domingo, 24 de maio de 2026

Sudeste Asiático Parte V: Ho Chi Minh e Cu Chi

 

Ho Chi Minh City é a antiga Saigon, a maior cidade do Vietnã

Textos em português, inglês e espanhol
No final dos textos, confira as fotos da viagem
Clique nas fotos para ampliá-las


O Vietnã é um país surpreendente. Estou fazendo uma visita de 11 dias ao país, realizada em abril de 2026, acompanhado por meu companheiro de viagem Wagner Cosse. Estivemos no norte do país (Hanói, Ninh Binh, Halong), na área central (Hoi An, Da Nang, Hue) e, agora, vamos conhecer o sul (Ho Chi Minh e Cu Chi). Todas essas passagens podem ser conferidas nas postagens anteriores.

Ho Chi Minh City é a antiga cidade de Saigon. Ou melhor, de acordo com alguns moradores com quem conversei, Saigon ainda existe, mas é um distrito de Ho Chi Minh, a grande metrópole de 14 milhões de habitantes e a maior cidade do país.

Em meados do século passado, o Vietnã chegou a ser dividido em dois países, tal qual é hoje a Coreia. A parte do sul, mais urbanizada e ocidentalizada, tinha como capital a cidade de Saigon. Tudo mudou com a queda da Indochina, a posterior invasão do Japão (durante a Segunda Guerra Mundial), a luta pela independência e, finalmente, o conflito que nós chamamos de Guerra do Vietnã, mas que, para eles, é a Guerra dos Estados Unidos (anos 1950 a 1970).

Antes de os estadunidenses entrarem no combate, a guerra era do Sul capitalista contra o Norte comunista. Por trás de toda a luta pela independência e pela unificação do Vietnã estava um grande personagem: Ho Chi Minh (1890-1969), presidente do país e herói nacional. Vale a pena fazer uma busca na internet para se aprofundar na história desse homem fantástico, um líder sábio e um estadista extremamente articulado, que conquistou os corações dos vietnamitas.

                Ho Chi Minh chegou a liderar parte da guerra contra os vietnamitas do sul e os soldados estadunidenses, numa batalha épica que os vietnamitas do norte e os vietcongues venceram. Seria uma batalha inglória se não fossem os processos arcaicos, mas bastante eficazes, do povo vietnamita.

               

Cu Chi - Visitamos os túneis de Cu Chi, que ficam a cerca de 200 km de Ho Chi Minh City, transformados em um museu a céu aberto. O complexo exibe parte das operações de guerrilha que os vietcongues desenvolveram para superar os armamentos sofisticados dos estadunidenses. Sem dúvida alguma, era um bando de Davis lutando contra milhares de Golias. Em determinado momento da guerra, os estadunidenses chegaram a enviar 500 mil jovens para a luta.

                Os métodos eram extremamente simples, mas muito eficientes. Os visitantes são convidados a conhecer o sistema de fuga com o qual eles driblavam os ianques. Vimos algumas das armadilhas que foram criadas debaixo da terra e até mesmo como eles faziam suas refeições, viviam, criavam seus filhos e animais nessas condições inóspitas, dentro de densas florestas e sob um calor infernal.

                Não pretendo contar aqui a história da guerra, pois há muitos vídeos a respeito do assunto que podem ser vistos, analisados e confrontados. Mas a realidade é que o Vietnã do Norte impôs sua vitória em 30 de abril de 1975. O Vietnã do Sul e os EUA tiveram que aceitar a derrota. A partir de então, foi iniciado o processo de reunificação do país. Hanói, a capital do Vietnã do Norte, se tornou a capital da nação reunificada, e Saigon, capital do Vietnã do Sul, foi rebatizada como Ho Chi Minh.

                A antiga Saigon é uma metrópole sofisticada, vibrante, com muitos arranha-céus, inclusive o mais alto do país, o Landmark 81, uma torre de mais de 460 metros de altura. O município fica no Delta do Rio Mekong, um dos mais importantes do Sudeste Asiático.

                Há forte influência da arquitetura francesa na área central, principalmente no entorno da Estação Central dos Correios. Ali estão situados a catedral metropolitana, o teatro municipal e a prefeitura (ou Câmara Municipal), ladeados por caprichados jardins. E, é claro, uma imponente estátua do líder Ho Chi Minh recentemente instalada nas comemorações dos 50 anos da independência.

                Outro ponto visitado foi o vetusto Palácio da Reunificação, que já foi usado como sede do governo do Vietnã do Sul.

                À noite, a cidade se mostra iluminada, com muito movimento nas lojas, praças, cafés e restaurantes. Ficamos na área central e atestamos que, mesmo em uma metrópole internacional como Ho Chi Minh, é possível andar tranquilamente pelas ruas – como em todo o Vietnã, aliás. Um fenômeno que vimos em poucas metrópoles internacionais. Isso vale até mesmo para mulheres que estejam viajando sozinhas, seja durante o dia ou à noite.

                Pelo que conseguimos apurar, esse fenômeno acontece graças à rigidez que o governo socialista do Vietnã emprega à questão da segurança. Andamos em becos escuros, em cidades pequenas e em cidades movimentadas, como Hanói e Ho Chi Minh, e não tivemos nenhum problema. E nem vimos moradores de rua. Se eles existem por lá, não conseguimos visualizá-los. E olha que andamos muito pelas ruas, independentemente da companhia dos guias ou de moradores da região.

                Para comemorar nosso último dia no país, fomos conhecer o restaurante Ngon, recomendado por um de nossos guias. Ele é reconhecido como um dos melhores de Ho Chi Minh para quem quer apreciar a gastronomia tipicamente vietnamita. Embora seja bastante disputado e com uma culinária local mais sofisticada, os preços eram bastante acessíveis. Só a decoração do local já valia a visita. É um restaurante delicioso e muito bonito.

                Encerramos aqui a série de postagens sobre o Vietnã, país que levarei para sempre como uma das melhores viagens que já realizei. Mas a turnê continua. Nas próximas postagens, contarei o que vi e apreciei no Camboja e na Tailândia. Até mais!


Version in English

 

Vietnam is a surprising country. I am currently on an 11-day visit to the country, taking place in April 2026, accompanied by my travel companion Wagner Cosse. We have been to the north of the country (Hanoi, Ninh Binh, Halong), the central region (Hoi An, Da Nang, Hue), and now we are going to explore the south (Ho Chi Minh and Cu Chi). All of these journeys can be checked out in our previous posts.

                Ho Chi Minh City is the ancient city of Saigon. Or rather, according to some locals I spoke with, Saigon still exists, but it is a district within Ho Chi Minh, the great metropolis of 14 million inhabitants and the largest city in the country.

                In the middle of the last century, Vietnam was divided into two countries, just as Korea is today. The southern part, more urbanized and westernized, had Saigon as its capital. Everything changed with the fall of Indochina, the subsequent invasion by Japan (during World War II), the struggle for independence, and finally, the conflict we call the Vietnam War, but which, to them, is the American War (from the 1950s to the 1970s).

                Before the Americans entered the combat, the war was between the capitalist South and the communist North. Behind the entire struggle for independence and the unification of Vietnam was a major historical figure: Ho Chi Minh (1890-1969), the country's president and national hero. It is well worth searching the internet to delve deeper into the history of this fantastic man, a wise leader, and an extremely articulate statesman who won the hearts of the Vietnamese people.

                Ho Chi Minh even led part of the war against the South Vietnamese and the American soldiers in an epic battle that the North Vietnamese and the Viet Cong won. It would have been an inglorious battle if not for the archaic yet highly effective methods of the Vietnamese people.

 

                Cu Chi - We visited the Cu Chi tunnels, located about 200 km from Ho Chi Minh City, which have been transformed into an open-air museum. The complex showcases part of the guerrilla operations that the Viet Cong developed to overcome the sophisticated armaments of the Americans. Without a doubt, it was a band of Davids fighting against thousands of Goliaths. At a certain point in the war, the Americans even sent 500,000 young men into the fight.

The methods were extremely simple but highly efficient. Visitors are invited to experience the escape system with which they dodged the Yankees. We saw some of the traps created underground and even how they prepared their meals, lived, raised their children, and kept animals under those inhospitable conditions, deep within dense forests and under an infernal heat.

                I do not intend to recount the history of the war here, as there are many videos on the subject that can be watched, analyzed, and contrasted. But the reality is that North Vietnam imposed its victory on April 30, 1975. South Vietnam and the US had to accept defeat. From then on, the country's reunification process began. Hanoi, the capital of North Vietnam, became the capital of the reunified nation, and Saigon, capital of South Vietnam, was renamed Ho Chi Minh City.

                The old Saigon is a sophisticated, vibrant metropolis with many skyscrapers, including the tallest in the country, Landmark 81, a tower over 460 meters high. The city is located in the Mekong River Delta, one of the most important in Southeast Asia.

                There is a strong influence of French architecture in the central area, especially around the Central Post Office. Situated there are the metropolitan cathedral, the municipal theater, and the city hall, flanked by beautifully manicured gardens. And, of course, an imposing statue of the leader Ho Chi Minh, recently installed during the celebrations of the 50th anniversary of independence.

                Another point we visited was the venerable Reunification Palace, which was once used as the seat of government for South Vietnam.

                At night, the city lights up, with bustling activity in shops, squares, cafes, and restaurants. We stayed in the central area and witnessed that, even in an international metropolis like Ho Chi Minh, it is possible to walk peacefully through the streets—just like in all of Vietnam, for that matter. A phenomenon we have seen in few international metropolises, applying even to women traveling alone, whether during the day or at night.

                From what we were able to find out, this phenomenon happens thanks to the strictness that the socialist government of Vietnam applies to the issue of security. We walked down dark alleys, in small towns, and in bustling cities like Hanoi and Ho Chi Minh, and we encountered no problems at all. Nor did we see any homeless people. If they exist there, we were unable to spot them. And we walked extensively through the streets, regardless of being accompanied by guides or locals.

                To celebrate our last day in the country, we went to try the Ngon restaurant, recommended by one of our guides. It is recognized as one of the best in Ho Chi Minh for anyone wishing to appreciate typically Vietnamese cuisine. Although it is highly popular and offers a more sophisticated local culinary experience, the prices were very affordable. The decor of the place alone was worth the visit. It is a delicious and incredibly beautiful restaurant.

 We conclude here our series of posts about Vietnam, a country I will cherish forever as one of the best trips I have ever taken. But the tour continues. In the next posts, I will share what I saw and enjoyed in Cambodia and Thailand. See you soon!

 

Versión en Español

 

Vietnam es un país sorprendente. Estoy realizando una visita de 11 dias al país, llevada a cabo en abril de 2026, acompañado por mi compañero de viaje Wagner Cosse. Estuvimos en el norte del país (Hanoi, Ninh Binh, Halong), en la zona central (Hoi An, Da Nang, Hue) y, ahora, vamos a conocer el sur (Ho Chi Minh y Cu Chi). Todas estas etapas se pueden consultar en las publicaciones anteriores.

                Ho Chi Minh City es la antigua ciudad de Saigón. O mejor dicho, según algunos residentes con los que conversé, Saigón todavía existe, pero es un distrito de Ho Chi Minh, la gran metrópoli de 14 millones de habitantes y la ciudad más grande del país.

                A mediados del siglo pasado, Vietnam llegó a estar dividido en dos países, tal como está hoy Corea. La parte del sur, más urbanizada y occidentalizada, tenía como capital la ciudad de Saigón. Todo cambió con la caída de Indochina, la posterior invasión de Japón (durante la Segunda Guerra Mundial), la lucha por la independencia y, finalmente, el conflicto que nosotros llamamos la Guerra de Vietnam, mas que, para ellos, es la Guerra de los Estados Unidos (años 1950 a 1970).

                Antes de que los estadounidenses entraran en el combate, la guerra era del Sur capitalista contra el Norte comunista. Detrás de toda la lucha por la independencia y por la unificación de Vietnam estaba un gran personaje: Ho Chi Minh (1890-1969), presidente del país y héroe nacional. Vale la pena hacer una búsqueda en internet para profundizar en la historia de este hombre fantástico, un líder sabio y un estadista extremadamente articulado, que conquistó los corazones de los vietnamitas.

                Ho Chi Minh llegó a liderar parte de la guerra contra los vietnamitas del sur y los soldados estadounidenses, en una batalla épica que los vietnamitas del norte y los vietcongs vencieron. Habría sido una batalla inglória si no fuera por los métodos arcaicos, pero bastante eficaces, del pueblo vietnamita.

 

Cu Chi - Visitamos los túneles de Cu Chi, que se encuentran a unos 200 km de Ho Chi Minh City, transformados en un museo a cielo aberto. El complejo exhibe parte de las operaciones de guerrilla que los vietcongs desarrollaron para superar los armamentos sofisticados de los estadounidenses. Sin duda alguna, era un grupo de Davides luchando contra miles de Goliats. En determinado momento de la guerra, los estadounidenses llegaron a enviar 500 mil jóvenes al combate.

                Los métodos eran extremadamente simples, pero muy eficientes. Los visitantes son invitados a conocer el sistema de escape con el cual burlaban a los yanquis. Vimos algunas de las trampas que se crearon bajo tierra e incluso cómo preparaban sus comidas, vivían, criaban a sus hijos y animales en esas condiciones inhóspitas, dentro de densas selvas y bajo un calor infernal.

                No pretendo contar aquí la historia de la guerra, ya que hay muchos videos al respecto que se pueden ver, analizar y confrontar. Pero la realidad es que Vietnam del Norte impuso su victoria el 30 de abril de 1975. Vietnam del Sur y los EE. UU. tuvieron que aceptar la derrota. A partir de entonces, se inició el proceso de reunificación del país. Hanói, la capital de Vietnam del Norte, se convirtió en la capital de la nación reunificada, y Saigón, capital de Vietnam del Sur, fue rebautizada como Ho Chi Minh.

                La antigua Saigón es una metrópoli sofisticada y vibrante, con muchos rascacielos, incluido el más alto del país, el Landmark 81, una torre de más de 460 metros de altura. El municipio se localiza en el Delta del Río Mekong, uno de los más importantes del Sudeste Asiático.

                Existe una fuerte influencia de la arquitectura francesa en la zona céntrica, principalmente en los alrededores de la Estación Central de Correos. Allí se sitúan la catedral metropolitana, el teatro municipal y la alcaldía (o Ayuntamiento), flanqueados por cuidados jardines. Y, por supuesto, una imponente estatua del líder Ho Chi Minh, recientemente instalada en las conmemoraciones de los 50 años de la independencia.

                Otro punto visitado fue el vetusto Palacio de la Reunificación, que ya fue utilizado como sede del gobierno de Vietnam del Sur.

                Por la noche, la ciudad se muestra iluminada, con mucho movimiento en las tiendas, plazas, cafés y restaurantes. Nos alojamos en la zona central y confirmamos que, incluso en una metrópoli internacional como Ho Chi Minh, es posible caminar tranquilamente por las calles – como en todo Vietnam, por lo demás. Un fenómeno que hemos visto en pocas metrópolis internacionales. Esto aplica incluso para mujeres que viajen solas, ya sea durante el día o por la noche.

                Por lo que logramos averiguar, este fenómeno ocurre gracias a la rigidez que el gobierno socialista de Vietnam aplica al tema de la seguridad. Caminamos por callejones oscuros, en ciudades pequeñas y en ciudades concurridas como Hanói y Ho Chi Minh, y no tuvimos ningún problema. Tampoco vimos personas en situación de calle. Si existen por allí, no logramos visualizarlas. Y eso que caminamos muchísimo por las calles, independientemente de la compañía de los guías o de los habitantes de la región.

                Para celebrar nuestro último día en el país, fuimos a conocer el restaurante Ngon, recomendado por uno de nuestros guías. Es reconocido como uno de los mejores de Ho Chi Minh para quienes desean apreciar la gastronomía típicamente vietnamita. Aunque es muy concurrido y ofrece una cocina local más sofisticada, los precios resultaron bastante accesibles. Solo la decoración del lugar ya valía la visita. Es un restaurante delicioso y muy hermoso.

                Concluimos aquí la serie de publicaciones sobre Vietnam, un país que llevaré para siempre como uno de los mejores viajes que he realizado. Pero la gira continúa. En las próximas publicaciones, contaré lo que vi y disfruté en Camboya y Tailandia. ¡Hasta pronto!

Fotos

HO CHI MINH




Palácio da Reunificação

Estação dos Correios

Interior dos Correios

Arranha-céu em Ho Chi Minh

Vista de Ho Chi Minh (foto impressa em mural da cidade)

Rua das livrarias

Ao fundo, detalhe da catedral metropolitana

Teatro Municipal

Hotel Continental


Entrada do Teatro Municipal

Estátua de Ho Chi Minh

Prefeitura (Câmara) Municipal

Ho Chi Minh está estampado no dinheiro vietnamita

Ngon Restaurante




Na entrada do restaurante

Com Wagner, experimentando a culinária local



CU CHI

Técnica de camuflagem dos vietnamitas


Entrada de um dos túneis

Wagner experimenta caminhar nos túneis

Floresta que cerca o local

Armadilhas usadas pelos vietnamitas

Modelo da cozinha usada nos campos de guerra

Chinelas de couro usadas pelos vietcongues

Entrada e saída dos túneis

Wagner sai de um dos túneis

Algumas das bombas recolhidas na região




quinta-feira, 21 de maio de 2026

Sudeste Asiático Parte IV: as cidades históricas de Hoi An, Da Nang e Hue

 

Na Cidadela Imperial de Hue, no Vietnã
(foto de Wagner Cosse)

Textos em português, inglês e espanhol
No final dos textos, confira as fotos da viagem
Clique nas fotos para ampliá-las


Esta é a quarta postagem sobre a viagem ao Sudeste Asiático, que inclui a visita a países como Vietnã, Camboja e Tailândia.

Despedimo-nos do norte do Vietnã e, agora, partimos de avião para a região central do país, onde ficam as cidades de Da Nang, Hoi An e Hue. Descemos no aeroporto de Da Nang, pegamos um automóvel e fomos diretamente para Hoi An, uma verdadeira pérola daquele país, a cerca de 30 km de distância.

                A cidade histórica foi fundada entre os séculos XVI e XVIII e foi um importante porto comercial que atraía negociantes da Ásia e da Europa, graças à sua localização estratégica. Ao longo dos anos, conservou seu casario, templos e pontes, que garantiram a ela o título de Patrimônio Mundial pela Unesco, em 1999.

                É, também, a capital das lanternas. O primeiro impacto, ao chegarmos ao início da noite, é defrontarmo-nos com o rio Thu Bon coberto de barcos iluminados. Cada um de nós ganhou um suporte de papel, com uma vela dentro, para fazermos uma oferenda que seria depositada nas águas do concorrido curso d’água, com o nosso desejo ou agradecimento.

                O passeio de barco pelas águas, ladeado de construções iluminadas pelas lanternas, com direito à lua cheia, foi um dos momentos mais românticos da viagem. Tudo era encantador!

                Quando desembarcamos, vimos uma cidade vibrante, com muitos cafés, lojas e restaurantes. Achei o barulho um tanto excessivo para o nível de contemplação que toda aquela atmosfera exigia. O rock pesado que vinha dos bares contrastava com a beleza e a candura da paisagem. E muitas, muitas lanternas. De todos os tamanhos e cores.

                No dia seguinte, pela manhã, saímos para passear no Bairro Antigo, onde pudemos observar mais detidamente os detalhes das construções. Havia muitas lojas, a maioria de roupas e artesanato. Para nós, brasileiros, esse shopping a céu aberto tinha uma sedução maior, pois os preços eram bastante convidativos.

                Visitamos vários pontos turísticos, dentre eles a Ponte Japonesa, a Assembleia Chinesa (Phuc Kien) e a Casa de Tan Ky. E flanamos pelas ruelas enfeitadas.

                A culinária é fantástica nessa região, como, aliás, em boa parte do Vietnã. Conhecemos alguns espaços, dentre eles o restaurante Baker Street que, durante o dia, funciona como uma escola de gastronomia. Os pratos, mesmo os mais simples, são servidos com um requinte especial, com preços fantásticos para o nosso bolso.

 

Vale lembrar que Hoi An também é uma concorrida praia vietnamita. Mas, com pouco tempo, acabamos não conhecendo esse lado da cidade, pois nos fixamos nas partes históricas. Pelo calor que faz na região, deve valer a pena reservar um tempo para esse tipo de lazer.

 

Da Nang

O passeio pela região central do país estendeu-se até Hue, cidade imperial vietnamita. No caminho, fizemos algumas paradas para conhecer pontos interessantíssimos.

                O primeiro deles foi em Da Nang, bela cidade litorânea e principal porto do Vietnã, com aproximadamente 1,3 milhão de habitantes. Paramos em uma extensa praia para observarmos o mar, de onde saíam dezenas de pescadores.

                Havia, ainda, um tipo diferente de embarcação, o Thung Chai, conhecido como barco-cesto ou barco de coco. Feito de bambu trançado e impermeabilizado, é um símbolo cultural da região.

                A cidade abriga dezenas de fabriquetas de estátuas, baseadas na tradição da escultura de Cham, desenvolvida no país há mais de 1.600 anos.

                No alto de uma das colinas, está uma delas, a gigantesca estátua da deusa Quan Am, também conhecida como a Deusa da Misericórdia ou Senhora Buda. Com 67 metros de altura, ela é motivo de peregrinação da população budista, que a trata como protetora. A estátua está inserida no contexto do Pagode Linh Ung, onde são realizados concorridos cultos religiosos.

                Da Nang está na história recente do país como um dos lugares estratégicos da Guerra do Vietnã. A cidade sofreu muitos ataques e conservou terríveis marcas desse período.

 

Túmulo do Imperador

Antes de chegarmos a Hue, passamos pelo incrível túmulo do imperador Khai Dinh, cujo reinado aconteceu entre 1916 e 1925. A sepultura ocupa a encosta de um morro e o complexo é dividido em três níveis.

                Na primeira parte, há uma série de guardiões feitos de concreto e amplamente decorados com requintes arquitetônicos vietnamitas misturados com toques europeus. No lance mais alto, em uma sala dourada, com estilo que lembra o barroco, está o local onde o imperador foi sepultado.  Uma última morada que preserva um pouco do luxo que o monarca deve ter desfrutado em vida, quando o país fazia parte da chamada Indochina.

                Como curiosidade, achei o imperador muito parecido com as fotografias do cantor e compositor Milton Nascimento quando jovem.

                Próxima a Da Nang está a famosa Ponte das Mãos, um dos atrativos mais procurados pelos turistas. Mas, como ela não estava em nosso roteiro, acabamos não conhecendo-a.

 

Hue

A Cidadela Imperial de Hue foi criada no reinado de Gia Long, entre 1802 e 1820. O complexo, formado por palácios, pavilhões, biblioteca, teatro real, lagos e jardins, foi tombado como Patrimônio da Humanidade em 1993.

                O local passou por ampla restauração nos últimos anos, pois foi muito afetado durante a Guerra do Vietnã. Em 1968, no feriado do Tet (o mais importante e popular do Vietnã), foi iniciado um confronto entre as forças norte-vietnamitas e vietcongues, que ocuparam a fortaleza, e os fuzileiros navais dos EUA e as forças sul-vietnamitas. A batalha durou 25 dias e resultou na morte de mais de 60 mil pessoas, sendo aproximadamente 8 mil delas civis.

                O que vemos hoje é deslumbrante. Meu destaque vai para o Teatro Real e o Kiến Trung Palace. Este último foi a residência dos dois últimos imperadores da dinastia Nguyễn. Em 1947, o palácio foi destruído durante as Guerras da Indochina. A sua reconstrução começou em 2019 e foi concluída em 2023. É de uma beleza incalculável!

                Hue é uma bela cidade cortada pelo rio Perfume. Ela apresenta amplos jardins e praças, além de belas pontes. Um dos pontos de destaque é o Thien Mu, localizado em uma colina que margeia o rio. Chamado de Pagode da Senhora Celestial, ele foi fundado em 1601 e se transformou no símbolo da cidade. Sua principal característica é o seu formato octogonal, que avança por sete andares.

                Nas redondezas do pagode, foram instalados belos jardins e uma fonte. Lá ainda vivem vários monges budistas, que cuidam muito bem do espaço.

                 Um antigo Austin azul é conservado em uma garagem. O automóvel tem uma forte e simbólica história. Durante a Guerra do Vietnã, em 1963, um monge morreu ateando fogo às suas próprias vestes em pleno centro de Saigon, como protesto contra a perseguição religiosa. Sua foto varreu o mundo todo, tendo ao fundo o citado veículo. Essa história comoveu a todos que a viram, lançando sobre os fatos as dores da frágil condição humana diante daquele desastre da guerra.

                Encerramos aqui esta postagem. Continuaremos nossa história no Vietnã, seguindo para Ho Chi Minh, onde contaremos novas e interessantes histórias.

 

English Version

 

This is the fourth post about the trip to Southeast Asia, which includes visits to Vietnam, Cambodia, and Thailand.

                We say goodbye to northern Vietnam and now head by plane to the central region of the country, home to the cities of Da Nang, Hoi An, and Hue. We landed at Da Nang airport, rented a car, and drove straight to Hoi An—a true pearl of the country, located about 30 km away.

                The historic city was founded between the 16th and 18th centuries and was a major trading port that attracted merchants from Asia and Europe, thanks to its strategic location. Over the years, it preserved its traditional houses, temples, and bridges, which earned it the title of UNESCO World Heritage Site in 1999.

                It is also the capital of lanterns. Our first impression upon arriving in the early evening was witnessing the Thu Bon River covered with illuminated boats. Each of us received a paper holder with a candle inside to make an offering, letting it float down the waters of the busy river along with our wishes or expressions of gratitude.

                The boat ride along the river, flanked by buildings illuminated by lanterns under a full moon, was one of the most romantic moments of the trip. Everything was enchanting!

                When we disembarked, we found a vibrant city filled with cafes, shops, and restaurants. However, I found the noise a bit too much for the level of contemplation that such an atmosphere called for. The heavy rock music coming from the bars contrasted with the beauty and innocence of the landscape. And there were lanterns everywhere—of every shape, size, and color.

                The next morning, we went for a stroll in the Ancient Town, where we could observe the architectural details more closely. There were many shops, mostly selling clothes and handicrafts. For us Brazilians, this open-air shopping mall was particularly tempting, as the prices were very appealing.

                We visited several tourist attractions, including the Japanese Covered Bridge, the Fujian Assembly Hall (Phuc Kien), and the Tan Ky Old House. We also wandered through the decorated alleys.

                The cuisine is fantastic in this region, as it is in most of Vietnam. We visited a few places, including the Baker Street restaurant, which operates as a culinary school during the day. The dishes, even the simplest ones, are served with special refinement, at fantastic prices for our budget.

                It is worth noting that Hoi An is also a popular beach destination. However, due to our limited time, we ended up missing that side of the city as we focused on the historic areas. Given the heat in the region, it is probably worth setting aside some time for a beach day.

 

Da Nang

Our journey through the central region of the country extended to Hue, the Vietnamese imperial city. Along the way, we made a few stops to see some highly interesting spots.

                The first was in Da Nang, a beautiful coastal city and Vietnam's main port, with approximately 1.3 million inhabitants. We stopped at a wide beach to look out at the sea, where dozens of fishermen were coming ashore.

                There was also a unique type of boat called Thung Chai, known as a basket boat or coracle. Made of woven and waterproofed bamboo, it is a cultural symbol of the region.

                The city is home to dozens of small statue workshops, rooted in the Cham sculpting tradition that developed in the country more than 1,600 years ago.

                Atop one of the hills stands one of these sculptures: the gigantic statue of the goddess Quan Am, also known as the Goddess of Mercy or Lady Buddha. Standing 67 meters tall, she is a pilgrimage site for the Buddhist population, who revere her as a protector. The statue is part of the Linh Ung Pagoda complex, where popular religious services are held.

                Da Nang holds a significant place in the country's recent history as a strategic location during the Vietnam War. The city suffered numerous attacks and still bears deep scars from that period.

 

The Emperor's Tomb

Before reaching Hue, we passed by the incredible tomb of Emperor Khai Dinh, who reigned between 1916 and 1925. The burial site sits on a hillside, and the complex is divided into three tiers.

                In the first section, there is a line of concrete guardians, intricately decorated with Vietnamese architectural refinements blended with European touches. On the highest level, inside a golden, Baroque-style room, lies the final resting place where the emperor was buried. A final home that preserves some of the luxury the monarch must have enjoyed during his lifetime, back when the country was part of French Indochina.

                As a side note, I found the emperor remarkably similar to old photographs of the Brazilian singer-songwriter Milton Nascimento in his youth.

                Near Da Nang is the famous Golden Bridge (held up by giant hands), one of the most sought-after attractions for tourists. However, since it was not on our itinerary, we ended up not visiting it.

 

Hue

The Imperial Citadel of Hue was built during the reign of Gia Long, between 1802 and 1820. The complex—consisting of palaces, pavilions, a library, a royal theater, lakes, and gardens—was designated a UNESCO World Heritage Site in 1993.

                The site has undergone extensive restoration in recent years, as it was heavily damaged during the Vietnam War. In 1968, during the Tet holiday (the most important and popular celebration in Vietnam), a massive clash began between North Vietnamese and Viet Cong forces, who occupied the fortress, against US Marines and South Vietnamese forces. The battle lasted 25 days and resulted in the deaths of over 60,000 people, approximately 8,000 of whom were civilians.

                What we see today is breathtaking. My personal highlights were the Royal Theater and the Kiến Trung Palace. The latter was the residence of the last two emperors of the Nguyễn dynasty. In 1947, the palace was destroyed during the Indochina Wars. Its reconstruction began in 2019 and was completed in 2023. Its beauty is simply priceless!

                Hue is a lovely city divided by the Perfume River. It features wide gardens, squares, and beautiful bridges. One of the most prominent landmarks is Thien Mu, located on a hill overlooking the river. Known as the Pagode of the Celestial Lady, it was founded in 1601 and became the symbol of the city. Its defining feature is its seven-story octagonal shape.

                Beautiful gardens and a fountain have been laid out around the pagoda. Several Buddhist monks still live there, taking excellent care of the grounds.

                An old blue Austin car is preserved in a garage there. This vehicle holds a powerful and symbolic history. During the Vietnam War in 1963, a monk died after setting himself on fire in the middle of Saigon to protest religious persecution. The photo of the event, with this car in the background, swept the globe. It was a deeply moving story that highlighted the profound sorrow of the fragile human condition amidst the disaster of war.

                We end this post here. We will continue our story in Vietnam as we head to Ho Chi Minh City, where we will have new and interesting tales to share.

 

Versión en Español

Esta es la cuarta publicación sobre el viaje al Sudeste Asiático, que incluye la visita a países como Vietnam, Camboya y Tailandia.

                Nos despedimos del norte de Vietnam y, ahora, partimos en avión hacia la región central del país, donde se encuentran las ciudades de Da Nang, Hoi An y Hue. Aterrizamos en el aeropuerto de Da Nang, tomamos un automóvil y fuimos directamente a Hoi An, una verdadera perla de este país, situada a unos 30 km de distancia.

                La ciudad histórica fue fundada entre los siglos XVI y XVIII y fue un importante puerto comercial que atraía a comerciantes de Asia y Europa, gracias a su ubicación estratégica. A lo largo de los años, conservó sus casonas, templos y puentes, lo que le valió el título de Patrimonio de la Humanidad por la Unesco en 1999.

                Es, además, la capital de las linternas. El primer impacto al llegar al anochecer es encontrarse con el río Thu Bon cubierto de barcos iluminados. Cada uno de nosotros recibió un soporte de papel con una vela dentro para hacer una ofrenda, la cual dejamos flotar en las aguas del concurrido río junto con nuestros deseos o agradecimientos.

                El paseo en barco por el río, flanqueado por construcciones iluminadas por las linternas y coronado por la luna llena, fue uno de los momentos más románticos del viaje. ¡Todo era encantador!

                Al desembarcar, vimos una ciudad vibrante, repleta de cafés, tiendas y restaurantes. Sin embargo, el ruido me pareció un tanto excesivo para el nivel de contemplación que requería aquella atmósfera. El rock pesado que salía de los bares contrastaba con la belleza y la pureza del paisaje. Y muchas, muchísimas linternas, de todos los tamaños y colores.

                A la mañana siguiente, salimos a pasear por el Barrio Antiguo, donde pudimos observar más de cerca los detalles de las construcciones. Había muchas tiendas, la mayoría de ropa y artesanía. Para nosotros, los brasileños, este centro comercial a cielo abierto tenía una gran tentación, ya que los precios eran muy tentadores.

                Visitamos varios puntos turísticos, entre ellos el Puente Japonés, la Asamblea China (Phuc Kien) y la Casa de Tan Ky. Y caminamos sin prisa por las callejuelas decoradas.

                La gastronomía es fantástica en esta región, como en gran parte de Vietnam. Conocimos algunos espacios, entre ellos el restaurante Baker Street que, durante el día, funciona como escuela de cocina. Los platos, incluso los más sencillos, se sirven con un toque de distinción especial y a precios fantásticos para nuestro bolsillo.

                Cabe mencionar que Hoi An es también una concurrida playa vietnamita. Pero, como teníamos poco tiempo, no pudimos conocer ese lado de la ciudad, ya que nos concentramos en las zonas históricas. Por el calor que hace en la región, seguro que vale la pena reservar un tiempo para este tipo de descanso.

 

Da Nang

El viaje por la región central del país se extendió hasta Hue, la ciudad imperial vietnamita. En el camino, hicimos algunas paradas para conocer puntos interesantísimos.

El primero de ellos fue en Da Nang, una hermosa ciudad costera y el principal puerto de Vietnam, con aproximadamente 1,3 millones de habitantes. Paramos en una extensa playa para contemplar el mar, de donde regresaban decenas de pescadores.

                Había, además, un tipo de embarcación muy singular, el Thung Chai, conocido como barco-cesta o barco de coco. Hecho de bambu tejido e impermeabilizado, es un símbolo cultural de la región.

                La ciudad alberga decenas de pequeños talleres de estatuas, basados en la tradición de la escultura Cham, desarrollada en el país hace más de 1.600 años.

                En lo alto de una de las colinas se encuentra una de estas esculturas: la gigantesca estatua de la diosa Quan Am, también conocida como la Diosa de la Misericordia o la Señora Buda. Con sus 67 metros de altura, es un lugar de peregrinación para la población budista, que la venera como su protectora. La estatua forma parte del complejo de la Pagoda Linh Ung, donde se celebran concurridos cultos religiosos.

                Da Nang forma parte de la historia reciente del país como uno de los puntos estratégicos de la Guerra de Vietnam. La ciudad sufrió muchos ataques y conservó terribles marcas de ese período.

 

La Tumba del Emperador

Antes de llegar a Hue, pasamos por la increíble tumba del emperador Khai Dinh, cuyo reinado tuvo lugar entre 1916 y 1925. La sepultura ocupa la ladera de una colina y el complejo está dividido en tres niveles.

                En la primera sección hay una serie de guardianes hechos de concreto y ricamente decorados con refinamientos arquitectónicos vietnamitas mezclados con toques europeos. En el nivel más alto, dentro de una sala dorada con un estilo que recuerda al barroco, se encuentra el lugar donde fue sepultado el emperador. Una última morada que preserva un poco del lujo que el monarca debió de haber disfrutado en vida, cuando el país formaba parte de la llamada Indochina.

                Como curiosidad, el emperador me pareció muy parecido a las fotografías del cantautor brasileño Milton Nascimento cuando era joven.

                 Cerca de Da Nang se encuentra el famoso Puente de las Manos (Golden Bridge), uno de los atractivos más buscados por los turistas. Sin embargo, como no estaba en nuestro itinerario, no llegamos a conocerlo.

 

Hue

La Ciudadela Imperial de Hue fue creada durante el reinado de Gia Long, entre 1802 y 1820. El complejo, formado por palacios, pabellones, biblioteca, teatro real, lagos y jardines, fue declarado Patrimonio de la Humanidad en 1993.

                El lugar pasó por una importante restauración en los últimos años, ya que quedó muy afectado durante la Guerra de Vietnam. En 1968, durante la festividad del Tet (la más importante y popular de Vietnam), se inició un fuerte enfrentamiento entre las fuerzas norte-vietnamitas y los vietcong, que ocuparon la fortaleza, contra los marines de los EE. UU. y las fuerzas sur-vietnamitas. La batalla duró 25 días y causó la muerte de más de 60.000 personas, de las cuales unas 8.000 eran civiles.

                Lo que vemos hoy es deslumbrante. Mis favoritos fueron el Teatro Real y el Kiến Trung Palace. Este último fue la residencia de los dos últimos emperadores de la dinastía Nguyễn. En 1947, el palacio fue destruido durante las Guerras de Indochina. Su reconstrucción comenzó en 2019 y finalizó en 2023. ¡Es de una belleza incalculable!

                Hue es una hermosa ciudad dividida por el río Perfume. Cuenta con amplios jardines, plazas y bellos puentes. Uno de los puntos más destacados es el Thien Mu, situado en una colina a orillas del río. Llamado la Pagoda de la Señora Celestial, fue fundado en 1601 y se convirtió en el símbolo de la ciudad. Su característica principal es su forma octogonal que se eleva a lo largo de siete pisos.

                En los alrededores de la pagoda se instalaron hermosos jardines y una fuente. Allí aún viven varios monjes budistas que cuidan el lugar con esmero.

                En un garaje se conserva un antiguo Austin azul. El automóvil tiene una historia poderosa y simbólica. Durante la Guerra de Vietnam, en 1963, un monge murió al prenderse fuego a sus propias vestiduras en pleno centro de Saigón, como protesta contra la persecución religiosa. Su fotografía dio la vuelta al mundo, con el mencionado vehículo al fondo. Esta historia conmovió a todos los que la vieron, reflejando el dolor de la frágil condición humana ante el desastre de la guerra.

Terminamos aquí esta publicación. Continuaremos nuestro relato sobre Vietnam viajando hacia Ho Chi Minh, donde compartiremos nuevas e interesantes historias.

 Fotos da viagem

HOI AN



O rio romântico, iluminado por lanternas

Lua cheia brilha em Hoi An






Vela depositada no rio


Eu e Wagner acenando no barco

Hoi An durante o dia




Ponte Japonesa



Interior de museu representa uma antiga residência local


A confecção é forte na economia local

Hoi An fabrica lanternas de todos os tipos e tamanhos


Obra de arte feita de papel enrolado

Artesã trabalha com papel

Mapa do Brasil e América do Sul com os nomes vietnamitas


Wagner ora no templo chinês

Na Assembleia chinesa, em Hoi An




Rua dedicada ao comércio

Flanando nas ruas coloridas

Transporte local

Restaurante Baker Street: gastronomia local

Doce feito de pistache

Com os companheiros de viagem Mike, Elisa, Sônia e Wagner

DA NANG

Praia

Fábrica de esculturas

Barcos-cestos

Pescadores

Wagner experimenta a embarcação

No templo da Deusa da Misericórdia









Detalhe da estátua de 67 metros de altura

Dragões guardam as escadarias do templo


Mirante: ao fundo, a cidade de Da Nang

Buda reclinado


Com Wagner, vendo a estátua ao fundo

Deusa da Misericórdia ou Senhora Buda

TÚMULO DO IMPERADOR






Foto lembra o cantor Milton Nascimento quando jovem


Decoração do túmulo: luxo e requinte

HUE

Wagner sentado na entrada principal da Cidadela Imperial

Jovens locais fotografam com vestes tradicionais




Fachada do belíssimo Kiến Trung Palace










Interior do Teatro Real

Poltronas do Teatro Real


PAGODE DA SENHORA CELESTIAL

Símbolo de Hue







Austin azul que testemunhou os horrores da guerra

Parque em Hue

Culinária local


Restaurante nas proximidades de Hue

Cenas do mercado de Hue





Venda de oferendas para os templos, inclusive dinheiro falso


O segundo andar é todo dedicado à comercialização de roupas e tecidos


Vista do rio Perfume

Sudeste Asiático Parte VII: Chiang Mai e Santuário dos Elefantes na Tailândia

  No interior do "templo dos homens", em Chiang Mai Textos em português, inglês e espanhol No final dos textos, confira as fotos d...