| Na Cidadela Imperial de Hue, no Vietnã (foto de Wagner Cosse) |
Textos em português, inglês e espanhol
No final dos textos, confira as fotos da viagem
Clique nas fotos para ampliá-las
Esta é a quarta
postagem sobre a viagem ao Sudeste Asiático, que inclui a visita a países como
Vietnã, Camboja e Tailândia.
Despedimo-nos do norte
do Vietnã e, agora, partimos de avião para a região central do país, onde ficam
as cidades de Da Nang, Hoi An e Hue. Descemos no aeroporto de Da Nang,
pegamos um automóvel e fomos diretamente para Hoi An, uma verdadeira pérola
daquele país, a cerca de 30 km de distância.
A
cidade histórica foi fundada entre os séculos XVI e XVIII e foi um importante
porto comercial que atraía negociantes da Ásia e da Europa, graças à sua
localização estratégica. Ao longo dos anos, conservou seu casario, templos e
pontes, que garantiram a ela o título de Patrimônio Mundial pela Unesco,
em 1999.
É,
também, a capital das lanternas. O primeiro impacto, ao chegarmos ao
início da noite, é defrontarmo-nos com o rio Thu Bon coberto de barcos
iluminados. Cada um de nós ganhou um suporte de papel, com uma vela dentro,
para fazermos uma oferenda que seria depositada nas águas do concorrido curso
d’água, com o nosso desejo ou agradecimento.
O
passeio de barco pelas águas, ladeado de construções iluminadas pelas
lanternas, com direito à lua cheia, foi um dos momentos mais românticos da
viagem. Tudo era encantador!
Quando
desembarcamos, vimos uma cidade vibrante, com muitos cafés, lojas e
restaurantes. Achei o barulho um tanto excessivo para o nível de contemplação
que toda aquela atmosfera exigia. O rock pesado que vinha dos bares contrastava
com a beleza e a candura da paisagem. E muitas, muitas lanternas. De todos os
tamanhos e cores.
No
dia seguinte, pela manhã, saímos para passear no Bairro Antigo, onde
pudemos observar mais detidamente os detalhes das construções. Havia muitas
lojas, a maioria de roupas e artesanato. Para nós, brasileiros, esse shopping a
céu aberto tinha uma sedução maior, pois os preços eram bastante convidativos.
Visitamos
vários pontos turísticos, dentre eles a Ponte Japonesa, a Assembleia Chinesa
(Phuc Kien) e a Casa de Tan Ky. E flanamos pelas ruelas enfeitadas.
A
culinária é fantástica nessa região, como, aliás, em boa parte do Vietnã.
Conhecemos alguns espaços, dentre eles o restaurante Baker Street que, durante
o dia, funciona como uma escola de gastronomia. Os pratos, mesmo os mais
simples, são servidos com um requinte especial, com preços fantásticos para o
nosso bolso.
Vale lembrar que Hoi
An também é uma concorrida praia vietnamita. Mas, com pouco tempo,
acabamos não conhecendo esse lado da cidade, pois nos fixamos nas partes
históricas. Pelo calor que faz na região, deve valer a pena reservar um tempo
para esse tipo de lazer.
Da Nang
O passeio pela região
central do país estendeu-se até Hue, cidade imperial vietnamita. No caminho,
fizemos algumas paradas para conhecer pontos interessantíssimos.
O
primeiro deles foi em Da Nang, bela cidade litorânea e principal porto do
Vietnã, com aproximadamente 1,3 milhão de habitantes. Paramos em uma extensa
praia para observarmos o mar, de onde saíam dezenas de pescadores.
Havia,
ainda, um tipo diferente de embarcação, o Thung Chai, conhecido como barco-cesto
ou barco de coco. Feito de bambu trançado e impermeabilizado, é um símbolo
cultural da região.
A
cidade abriga dezenas de fabriquetas de estátuas, baseadas na tradição
da escultura de Cham, desenvolvida no país há mais de 1.600 anos.
No
alto de uma das colinas, está uma delas, a gigantesca estátua da deusa Quan Am,
também conhecida como a Deusa da Misericórdia ou Senhora Buda. Com 67 metros
de altura, ela é motivo de peregrinação da população budista, que a trata
como protetora. A estátua está inserida no contexto do Pagode Linh Ung, onde
são realizados concorridos cultos religiosos.
Da
Nang está na história recente do país como um dos lugares estratégicos da
Guerra do Vietnã. A cidade sofreu muitos ataques e conservou terríveis marcas
desse período.
Túmulo do Imperador
Antes de chegarmos a
Hue, passamos pelo incrível túmulo do imperador Khai Dinh, cujo reinado
aconteceu entre 1916 e 1925. A sepultura ocupa a encosta de um morro e o
complexo é dividido em três níveis.
Na
primeira parte, há uma série de guardiões feitos de concreto e
amplamente decorados com requintes arquitetônicos vietnamitas misturados com
toques europeus. No lance mais alto, em uma sala dourada, com estilo que lembra
o barroco, está o local onde o imperador foi sepultado. Uma última morada que preserva um pouco do
luxo que o monarca deve ter desfrutado em vida, quando o país fazia parte da
chamada Indochina.
Como
curiosidade, achei o imperador muito parecido com as fotografias do cantor e
compositor Milton Nascimento quando jovem.
Próxima
a Da Nang está a famosa Ponte das Mãos, um dos atrativos mais procurados pelos
turistas. Mas, como ela não estava em nosso roteiro, acabamos não conhecendo-a.
Hue
A Cidadela Imperial
de Hue foi criada no reinado de Gia Long, entre 1802 e 1820. O complexo,
formado por palácios, pavilhões, biblioteca, teatro real, lagos e jardins, foi
tombado como Patrimônio da Humanidade em 1993.
O
local passou por ampla restauração nos últimos anos, pois foi muito afetado
durante a Guerra do Vietnã. Em 1968, no feriado do Tet (o mais
importante e popular do Vietnã), foi iniciado um confronto entre as forças
norte-vietnamitas e vietcongues, que ocuparam a fortaleza, e os fuzileiros
navais dos EUA e as forças sul-vietnamitas. A batalha durou 25 dias e resultou
na morte de mais de 60 mil pessoas, sendo aproximadamente 8 mil delas
civis.
O
que vemos hoje é deslumbrante. Meu destaque vai para o Teatro Real e o Kiến
Trung Palace. Este último foi a residência dos dois últimos imperadores da
dinastia Nguyễn. Em 1947, o palácio foi destruído durante as Guerras da
Indochina. A sua reconstrução começou em 2019 e foi concluída em 2023. É de uma
beleza incalculável!
Hue
é uma bela cidade cortada pelo rio Perfume. Ela apresenta amplos jardins
e praças, além de belas pontes. Um dos pontos de destaque é o Thien Mu,
localizado em uma colina que margeia o rio. Chamado de Pagode da Senhora
Celestial, ele foi fundado em 1601 e se transformou no símbolo da cidade.
Sua principal característica é o seu formato octogonal, que avança por sete
andares.
Nas
redondezas do pagode, foram instalados belos jardins e uma fonte. Lá ainda
vivem vários monges budistas, que cuidam muito bem do espaço.
Encerramos
aqui esta postagem. Continuaremos nossa história no Vietnã, seguindo para Ho
Chi Minh, onde contaremos novas e interessantes histórias.
English Version
This is the fourth
post about the trip to Southeast Asia, which includes visits to Vietnam,
Cambodia, and Thailand.
We
say goodbye to northern Vietnam and now head by plane to the central region of
the country, home to the cities of Da Nang, Hoi An, and Hue. We landed
at Da Nang airport, rented a car, and drove straight to Hoi An—a true pearl of
the country, located about 30 km away.
The
historic city was founded between the 16th and 18th centuries and was a major
trading port that attracted merchants from Asia and Europe, thanks to its
strategic location. Over the years, it preserved its traditional houses,
temples, and bridges, which earned it the title of UNESCO World Heritage
Site in 1999.
It
is also the capital of lanterns. Our first impression upon arriving in
the early evening was witnessing the Thu Bon River covered with illuminated
boats. Each of us received a paper holder with a candle inside to make an
offering, letting it float down the waters of the busy river along with our
wishes or expressions of gratitude.
The
boat ride along the river, flanked by buildings illuminated by lanterns under a
full moon, was one of the most romantic moments of the trip.
Everything was enchanting!
When
we disembarked, we found a vibrant city filled with cafes, shops, and
restaurants. However, I found the noise a bit too much for the level of
contemplation that such an atmosphere called for. The heavy rock music coming
from the bars contrasted with the beauty and innocence of the landscape. And
there were lanterns everywhere—of every shape, size, and color.
The
next morning, we went for a stroll in the Ancient Town, where we could
observe the architectural details more closely. There were many shops, mostly
selling clothes and handicrafts. For us Brazilians, this open-air shopping mall
was particularly tempting, as the prices were very appealing.
We
visited several tourist attractions, including the Japanese Covered Bridge,
the Fujian Assembly Hall (Phuc Kien), and the Tan Ky Old House. We also
wandered through the decorated alleys.
The
cuisine is fantastic in this region, as it is in most of Vietnam. We visited a
few places, including the Baker Street restaurant, which operates as a culinary
school during the day. The dishes, even the simplest ones, are served with
special refinement, at fantastic prices for our budget.
It
is worth noting that Hoi An is also a popular beach destination.
However, due to our limited time, we ended up missing that side of the city as
we focused on the historic areas. Given the heat in the region, it is probably
worth setting aside some time for a beach day.
Da Nang
Our journey through
the central region of the country extended to Hue, the Vietnamese imperial
city. Along the way, we made a few stops to see some highly interesting spots.
The
first was in Da Nang, a beautiful coastal city and Vietnam's main port, with
approximately 1.3 million inhabitants. We stopped at a wide beach to look out
at the sea, where dozens of fishermen were coming ashore.
There
was also a unique type of boat called Thung Chai, known as a basket boat
or coracle. Made of woven and waterproofed bamboo, it is a cultural
symbol of the region.
The
city is home to dozens of small statue workshops, rooted in the Cham sculpting
tradition that developed in the country more than 1,600 years ago.
Atop
one of the hills stands one of these sculptures: the gigantic statue of the
goddess Quan Am, also known as the Goddess of Mercy or Lady Buddha. Standing 67
meters tall, she is a pilgrimage site for the Buddhist population, who
revere her as a protector. The statue is part of the Linh Ung Pagoda
complex, where popular religious services are held.
Da
Nang holds a significant place in the country's recent history as a strategic
location during the Vietnam War. The city suffered numerous attacks and still
bears deep scars from that period.
The Emperor's Tomb
Before reaching Hue,
we passed by the incredible tomb of Emperor Khai Dinh, who reigned between 1916
and 1925. The burial site sits on a hillside, and the complex is divided into
three tiers.
In
the first section, there is a line of concrete guardians, intricately
decorated with Vietnamese architectural refinements blended with European
touches. On the highest level, inside a golden, Baroque-style room, lies the
final resting place where the emperor was buried. A final home that preserves
some of the luxury the monarch must have enjoyed during his lifetime,
back when the country was part of French Indochina.
As
a side note, I found the emperor remarkably similar to old photographs of the
Brazilian singer-songwriter Milton Nascimento in his youth.
Near
Da Nang is the famous Golden Bridge (held up by giant hands), one of the most
sought-after attractions for tourists. However, since it was not on our
itinerary, we ended up not visiting it.
Hue
The Imperial Citadel
of Hue was built during the reign of Gia Long, between 1802 and 1820. The
complex—consisting of palaces, pavilions, a library, a royal theater, lakes,
and gardens—was designated a UNESCO World Heritage Site in 1993.
The
site has undergone extensive restoration in recent years, as it was heavily
damaged during the Vietnam War. In 1968, during the Tet holiday (the
most important and popular celebration in Vietnam), a massive clash began
between North Vietnamese and Viet Cong forces, who occupied the fortress,
against US Marines and South Vietnamese forces. The battle lasted 25 days and
resulted in the deaths of over 60,000 people, approximately 8,000 of
whom were civilians.
What
we see today is breathtaking. My personal highlights were the Royal Theater
and the Kiến Trung Palace. The latter was the residence of the last two
emperors of the Nguyễn dynasty. In 1947, the palace was destroyed during the
Indochina Wars. Its reconstruction began in 2019 and was completed in 2023. Its
beauty is simply priceless!
Hue
is a lovely city divided by the Perfume River. It features wide gardens,
squares, and beautiful bridges. One of the most prominent landmarks is Thien
Mu, located on a hill overlooking the river. Known as the Pagode of the
Celestial Lady, it was founded in 1601 and became the symbol of the city. Its
defining feature is its seven-story octagonal shape.
Beautiful
gardens and a fountain have been laid out around the pagoda. Several Buddhist
monks still live there, taking excellent care of the grounds.
An
old blue Austin car is preserved in a garage there. This vehicle holds a
powerful and symbolic history. During the Vietnam War in 1963, a monk died
after setting himself on fire in the middle of Saigon to protest religious
persecution. The photo of the event, with this car in the background, swept the
globe. It was a deeply moving story that highlighted the profound sorrow of the
fragile human condition amidst the disaster of war.
We
end this post here. We will continue our story in Vietnam as we head to Ho Chi
Minh City, where we will have new and interesting tales to share.
Versión en Español
Esta es la cuarta publicación
sobre el viaje al Sudeste Asiático, que incluye la visita a países como
Vietnam, Camboya y Tailandia.
Nos
despedimos del norte de Vietnam y, ahora, partimos en avión hacia la región
central del país, donde se encuentran las ciudades de Da Nang, Hoi An y Hue.
Aterrizamos en el aeropuerto de Da Nang, tomamos un automóvil y fuimos
directamente a Hoi An, una verdadera perla de este país, situada a unos 30 km
de distancia.
La
ciudad histórica fue fundada entre los siglos XVI y XVIII y fue un importante
puerto comercial que atraía a comerciantes de Asia y Europa, gracias a su
ubicación estratégica. A lo largo de los años, conservó sus casonas, templos y
puentes, lo que le valió el título de Patrimonio de la Humanidad por la Unesco
en 1999.
Es,
además, la capital de las linternas. El primer impacto al llegar al anochecer
es encontrarse con el río Thu Bon cubierto de barcos iluminados. Cada uno de
nosotros recibió un soporte de papel con una vela dentro para hacer una
ofrenda, la cual dejamos flotar en las aguas del concurrido río junto con
nuestros deseos o agradecimientos.
El
paseo en barco por el río, flanqueado por construcciones iluminadas por las
linternas y coronado por la luna llena, fue uno de los momentos más románticos
del viaje. ¡Todo era encantador!
Al
desembarcar, vimos una ciudad vibrante, repleta de cafés, tiendas y
restaurantes. Sin embargo, el ruido me pareció un tanto excesivo para el nivel
de contemplación que requería aquella atmósfera. El rock pesado que salía de
los bares contrastaba con la belleza y la pureza del paisaje. Y muchas,
muchísimas linternas, de todos los tamaños y colores.
A
la mañana siguiente, salimos a pasear por el Barrio Antiguo, donde pudimos
observar más de cerca los detalles de las construcciones. Había muchas tiendas,
la mayoría de ropa y artesanía. Para nosotros, los brasileños, este centro
comercial a cielo abierto tenía una gran tentación, ya que los precios eran muy
tentadores.
Visitamos
varios puntos turísticos, entre ellos el Puente Japonés, la Asamblea China
(Phuc Kien) y la Casa de Tan Ky. Y caminamos sin prisa por las callejuelas
decoradas.
La
gastronomía es fantástica en esta región, como en gran parte de Vietnam.
Conocimos algunos espacios, entre ellos el restaurante Baker Street que,
durante el día, funciona como escuela de cocina. Los platos, incluso los más
sencillos, se sirven con un toque de distinción especial y a precios
fantásticos para nuestro bolsillo.
Cabe
mencionar que Hoi An es también una concurrida playa vietnamita. Pero, como
teníamos poco tiempo, no pudimos conocer ese lado de la ciudad, ya que nos
concentramos en las zonas históricas. Por el calor que hace en la región,
seguro que vale la pena reservar un tiempo para este tipo de descanso.
Da Nang
El viaje por la región central del país se extendió hasta Hue, la ciudad imperial vietnamita. En el camino, hicimos algunas paradas para conocer puntos interesantísimos.
El primero de ellos fue en Da Nang, una hermosa ciudad costera y el principal puerto de Vietnam, con aproximadamente 1,3 millones de habitantes. Paramos en una extensa playa para contemplar el mar, de donde regresaban decenas de pescadores.
Había,
además, un tipo de embarcación muy singular, el Thung Chai, conocido como
barco-cesta o barco de coco. Hecho de bambu tejido e impermeabilizado, es un
símbolo cultural de la región.
La
ciudad alberga decenas de pequeños talleres de estatuas, basados en la
tradición de la escultura Cham, desarrollada en el país hace más de 1.600 años.
En
lo alto de una de las colinas se encuentra una de estas esculturas: la
gigantesca estatua de la diosa Quan Am, también conocida como la Diosa de la
Misericordia o la Señora Buda. Con sus 67 metros de altura, es un lugar de
peregrinación para la población budista, que la venera como su protectora. La
estatua forma parte del complejo de la Pagoda Linh Ung, donde se celebran
concurridos cultos religiosos.
Da
Nang forma parte de la historia reciente del país como uno de los puntos
estratégicos de la Guerra de Vietnam. La ciudad sufrió muchos ataques y
conservó terribles marcas de ese período.
La Tumba del Emperador
Antes de llegar a Hue,
pasamos por la increíble tumba del emperador Khai Dinh, cuyo reinado tuvo lugar
entre 1916 y 1925. La sepultura ocupa la ladera de una colina y el complejo
está dividido en tres niveles.
En
la primera sección hay una serie de guardianes hechos de concreto y ricamente
decorados con refinamientos arquitectónicos vietnamitas mezclados con toques
europeos. En el nivel más alto, dentro de una sala dorada con un estilo que
recuerda al barroco, se encuentra el lugar donde fue sepultado el emperador. Una última morada que preserva
un poco del lujo que el monarca debió de haber disfrutado en vida, cuando el
país formaba parte de la llamada Indochina.
Como
curiosidad, el emperador me pareció muy parecido a las fotografías del
cantautor brasileño Milton Nascimento cuando era joven.
Hue
La Ciudadela Imperial
de Hue fue creada durante el reinado de Gia Long, entre 1802 y 1820. El
complejo, formado por palacios, pabellones, biblioteca, teatro real, lagos y
jardines, fue declarado Patrimonio de la Humanidad en 1993.
El
lugar pasó por una importante restauración en los últimos años, ya que quedó
muy afectado durante la Guerra de Vietnam. En 1968, durante la festividad del
Tet (la más importante y popular de Vietnam), se inició un fuerte
enfrentamiento entre las fuerzas norte-vietnamitas y los vietcong, que ocuparon
la fortaleza, contra los marines de los EE. UU. y las fuerzas sur-vietnamitas.
La batalla duró 25 días y causó la muerte de más de 60.000 personas, de las
cuales unas 8.000 eran civiles.
Lo
que vemos hoy es deslumbrante. Mis favoritos fueron el Teatro Real y el Kiến
Trung Palace. Este último fue la residencia de los dos últimos emperadores de
la dinastía Nguyễn. En 1947, el palacio fue destruido durante las Guerras de
Indochina. Su reconstrucción comenzó en 2019 y finalizó en 2023. ¡Es de una
belleza incalculable!
Hue
es una hermosa ciudad dividida por el río Perfume. Cuenta con amplios jardines,
plazas y bellos puentes. Uno de los puntos más destacados es el Thien Mu,
situado en una colina a orillas del río. Llamado la Pagoda de la Señora
Celestial, fue fundado en 1601 y se convirtió en el símbolo de la ciudad. Su
característica principal es su forma octogonal que se eleva a lo largo de siete
pisos.
En
los alrededores de la pagoda se instalaron hermosos jardines y una fuente. Allí
aún viven varios monjes budistas que cuidan el lugar con esmero.
En
un garaje se conserva un antiguo Austin azul. El automóvil tiene una historia
poderosa y simbólica. Durante la Guerra de Vietnam, en 1963, un monge murió al
prenderse fuego a sus propias vestiduras en pleno centro de Saigón, como
protesta contra la persecución religiosa. Su fotografía dio la vuelta al mundo,
con el mencionado vehículo al fondo. Esta historia conmovió a todos los que la
vieron, reflejando el dolor de la frágil condición humana ante el desastre de
la guerra.
Terminamos aquí esta
publicación. Continuaremos nuestro relato sobre Vietnam viajando hacia Ho Chi
Minh, donde compartiremos nuevas e interesantes historias.
| O rio romântico, iluminado por lanternas |
| Lua cheia brilha em Hoi An |
| Vela depositada no rio |
| Hoi An durante o dia |
| Ponte Japonesa |
| Interior de museu representa uma antiga residência local |
| A confecção é forte na economia local |
| Hoi An fabrica lanternas de todos os tipos e tamanhos |
| Obra de arte feita de papel enrolado |
| Artesã trabalha com papel |
| Mapa do Brasil e América do Sul com os nomes vietnamitas |
| Wagner ora no templo chinês |
| Na Assembleia chinesa, em Hoi An |
| Rua dedicada ao comércio |
| Flanando nas ruas coloridas |
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| Transporte local |
![]() |
| Restaurante Baker Street: gastronomia local |
![]() |
| Doce feito de pistache |
![]() |
| Com os companheiros de viagem Mike, Elisa, Sônia e Wagner |
DA NANG
![]() |
| Praia |
![]() |
| Fábrica de esculturas |
| Barcos-cestos |
| Pescadores |
| Wagner experimenta a embarcação |
| No templo da Deusa da Misericórdia |
| Detalhe da estátua de 67 metros de altura |
| Dragões guardam as escadarias do templo |
| Mirante: ao fundo, a cidade de Da Nang |
| Buda reclinado |
![]() |
| Com Wagner, vendo a estátua ao fundo |
![]() |
| Deusa da Misericórdia ou Senhora Buda TÚMULO DO IMPERADOR |
| Foto lembra o cantor Milton Nascimento quando jovem |
| Decoração do túmulo: luxo e requinte HUE |
| Wagner sentado na entrada principal da Cidadela Imperial |
| Jovens locais fotografam com vestes tradicionais |
| Fachada do belíssimo Kiến Trung Palace |
| Interior do Teatro Real |
| Poltronas do Teatro Real |
| Símbolo de Hue |
| Austin azul que testemunhou os horrores da guerra |
| Parque em Hue |
![]() |
| Culinária local |
![]() |
| Restaurante nas proximidades de Hue |
| Cenas do mercado de Hue |
| Venda de oferendas para os templos, inclusive dinheiro falso |
| O segundo andar é todo dedicado à comercialização de roupas e tecidos |
| Vista do rio Perfume |













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