcado pela arte pulsante nas ruas e nas galerias, pela vida noturna e pelas ruas enfeitadas com bandeirinhas e outros adereços. Estive lá tanto no período diurno quanto no noturno, para conferir a diferença. De dia, é mais tranquilo para caminhar e observar a arquitetura e as manifestações artísticas. À noite, é para curtir, beber, encontrar amigos e jogar conversa fora na Praça de la Trinidad, a principal da região, onde fica a Igreja da Santíssima Trindade.

Getsemaní também é composto por prédios históricos, com arquitetura colonial, e é bastante seguro para se caminhar.

Palanqueiras e outros atrativos

É bom lembrar ainda das palenqueiras. Com certeza, você vai encontrar várias delas, principalmente nas principais praças de Cartagena. São mulheres, a maioria negras, vestidas com trajes amarelos, vermelhos e azuis, cores da bandeira da Colômbia. Elas trazem na cabeça uma bacia com várias frutas tropicais. Estas personagens, autênticas representantes do local, atualmente servem como atração turística, prontas para serem fotografadas ao lado do visitante, em troca de alguma gorjeta (ou propina, como se diz na Colômbia).

Poderia citar várias outras atrações, pois Cartagena tem muitas. Por exemplo, a feira de doces na região da Praça do Relógio, dentre outras. É uma cidade muito visitada, com turismo internacional. Por isso, também é bem mais cara que outros lugares da Colômbia.

Infelizmente, há também muita prostituição nas esquinas, principalmente à noite. Não posso dizer com relação às drogas, porque não vivenciei a situação, mas também devem fazer parte do “cardápio”, uma vez que o país tem essa fama. Como qualquer cidade de truismo internacional, é bom ter cuidado com seus pertences e evitar cair em pegadinhas. Afinal, Cartagena tem quase um milhão de habitantes, com um histórico antigo de pirataria e outras maracutaias.

Pôr do sol na final da viagem

Enfim, chegamos ao término desta viagem à Colômbia. Coroamos nossos últimos momentos com um belíssimo pôr do sol nas muralhas de Cartagena, com a encantadora vista do Mar do Caribe. Bem cedo, no dia seguinte, pegamos o avião de volta ao Brasil, repletos de boas lembranças, muitas risadas, alguns perrengues e a sensação de termos feito uma viagem maravilhosa, com amigos queridos e lugares fantásticos.

Viva a Colômbia!




Charmosos balcões de Cartagena

Torre da universidade


Torre do relógio

Praça de São Pedro Claver




Torre da matriz, avistada em vários pontos da cidade amuralhada








Simone e Wagner em uma casa típica de Cartagena



Teatro Heredia

Wagner, Simone e Regina em um dos trechos da muralha



Praça dos Coches à noite

Getsemaní




Regina, Simone e Wagner


Bandeiras adornam as ruas




Wagner aponta Gabriel García Marquez no mural

Igreja da Santíssima Trindade


Com Simone e Regina, na rua enfeitada










Homenagem a GGM em Getsemaní

Olhares sobre Cartagena


Artesanato local

Detalhe da porta

Detalhe de uma fachada

Antigo convento transformado em hotel de luxo

Escultura na orla

Com busto de GGM

Pôr do sol nas muralhas


Ao fundo, parte da cidade moderna




Regina, Wagner e Simone apreciam o espetáculo da natureza

Castelo de San Felipe de Barajas




Visual da parte moderna a partir do castelo

Wagner acena da fortaleza



Bandeira de Cartagena



Pelas ruas de Cartagena

Uma palanqueira vestida a caráter

Café da manhã com amigos

Pelas ruas de Cartagena com Regina, Wagner e Simone

Com Simone e Regina no pôr do sol

No castelo de San Felipe

Simone observa personagem na vitrine de uma loja

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