quinta-feira, 21 de maio de 2026

Sudeste Asiático Parte IV: as cidades históricas de Hoi An, Da Nang e Hue

 

Na Cidadela Imperial de Hue, no Vietnã
(foto de Wagner Cosse)

Textos em português, inglês e espanhol
No final dos textos, confira as fotos da viagem
Clique nas fotos para ampliá-las


Esta é a quarta postagem sobre a viagem ao Sudeste Asiático, que inclui a visita a países como Vietnã, Camboja e Tailândia.

Despedimo-nos do norte do Vietnã e, agora, partimos de avião para a região central do país, onde ficam as cidades de Da Nang, Hoi An e Hue. Descemos no aeroporto de Da Nang, pegamos um automóvel e fomos diretamente para Hoi An, uma verdadeira pérola daquele país, a cerca de 30 km de distância.

                A cidade histórica foi fundada entre os séculos XVI e XVIII e foi um importante porto comercial que atraía negociantes da Ásia e da Europa, graças à sua localização estratégica. Ao longo dos anos, conservou seu casario, templos e pontes, que garantiram a ela o título de Patrimônio Mundial pela Unesco, em 1999.

                É, também, a capital das lanternas. O primeiro impacto, ao chegarmos ao início da noite, é defrontarmo-nos com o rio Thu Bon coberto de barcos iluminados. Cada um de nós ganhou um suporte de papel, com uma vela dentro, para fazermos uma oferenda que seria depositada nas águas do concorrido curso d’água, com o nosso desejo ou agradecimento.

                O passeio de barco pelas águas, ladeado de construções iluminadas pelas lanternas, com direito à lua cheia, foi um dos momentos mais românticos da viagem. Tudo era encantador!

                Quando desembarcamos, vimos uma cidade vibrante, com muitos cafés, lojas e restaurantes. Achei o barulho um tanto excessivo para o nível de contemplação que toda aquela atmosfera exigia. O rock pesado que vinha dos bares contrastava com a beleza e a candura da paisagem. E muitas, muitas lanternas. De todos os tamanhos e cores.

                No dia seguinte, pela manhã, saímos para passear no Bairro Antigo, onde pudemos observar mais detidamente os detalhes das construções. Havia muitas lojas, a maioria de roupas e artesanato. Para nós, brasileiros, esse shopping a céu aberto tinha uma sedução maior, pois os preços eram bastante convidativos.

                Visitamos vários pontos turísticos, dentre eles a Ponte Japonesa, a Assembleia Chinesa (Phuc Kien) e a Casa de Tan Ky. E flanamos pelas ruelas enfeitadas.

                A culinária é fantástica nessa região, como, aliás, em boa parte do Vietnã. Conhecemos alguns espaços, dentre eles o restaurante Baker Street que, durante o dia, funciona como uma escola de gastronomia. Os pratos, mesmo os mais simples, são servidos com um requinte especial, com preços fantásticos para o nosso bolso.

 

Vale lembrar que Hoi An também é uma concorrida praia vietnamita. Mas, com pouco tempo, acabamos não conhecendo esse lado da cidade, pois nos fixamos nas partes históricas. Pelo calor que faz na região, deve valer a pena reservar um tempo para esse tipo de lazer.

 

Da Nang

O passeio pela região central do país estendeu-se até Hue, cidade imperial vietnamita. No caminho, fizemos algumas paradas para conhecer pontos interessantíssimos.

                O primeiro deles foi em Da Nang, bela cidade litorânea e principal porto do Vietnã, com aproximadamente 1,3 milhão de habitantes. Paramos em uma extensa praia para observarmos o mar, de onde saíam dezenas de pescadores.

                Havia, ainda, um tipo diferente de embarcação, o Thung Chai, conhecido como barco-cesto ou barco de coco. Feito de bambu trançado e impermeabilizado, é um símbolo cultural da região.

                A cidade abriga dezenas de fabriquetas de estátuas, baseadas na tradição da escultura de Cham, desenvolvida no país há mais de 1.600 anos.

                No alto de uma das colinas, está uma delas, a gigantesca estátua da deusa Quan Am, também conhecida como a Deusa da Misericórdia ou Senhora Buda. Com 67 metros de altura, ela é motivo de peregrinação da população budista, que a trata como protetora. A estátua está inserida no contexto do Pagode Linh Ung, onde são realizados concorridos cultos religiosos.

                Da Nang está na história recente do país como um dos lugares estratégicos da Guerra do Vietnã. A cidade sofreu muitos ataques e conservou terríveis marcas desse período.

 

Túmulo do Imperador

Antes de chegarmos a Hue, passamos pelo incrível túmulo do imperador Khai Dinh, cujo reinado aconteceu entre 1916 e 1925. A sepultura ocupa a encosta de um morro e o complexo é dividido em três níveis.

                Na primeira parte, há uma série de guardiões feitos de concreto e amplamente decorados com requintes arquitetônicos vietnamitas misturados com toques europeus. No lance mais alto, em uma sala dourada, com estilo que lembra o barroco, está o local onde o imperador foi sepultado.  Uma última morada que preserva um pouco do luxo que o monarca deve ter desfrutado em vida, quando o país fazia parte da chamada Indochina.

                Como curiosidade, achei o imperador muito parecido com as fotografias do cantor e compositor Milton Nascimento quando jovem.

                Próxima a Da Nang está a famosa Ponte das Mãos, um dos atrativos mais procurados pelos turistas. Mas, como ela não estava em nosso roteiro, acabamos não conhecendo-a.

 

Hue

A Cidadela Imperial de Hue foi criada no reinado de Gia Long, entre 1802 e 1820. O complexo, formado por palácios, pavilhões, biblioteca, teatro real, lagos e jardins, foi tombado como Patrimônio da Humanidade em 1993.

                O local passou por ampla restauração nos últimos anos, pois foi muito afetado durante a Guerra do Vietnã. Em 1968, no feriado do Tet (o mais importante e popular do Vietnã), foi iniciado um confronto entre as forças norte-vietnamitas e vietcongues, que ocuparam a fortaleza, e os fuzileiros navais dos EUA e as forças sul-vietnamitas. A batalha durou 25 dias e resultou na morte de mais de 60 mil pessoas, sendo aproximadamente 8 mil delas civis.

                O que vemos hoje é deslumbrante. Meu destaque vai para o Teatro Real e o Kiến Trung Palace. Este último foi a residência dos dois últimos imperadores da dinastia Nguyễn. Em 1947, o palácio foi destruído durante as Guerras da Indochina. A sua reconstrução começou em 2019 e foi concluída em 2023. É de uma beleza incalculável!

                Hue é uma bela cidade cortada pelo rio Perfume. Ela apresenta amplos jardins e praças, além de belas pontes. Um dos pontos de destaque é o Thien Mu, localizado em uma colina que margeia o rio. Chamado de Pagode da Senhora Celestial, ele foi fundado em 1601 e se transformou no símbolo da cidade. Sua principal característica é o seu formato octogonal, que avança por sete andares.

                Nas redondezas do pagode, foram instalados belos jardins e uma fonte. Lá ainda vivem vários monges budistas, que cuidam muito bem do espaço.

                 Um antigo Austin azul é conservado em uma garagem. O automóvel tem uma forte e simbólica história. Durante a Guerra do Vietnã, em 1963, um monge morreu ateando fogo às suas próprias vestes em pleno centro de Saigon, como protesto contra a perseguição religiosa. Sua foto varreu o mundo todo, tendo ao fundo o citado veículo. Essa história comoveu a todos que a viram, lançando sobre os fatos as dores da frágil condição humana diante daquele desastre da guerra.

                Encerramos aqui esta postagem. Continuaremos nossa história no Vietnã, seguindo para Ho Chi Minh, onde contaremos novas e interessantes histórias.

 

English Version

 

This is the fourth post about the trip to Southeast Asia, which includes visits to Vietnam, Cambodia, and Thailand.

                We say goodbye to northern Vietnam and now head by plane to the central region of the country, home to the cities of Da Nang, Hoi An, and Hue. We landed at Da Nang airport, rented a car, and drove straight to Hoi An—a true pearl of the country, located about 30 km away.

                The historic city was founded between the 16th and 18th centuries and was a major trading port that attracted merchants from Asia and Europe, thanks to its strategic location. Over the years, it preserved its traditional houses, temples, and bridges, which earned it the title of UNESCO World Heritage Site in 1999.

                It is also the capital of lanterns. Our first impression upon arriving in the early evening was witnessing the Thu Bon River covered with illuminated boats. Each of us received a paper holder with a candle inside to make an offering, letting it float down the waters of the busy river along with our wishes or expressions of gratitude.

                The boat ride along the river, flanked by buildings illuminated by lanterns under a full moon, was one of the most romantic moments of the trip. Everything was enchanting!

                When we disembarked, we found a vibrant city filled with cafes, shops, and restaurants. However, I found the noise a bit too much for the level of contemplation that such an atmosphere called for. The heavy rock music coming from the bars contrasted with the beauty and innocence of the landscape. And there were lanterns everywhere—of every shape, size, and color.

                The next morning, we went for a stroll in the Ancient Town, where we could observe the architectural details more closely. There were many shops, mostly selling clothes and handicrafts. For us Brazilians, this open-air shopping mall was particularly tempting, as the prices were very appealing.

                We visited several tourist attractions, including the Japanese Covered Bridge, the Fujian Assembly Hall (Phuc Kien), and the Tan Ky Old House. We also wandered through the decorated alleys.

                The cuisine is fantastic in this region, as it is in most of Vietnam. We visited a few places, including the Baker Street restaurant, which operates as a culinary school during the day. The dishes, even the simplest ones, are served with special refinement, at fantastic prices for our budget.

                It is worth noting that Hoi An is also a popular beach destination. However, due to our limited time, we ended up missing that side of the city as we focused on the historic areas. Given the heat in the region, it is probably worth setting aside some time for a beach day.

 

Da Nang

Our journey through the central region of the country extended to Hue, the Vietnamese imperial city. Along the way, we made a few stops to see some highly interesting spots.

                The first was in Da Nang, a beautiful coastal city and Vietnam's main port, with approximately 1.3 million inhabitants. We stopped at a wide beach to look out at the sea, where dozens of fishermen were coming ashore.

                There was also a unique type of boat called Thung Chai, known as a basket boat or coracle. Made of woven and waterproofed bamboo, it is a cultural symbol of the region.

                The city is home to dozens of small statue workshops, rooted in the Cham sculpting tradition that developed in the country more than 1,600 years ago.

                Atop one of the hills stands one of these sculptures: the gigantic statue of the goddess Quan Am, also known as the Goddess of Mercy or Lady Buddha. Standing 67 meters tall, she is a pilgrimage site for the Buddhist population, who revere her as a protector. The statue is part of the Linh Ung Pagoda complex, where popular religious services are held.

                Da Nang holds a significant place in the country's recent history as a strategic location during the Vietnam War. The city suffered numerous attacks and still bears deep scars from that period.

 

The Emperor's Tomb

Before reaching Hue, we passed by the incredible tomb of Emperor Khai Dinh, who reigned between 1916 and 1925. The burial site sits on a hillside, and the complex is divided into three tiers.

                In the first section, there is a line of concrete guardians, intricately decorated with Vietnamese architectural refinements blended with European touches. On the highest level, inside a golden, Baroque-style room, lies the final resting place where the emperor was buried. A final home that preserves some of the luxury the monarch must have enjoyed during his lifetime, back when the country was part of French Indochina.

                As a side note, I found the emperor remarkably similar to old photographs of the Brazilian singer-songwriter Milton Nascimento in his youth.

                Near Da Nang is the famous Golden Bridge (held up by giant hands), one of the most sought-after attractions for tourists. However, since it was not on our itinerary, we ended up not visiting it.

 

Hue

The Imperial Citadel of Hue was built during the reign of Gia Long, between 1802 and 1820. The complex—consisting of palaces, pavilions, a library, a royal theater, lakes, and gardens—was designated a UNESCO World Heritage Site in 1993.

                The site has undergone extensive restoration in recent years, as it was heavily damaged during the Vietnam War. In 1968, during the Tet holiday (the most important and popular celebration in Vietnam), a massive clash began between North Vietnamese and Viet Cong forces, who occupied the fortress, against US Marines and South Vietnamese forces. The battle lasted 25 days and resulted in the deaths of over 60,000 people, approximately 8,000 of whom were civilians.

                What we see today is breathtaking. My personal highlights were the Royal Theater and the Kiến Trung Palace. The latter was the residence of the last two emperors of the Nguyễn dynasty. In 1947, the palace was destroyed during the Indochina Wars. Its reconstruction began in 2019 and was completed in 2023. Its beauty is simply priceless!

                Hue is a lovely city divided by the Perfume River. It features wide gardens, squares, and beautiful bridges. One of the most prominent landmarks is Thien Mu, located on a hill overlooking the river. Known as the Pagode of the Celestial Lady, it was founded in 1601 and became the symbol of the city. Its defining feature is its seven-story octagonal shape.

                Beautiful gardens and a fountain have been laid out around the pagoda. Several Buddhist monks still live there, taking excellent care of the grounds.

                An old blue Austin car is preserved in a garage there. This vehicle holds a powerful and symbolic history. During the Vietnam War in 1963, a monk died after setting himself on fire in the middle of Saigon to protest religious persecution. The photo of the event, with this car in the background, swept the globe. It was a deeply moving story that highlighted the profound sorrow of the fragile human condition amidst the disaster of war.

                We end this post here. We will continue our story in Vietnam as we head to Ho Chi Minh City, where we will have new and interesting tales to share.

 

Versión en Español

Esta es la cuarta publicación sobre el viaje al Sudeste Asiático, que incluye la visita a países como Vietnam, Camboya y Tailandia.

                Nos despedimos del norte de Vietnam y, ahora, partimos en avión hacia la región central del país, donde se encuentran las ciudades de Da Nang, Hoi An y Hue. Aterrizamos en el aeropuerto de Da Nang, tomamos un automóvil y fuimos directamente a Hoi An, una verdadera perla de este país, situada a unos 30 km de distancia.

                La ciudad histórica fue fundada entre los siglos XVI y XVIII y fue un importante puerto comercial que atraía a comerciantes de Asia y Europa, gracias a su ubicación estratégica. A lo largo de los años, conservó sus casonas, templos y puentes, lo que le valió el título de Patrimonio de la Humanidad por la Unesco en 1999.

                Es, además, la capital de las linternas. El primer impacto al llegar al anochecer es encontrarse con el río Thu Bon cubierto de barcos iluminados. Cada uno de nosotros recibió un soporte de papel con una vela dentro para hacer una ofrenda, la cual dejamos flotar en las aguas del concurrido río junto con nuestros deseos o agradecimientos.

                El paseo en barco por el río, flanqueado por construcciones iluminadas por las linternas y coronado por la luna llena, fue uno de los momentos más románticos del viaje. ¡Todo era encantador!

                Al desembarcar, vimos una ciudad vibrante, repleta de cafés, tiendas y restaurantes. Sin embargo, el ruido me pareció un tanto excesivo para el nivel de contemplación que requería aquella atmósfera. El rock pesado que salía de los bares contrastaba con la belleza y la pureza del paisaje. Y muchas, muchísimas linternas, de todos los tamaños y colores.

                A la mañana siguiente, salimos a pasear por el Barrio Antiguo, donde pudimos observar más de cerca los detalles de las construcciones. Había muchas tiendas, la mayoría de ropa y artesanía. Para nosotros, los brasileños, este centro comercial a cielo abierto tenía una gran tentación, ya que los precios eran muy tentadores.

                Visitamos varios puntos turísticos, entre ellos el Puente Japonés, la Asamblea China (Phuc Kien) y la Casa de Tan Ky. Y caminamos sin prisa por las callejuelas decoradas.

                La gastronomía es fantástica en esta región, como en gran parte de Vietnam. Conocimos algunos espacios, entre ellos el restaurante Baker Street que, durante el día, funciona como escuela de cocina. Los platos, incluso los más sencillos, se sirven con un toque de distinción especial y a precios fantásticos para nuestro bolsillo.

                Cabe mencionar que Hoi An es también una concurrida playa vietnamita. Pero, como teníamos poco tiempo, no pudimos conocer ese lado de la ciudad, ya que nos concentramos en las zonas históricas. Por el calor que hace en la región, seguro que vale la pena reservar un tiempo para este tipo de descanso.

 

Da Nang

El viaje por la región central del país se extendió hasta Hue, la ciudad imperial vietnamita. En el camino, hicimos algunas paradas para conocer puntos interesantísimos.

El primero de ellos fue en Da Nang, una hermosa ciudad costera y el principal puerto de Vietnam, con aproximadamente 1,3 millones de habitantes. Paramos en una extensa playa para contemplar el mar, de donde regresaban decenas de pescadores.

                Había, además, un tipo de embarcación muy singular, el Thung Chai, conocido como barco-cesta o barco de coco. Hecho de bambu tejido e impermeabilizado, es un símbolo cultural de la región.

                La ciudad alberga decenas de pequeños talleres de estatuas, basados en la tradición de la escultura Cham, desarrollada en el país hace más de 1.600 años.

                En lo alto de una de las colinas se encuentra una de estas esculturas: la gigantesca estatua de la diosa Quan Am, también conocida como la Diosa de la Misericordia o la Señora Buda. Con sus 67 metros de altura, es un lugar de peregrinación para la población budista, que la venera como su protectora. La estatua forma parte del complejo de la Pagoda Linh Ung, donde se celebran concurridos cultos religiosos.

                Da Nang forma parte de la historia reciente del país como uno de los puntos estratégicos de la Guerra de Vietnam. La ciudad sufrió muchos ataques y conservó terribles marcas de ese período.

 

La Tumba del Emperador

Antes de llegar a Hue, pasamos por la increíble tumba del emperador Khai Dinh, cuyo reinado tuvo lugar entre 1916 y 1925. La sepultura ocupa la ladera de una colina y el complejo está dividido en tres niveles.

                En la primera sección hay una serie de guardianes hechos de concreto y ricamente decorados con refinamientos arquitectónicos vietnamitas mezclados con toques europeos. En el nivel más alto, dentro de una sala dorada con un estilo que recuerda al barroco, se encuentra el lugar donde fue sepultado el emperador. Una última morada que preserva un poco del lujo que el monarca debió de haber disfrutado en vida, cuando el país formaba parte de la llamada Indochina.

                Como curiosidad, el emperador me pareció muy parecido a las fotografías del cantautor brasileño Milton Nascimento cuando era joven.

                 Cerca de Da Nang se encuentra el famoso Puente de las Manos (Golden Bridge), uno de los atractivos más buscados por los turistas. Sin embargo, como no estaba en nuestro itinerario, no llegamos a conocerlo.

 

Hue

La Ciudadela Imperial de Hue fue creada durante el reinado de Gia Long, entre 1802 y 1820. El complejo, formado por palacios, pabellones, biblioteca, teatro real, lagos y jardines, fue declarado Patrimonio de la Humanidad en 1993.

                El lugar pasó por una importante restauración en los últimos años, ya que quedó muy afectado durante la Guerra de Vietnam. En 1968, durante la festividad del Tet (la más importante y popular de Vietnam), se inició un fuerte enfrentamiento entre las fuerzas norte-vietnamitas y los vietcong, que ocuparon la fortaleza, contra los marines de los EE. UU. y las fuerzas sur-vietnamitas. La batalla duró 25 días y causó la muerte de más de 60.000 personas, de las cuales unas 8.000 eran civiles.

                Lo que vemos hoy es deslumbrante. Mis favoritos fueron el Teatro Real y el Kiến Trung Palace. Este último fue la residencia de los dos últimos emperadores de la dinastía Nguyễn. En 1947, el palacio fue destruido durante las Guerras de Indochina. Su reconstrucción comenzó en 2019 y finalizó en 2023. ¡Es de una belleza incalculable!

                Hue es una hermosa ciudad dividida por el río Perfume. Cuenta con amplios jardines, plazas y bellos puentes. Uno de los puntos más destacados es el Thien Mu, situado en una colina a orillas del río. Llamado la Pagoda de la Señora Celestial, fue fundado en 1601 y se convirtió en el símbolo de la ciudad. Su característica principal es su forma octogonal que se eleva a lo largo de siete pisos.

                En los alrededores de la pagoda se instalaron hermosos jardines y una fuente. Allí aún viven varios monjes budistas que cuidan el lugar con esmero.

                En un garaje se conserva un antiguo Austin azul. El automóvil tiene una historia poderosa y simbólica. Durante la Guerra de Vietnam, en 1963, un monge murió al prenderse fuego a sus propias vestiduras en pleno centro de Saigón, como protesta contra la persecución religiosa. Su fotografía dio la vuelta al mundo, con el mencionado vehículo al fondo. Esta historia conmovió a todos los que la vieron, reflejando el dolor de la frágil condición humana ante el desastre de la guerra.

Terminamos aquí esta publicación. Continuaremos nuestro relato sobre Vietnam viajando hacia Ho Chi Minh, donde compartiremos nuevas e interesantes historias.

 Fotos da viagem

HOI AN



O rio romântico, iluminado por lanternas

Lua cheia brilha em Hoi An






Vela depositada no rio


Eu e Wagner acenando no barco

Hoi An durante o dia




Ponte Japonesa



Interior de museu representa uma antiga residência local


A confecção é forte na economia local

Hoi An fabrica lanternas de todos os tipos e tamanhos


Obra de arte feita de papel enrolado

Artesã trabalha com papel

Mapa do Brasil e América do Sul com os nomes vietnamitas


Wagner ora no templo chinês

Na Assembleia chinesa, em Hoi An




Rua dedicada ao comércio

Flanando nas ruas coloridas

Transporte local

Restaurante Baker Street: gastronomia local

Doce feito de pistache

Com os companheiros de viagem Mike, Elisa, Sônia e Wagner

DA NANG

Praia

Fábrica de esculturas

Barcos-cestos

Pescadores

Wagner experimenta a embarcação

No templo da Deusa da Misericórdia









Detalhe da estátua de 67 metros de altura

Dragões guardam as escadarias do templo


Mirante: ao fundo, a cidade de Da Nang

Buda reclinado


Com Wagner, vendo a estátua ao fundo

Deusa da Misericórdia ou Senhora Buda

TÚMULO DO IMPERADOR






Foto lembra o cantor Milton Nascimento quando jovem


Decoração do túmulo: luxo e requinte

HUE

Wagner sentado na entrada principal da Cidadela Imperial

Jovens locais fotografam com vestes tradicionais




Fachada do belíssimo Kiến Trung Palace










Interior do Teatro Real

Poltronas do Teatro Real


PAGODE DA SENHORA CELESTIAL

Símbolo de Hue







Austin azul que testemunhou os horrores da guerra

Parque em Hue

Culinária local


Restaurante nas proximidades de Hue

Cenas do mercado de Hue





Venda de oferendas para os templos, inclusive dinheiro falso


O segundo andar é todo dedicado à comercialização de roupas e tecidos


Vista do rio Perfume

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sudeste Asiático Parte VII: Chiang Mai e Santuário dos Elefantes na Tailândia

  No interior do "templo dos homens", em Chiang Mai Textos em português, inglês e espanhol No final dos textos, confira as fotos d...